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O plástico aplicado ao saneamento


Do Diário do Grande ABC

29/11/2020 | 23:59


Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a cada R$ 1 destinado ao saneamento básico, outros R$ 4 são poupados na área da saúde. Esse cálculo reforça a relação que existe entre o acesso aos sistemas sanitários e qualidade de vida, o que nos leva à seguinte reflexão: seriam os investimentos no acesso à água tratada, às redes de coleta e tratamento dos esgotos, e ao manejo adequado dos resíduos formas mais sustentáveis de se garantir o direito essencial à saúde da população?

Com a aprovação do novo marco regulatório do saneamento, o Brasil entra em caminho de avanços que extrapolam os benefícios à saúde pública. Representando futuro ainda mais próspero também para áreas como turismo, economia e educação, além de contribuir com a redução das desigualdades sociais que ainda persistem nas metrópoles e, principalmente, em municípios mais afastados dos grandes centros. A expectativa é a de que o Brasil receba mais de R$ 700 bilhões em investimentos privados destinados às obras, que permitirão que o País saia do deficit à universalização de acesso ao saneamento até 2033. Em paralelo, há a expectativa de abertura de milhares de vagas de trabalho, dos canteiros de obras à operação das estações de tratamento e redes.

A presença do plástico, amplamente utilizado em sistemas de água, esgoto e em projetos de construção civil e infraestrutura, é muito importante e justificada por sua alta performance, extensa vida útil, segurança na manutenção das propriedades da água tratada durante o transporte e resistência contra vazamentos, dada à eficiente soldagem entre tubos e conexões. Exemplo é o PVC, que chega a ter 60% de participação nas obras de adução de água tratada, podendo superar os 75% nas linhas de distribuição de água, bem como nas redes coletoras de esgoto.

Outra vantagem em se aplicar o plástico ao saneamento é a reciclabilidade do material. Passado seu período de utilização, ou em caso de troca das tubulações, essas resinas podem retornar à cadeia produtiva por meio da reciclagem, fechando o ciclo de consumo em linha com preceitos de fomento à economia circular, tornando-as as opções mais sustentáveis e seguras ao meio ambiente. Com esse passo, o Brasil demandará, de todas as partes envolvidas, dos governantes às concessionárias de saneamento, atuação mais voltada às pessoas, inovadora e ambientalmente responsável. Portanto, respondendo à questão inicial deste artigo, acreditamos que sim, investir na ampliação de acesso ao saneamento básico no Brasil seja uma das mais afortunadas estratégias para garantir o bem-estar de todos.

Almir Cotias é diretor do negócio de vinílicos da Braskem.

PALAVRA DO LEITOR

Abstenções
Ao tomar conhecimento do resultado da eleição em São Bernardo fiquei triste ao ver que 24.563 eleitores votaram em branco e 165.087 deixaram de votar (Política, dia 24). Isso prova que quase metade não aprova a administração de Orlando Morando. Todos os prefeitos, inclusive ele, tiraram o direito do passe dos idosos para usar o transporte público, direito de ir e vir, estamos em democracia. Agora, se pagam a passagem podem usá-lo. E se o idoso precisar ir ao banco receber seu benefício, ou ir à casa dos filhos visitar os netos? Não pode? Outra coisa que me deixou triste foi quando Morando disse que encontrou três grandes obras – piscinão, viaduto da Avenida Rotary e hospital – paradas e abandonadas. Isso é mentira! Que eu saiba, para construir grande obra é necessário que tenha projeto e financiamento aprovados. Isso quer dizer que o dinheiro estava garantido, só faltava dar continuidade. Isso é o mau dos políticos, de menosprezar os adversários. Existe provérbio que diz ‘não jogue pedra no telhado de vidro do outro, porque talvez o seu telhado poderá ser o próximo a ser atingido’.
Copiniano de Souza
São Bernardo

