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Disputa em Fortaleza ganha tom nacional e apoio de Bolsonaro é revés para Wagner



29/11/2020 | 09:32


O segundo turno em Fortaleza quebra uma regra de eleições municipais: por lá, questões nacionais tomaram o protagonismo e deixaram os dilemas da cidade de escanteio em 2020. O candidato José Sarto (PDT), afilhado político de Ciro Gomes e líder das pesquisas, conseguiu reunir forças em nome do que chama de união contra o bolsonarismo. E, assim, isolou seu rival, Capitão Wagner (Pros), candidato com o apoio do presidente Jair Bolsonaro.

Wagner até tentou se descolar da pecha de "candidato de Bolsonaro", ciente do fraco desempenho do chefe do Planalto como cabo eleitoral. O coordenador de campanha, senador Eduardo Girão (Podemos-CE), disse na reta final que Wagner não era bolsonarista e votava, por vezes, contra o governo enquanto deputado federal. Não adiantou. O fato de o presidente pedir votos para o Capitão em suas "lives eleitorais", tentando frear o capital político de Ciro de olho em 2022, foi a senha para Sarto amalgamar os vencidos no primeiro turno.

O pedetista chega às urnas neste domingo com apoio não só de partidos coligados e dos Ferreira Gomes, mas de líderes nacionais como o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), além de PSOL, PV, PCdoB e Patriota.

Embora o PT também tenha dado as mãos para Sarto, a candidata do partido no primeiro turno, Luizianne Lins, preferiu não se posicionar na etapa final das eleições, dando continuidade a uma briga política que vem desde a pré-campanha. Ela não abriu mão da candidatura própria e gerou ruídos junto a interlocutores do governador do Ceará, aliado histórico de Ciro Gomes e que articulava chapa com o PDT.

Do outro lado, Wagner não recebeu nenhum novo apoio no segundo turno. "Fortaleza prefere um candidato politicamente isolado, mas que tenha liberdade para formar secretariado", repetiu a campanha do Pros em praticamente todos os eventos de 15 de novembro, quando ele garantiu a ida ao segundo turno, para cá.

O isolamento de Capitão Wagner se reflete nas pesquisas. De acordo com levantamento Ibope divulgado neste sábado, Sarto tem 61% das intenções de votos válidos e o candidato do Pros, 39%. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos.

Gastos de campanha

A disputa em Fortaleza tem uma especificidade. Sarto foi o candidato que mais investiu em anúncios no Facebook e no Instagram no País: foram R$ 1.074.990,00 desde a pré-campanha, segundo dados disponibilizados pelas plataformas. Wagner também desembolsou grande quantia, se comparado a candidaturas do restante do Brasil, mas a verba, de R$ 532.390,00, ainda foi 49% menor que a do pedetista.

Para o cientista político especialista em marketing eleitoral Marcelo Vitorino, a importância do tempo de rádio e televisão - que perdeu força em 2018 - é significativa até hoje, mas quem fez uma boa campanha de internet ganha fôlego adicional. "É preciso ter o entendimento de como a plataforma funciona e dar eficiência ao gasto nas redes sociais. Não é só quanto gasta, mas como se gasta", disse ao Broadcast Político.



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Disputa em Fortaleza ganha tom nacional e apoio de Bolsonaro é revés para Wagner


29/11/2020 | 09:32


O segundo turno em Fortaleza quebra uma regra de eleições municipais: por lá, questões nacionais tomaram o protagonismo e deixaram os dilemas da cidade de escanteio em 2020. O candidato José Sarto (PDT), afilhado político de Ciro Gomes e líder das pesquisas, conseguiu reunir forças em nome do que chama de união contra o bolsonarismo. E, assim, isolou seu rival, Capitão Wagner (Pros), candidato com o apoio do presidente Jair Bolsonaro.

Wagner até tentou se descolar da pecha de "candidato de Bolsonaro", ciente do fraco desempenho do chefe do Planalto como cabo eleitoral. O coordenador de campanha, senador Eduardo Girão (Podemos-CE), disse na reta final que Wagner não era bolsonarista e votava, por vezes, contra o governo enquanto deputado federal. Não adiantou. O fato de o presidente pedir votos para o Capitão em suas "lives eleitorais", tentando frear o capital político de Ciro de olho em 2022, foi a senha para Sarto amalgamar os vencidos no primeiro turno.

O pedetista chega às urnas neste domingo com apoio não só de partidos coligados e dos Ferreira Gomes, mas de líderes nacionais como o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), além de PSOL, PV, PCdoB e Patriota.

Embora o PT também tenha dado as mãos para Sarto, a candidata do partido no primeiro turno, Luizianne Lins, preferiu não se posicionar na etapa final das eleições, dando continuidade a uma briga política que vem desde a pré-campanha. Ela não abriu mão da candidatura própria e gerou ruídos junto a interlocutores do governador do Ceará, aliado histórico de Ciro Gomes e que articulava chapa com o PDT.

Do outro lado, Wagner não recebeu nenhum novo apoio no segundo turno. "Fortaleza prefere um candidato politicamente isolado, mas que tenha liberdade para formar secretariado", repetiu a campanha do Pros em praticamente todos os eventos de 15 de novembro, quando ele garantiu a ida ao segundo turno, para cá.

O isolamento de Capitão Wagner se reflete nas pesquisas. De acordo com levantamento Ibope divulgado neste sábado, Sarto tem 61% das intenções de votos válidos e o candidato do Pros, 39%. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos.

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A disputa em Fortaleza tem uma especificidade. Sarto foi o candidato que mais investiu em anúncios no Facebook e no Instagram no País: foram R$ 1.074.990,00 desde a pré-campanha, segundo dados disponibilizados pelas plataformas. Wagner também desembolsou grande quantia, se comparado a candidaturas do restante do Brasil, mas a verba, de R$ 532.390,00, ainda foi 49% menor que a do pedetista.

Para o cientista político especialista em marketing eleitoral Marcelo Vitorino, a importância do tempo de rádio e televisão - que perdeu força em 2018 - é significativa até hoje, mas quem fez uma boa campanha de internet ganha fôlego adicional. "É preciso ter o entendimento de como a plataforma funciona e dar eficiência ao gasto nas redes sociais. Não é só quanto gasta, mas como se gasta", disse ao Broadcast Político.

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