Pacote
Este Diário nos informa que a Prefeitura de São Bernardo, cidade que tenho apreço por ter entre seus habitantes estimados parentes e à qual sempre visito, mandou para a Câmara pacote que tem alguns prejuízos aos moradores, principalmente o aumento na contribuição dos servidores à SBCPrev, sistema previdenciário do município (Política, dia 26). Inacreditável que a Câmara aprovou prontamente, porque os vereadores são realmente preocupados com o povo (com ironia, por favor). Outro dia, este mesmo Diário publicou que servidores são-bernardenses doaram, ‘espontaneamente’, R$ 283,8 mil para a campanha de reeleição do prefeito (dia 28 de outubro). Diante do exposto, quero mandar um ‘salve’ aos servidores que doaram, agora terão esse reajuste em suas contribuições e nem ao menos foram consultados ante à imposição. Parabéns! A população da nossa querida São Bernardo tem o prefeito que merece. Dias piores virão.
Maria Aparecida Flores
Rio Grande da Serra

Concordo!
Concordo com tudo o que disse em sua carta a leitora Maria Lara Reside (Péssimo, ontem). Lamentável o tratamento dado por esse hospital (Christóvão da Gama, em Santo André). Ainda dão prazo de até 72 horas depois do resultado positivo para receber ligação da equipe do hospital para passar os procedimentos. A gente fica aflita, sem saber como proceder, o que pode e o que não pode. Ao ligar para tentar obter essas orientações, simplesmente transferem a ligação várias vezes, a várias pessoas, sem que alguém se interesse em auxiliar. Como fiquei nervosa e disse umas verdades pelo descaso, a ligação não foi mais atendida, voz eletrônica mandava fazer cadastro, que sempre dava as mesmas respostas: ‘Esse número não é reconhecido’, e ‘esse nome não é reconhecido’. Fácil perceber que se trata de estratégia para não mais atender, já que não há ninguém responsável pelo setor de Covid do hospital, que já foi bom, mas agora vive total decadência.
Clara Larissa Monte
Santo André

Só pela política
Passada a eleição, o nobre governador do Estado, o tucano João Doria, desce do muro e, com a cara deslavada, deve anunciar (hoje) a retomada de medidas severas no combate à pandemia, flexibilizadas justamente às vésperas das campanhas eleitorais. Ele e seus pares com certeza acreditam que a população é massa de manobra, gado a caminho do matadouro ou bando de idiotas. Não somos, senhor governador, pois está claro, cristalino, que o afrouxamento do tal Plano São Paulo só foi adotado para que os candidatos pudessem ir às ruas fazer campanha, muitos sem máscara e levando o vírus de um lado a outro das cidades. Talvez a reabertura para retomada da vida quase normal tenha colaborado para o aumento do número de casos no Estado – e também no Brasil –, mas candidatos e cabos eleitorais nas ruas, sem dúvida, também ajudaram. Aliás, vários políticos e auxiliares foram contaminados. O caminho que o tucano deve seguir já foi apontado pelos seus colegas de partido, os prefeitos reeleitos de Santo André, Paulo Serra, e de São Bernardo, Orlando Morando, que entre quinta e sexta-feira já anunciaram medidas restritivas. Talvez porque foram reeleitos sem necessidade do segundo turno.
Apolinário dos Anjos Costa
Santo André

Covil
No Brasil existe grande e redundante sacanagem com aqueles que trabalham fora do setor público durante cinco meses por ano para ajudar a sustentar o que a sociedade já está se acostumando a chamar de ‘covil de bandidos’. Que atitudes deveriam tomar o Ministério Público, Receita Federal, Tribunal de Contas e a Polícia Federal diante de suspeitas e escandalosas evidências de enriquecimento ilícito de centenas de corruptos vorazes? A mensagem que o poder público passa para a sociedade é de sistemática impunidade protetora de quase todos que pactuam com a transformação do País em paraíso de patifes. No Brasil, a corrupção compensa e as punições já viraram brincadeira que nossa sociedade, no cerne dos seus núcleos de poderes público e privado, aprendeu: a impunidade leva a se nivelar por baixo, aceitando que roubar o contribuinte já se tornou ato politicamente correto para que o projeto de poder civil fascista fundamentado no suborno e em assistencialismo comprador de votos de quase todos os partidos siga inexoravelmente avante. Estamos diante do poder público em todos os níveis mais corrupto e sem-vergonha de nossa história.
Francisco Emídio Carneiro
São Bernardo 



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O plástico aplicado ao saneamento

Do Diário do Grande ABC

29/11/2020 | 23:59


Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a cada R$ 1 destinado ao saneamento básico, outros R$ 4 são poupados na área da saúde. Esse cálculo reforça a relação que existe entre o acesso aos sistemas sanitários e qualidade de vida, o que nos leva à seguinte reflexão: seriam os investimentos no acesso à água tratada, às redes de coleta e tratamento dos esgotos, e ao manejo adequado dos resíduos formas mais sustentáveis de se garantir o direito essencial à saúde da população?

Com a aprovação do novo marco regulatório do saneamento, o Brasil entra em caminho de avanços que extrapolam os benefícios à saúde pública. Representando futuro ainda mais próspero também para áreas como turismo, economia e educação, além de contribuir com a redução das desigualdades sociais que ainda persistem nas metrópoles e, principalmente, em municípios mais afastados dos grandes centros. A expectativa é a de que o Brasil receba mais de R$ 700 bilhões em investimentos privados destinados às obras, que permitirão que o País saia do deficit à universalização de acesso ao saneamento até 2033. Em paralelo, há a expectativa de abertura de milhares de vagas de trabalho, dos canteiros de obras à operação das estações de tratamento e redes.

A presença do plástico, amplamente utilizado em sistemas de água, esgoto e em projetos de construção civil e infraestrutura, é muito importante e justificada por sua alta performance, extensa vida útil, segurança na manutenção das propriedades da água tratada durante o transporte e resistência contra vazamentos, dada à eficiente soldagem entre tubos e conexões. Exemplo é o PVC, que chega a ter 60% de participação nas obras de adução de água tratada, podendo superar os 75% nas linhas de distribuição de água, bem como nas redes coletoras de esgoto.

Outra vantagem em se aplicar o plástico ao saneamento é a reciclabilidade do material. Passado seu período de utilização, ou em caso de troca das tubulações, essas resinas podem retornar à cadeia produtiva por meio da reciclagem, fechando o ciclo de consumo em linha com preceitos de fomento à economia circular, tornando-as as opções mais sustentáveis e seguras ao meio ambiente. Com esse passo, o Brasil demandará, de todas as partes envolvidas, dos governantes às concessionárias de saneamento, atuação mais voltada às pessoas, inovadora e ambientalmente responsável. Portanto, respondendo à questão inicial deste artigo, acreditamos que sim, investir na ampliação de acesso ao saneamento básico no Brasil seja uma das mais afortunadas estratégias para garantir o bem-estar de todos.

Almir Cotias é diretor do negócio de vinílicos da Braskem.

PALAVRA DO LEITOR

Abstenções
Ao tomar conhecimento do resultado da eleição em São Bernardo fiquei triste ao ver que 24.563 eleitores votaram em branco e 165.087 deixaram de votar (Política, dia 24). Isso prova que quase metade não aprova a administração de Orlando Morando. Todos os prefeitos, inclusive ele, tiraram o direito do passe dos idosos para usar o transporte público, direito de ir e vir, estamos em democracia. Agora, se pagam a passagem podem usá-lo. E se o idoso precisar ir ao banco receber seu benefício, ou ir à casa dos filhos visitar os netos? Não pode? Outra coisa que me deixou triste foi quando Morando disse que encontrou três grandes obras – piscinão, viaduto da Avenida Rotary e hospital – paradas e abandonadas. Isso é mentira! Que eu saiba, para construir grande obra é necessário que tenha projeto e financiamento aprovados. Isso quer dizer que o dinheiro estava garantido, só faltava dar continuidade. Isso é o mau dos políticos, de menosprezar os adversários. Existe provérbio que diz ‘não jogue pedra no telhado de vidro do outro, porque talvez o seu telhado poderá ser o próximo a ser atingido’.
Copiniano de Souza
São Bernardo

Pacote
Este Diário nos informa que a Prefeitura de São Bernardo, cidade que tenho apreço por ter entre seus habitantes estimados parentes e à qual sempre visito, mandou para a Câmara pacote que tem alguns prejuízos aos moradores, principalmente o aumento na contribuição dos servidores à SBCPrev, sistema previdenciário do município (Política, dia 26). Inacreditável que a Câmara aprovou prontamente, porque os vereadores são realmente preocupados com o povo (com ironia, por favor). Outro dia, este mesmo Diário publicou que servidores são-bernardenses doaram, ‘espontaneamente’, R$ 283,8 mil para a campanha de reeleição do prefeito (dia 28 de outubro). Diante do exposto, quero mandar um ‘salve’ aos servidores que doaram, agora terão esse reajuste em suas contribuições e nem ao menos foram consultados ante à imposição. Parabéns! A população da nossa querida São Bernardo tem o prefeito que merece. Dias piores virão.
Maria Aparecida Flores
Rio Grande da Serra

Concordo!
Concordo com tudo o que disse em sua carta a leitora Maria Lara Reside (Péssimo, ontem). Lamentável o tratamento dado por esse hospital (Christóvão da Gama, em Santo André). Ainda dão prazo de até 72 horas depois do resultado positivo para receber ligação da equipe do hospital para passar os procedimentos. A gente fica aflita, sem saber como proceder, o que pode e o que não pode. Ao ligar para tentar obter essas orientações, simplesmente transferem a ligação várias vezes, a várias pessoas, sem que alguém se interesse em auxiliar. Como fiquei nervosa e disse umas verdades pelo descaso, a ligação não foi mais atendida, voz eletrônica mandava fazer cadastro, que sempre dava as mesmas respostas: ‘Esse número não é reconhecido’, e ‘esse nome não é reconhecido’. Fácil perceber que se trata de estratégia para não mais atender, já que não há ninguém responsável pelo setor de Covid do hospital, que já foi bom, mas agora vive total decadência.
Clara Larissa Monte
Santo André

Só pela política
Passada a eleição, o nobre governador do Estado, o tucano João Doria, desce do muro e, com a cara deslavada, deve anunciar (hoje) a retomada de medidas severas no combate à pandemia, flexibilizadas justamente às vésperas das campanhas eleitorais. Ele e seus pares com certeza acreditam que a população é massa de manobra, gado a caminho do matadouro ou bando de idiotas. Não somos, senhor governador, pois está claro, cristalino, que o afrouxamento do tal Plano São Paulo só foi adotado para que os candidatos pudessem ir às ruas fazer campanha, muitos sem máscara e levando o vírus de um lado a outro das cidades. Talvez a reabertura para retomada da vida quase normal tenha colaborado para o aumento do número de casos no Estado – e também no Brasil –, mas candidatos e cabos eleitorais nas ruas, sem dúvida, também ajudaram. Aliás, vários políticos e auxiliares foram contaminados. O caminho que o tucano deve seguir já foi apontado pelos seus colegas de partido, os prefeitos reeleitos de Santo André, Paulo Serra, e de São Bernardo, Orlando Morando, que entre quinta e sexta-feira já anunciaram medidas restritivas. Talvez porque foram reeleitos sem necessidade do segundo turno.
Apolinário dos Anjos Costa
Santo André

Covil
No Brasil existe grande e redundante sacanagem com aqueles que trabalham fora do setor público durante cinco meses por ano para ajudar a sustentar o que a sociedade já está se acostumando a chamar de ‘covil de bandidos’. Que atitudes deveriam tomar o Ministério Público, Receita Federal, Tribunal de Contas e a Polícia Federal diante de suspeitas e escandalosas evidências de enriquecimento ilícito de centenas de corruptos vorazes? A mensagem que o poder público passa para a sociedade é de sistemática impunidade protetora de quase todos que pactuam com a transformação do País em paraíso de patifes. No Brasil, a corrupção compensa e as punições já viraram brincadeira que nossa sociedade, no cerne dos seus núcleos de poderes público e privado, aprendeu: a impunidade leva a se nivelar por baixo, aceitando que roubar o contribuinte já se tornou ato politicamente correto para que o projeto de poder civil fascista fundamentado no suborno e em assistencialismo comprador de votos de quase todos os partidos siga inexoravelmente avante. Estamos diante do poder público em todos os níveis mais corrupto e sem-vergonha de nossa história.
Francisco Emídio Carneiro
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