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Ducha de água fria


Do Diário do Grande ABC

27/11/2020 | 23:59


A economia tem dado alguns sinais de retomada, como razoável aumento na venda de veículos novos e expectativa positiva do comércio com relação ao desempenho, ainda que tímido, dos negócios no Natal. Mas, como não poderia deixar de ser em ano marcado pela pandemia do coronavírus – inimigo invisível e letal que empurrou os países para grave crise –, nem tudo são flores e não se deve comemorar pequenos espasmos de melhora. Prova de que levará muito tempo para colocar o trem nos trilhos foram os dados sobre o emprego no País divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O relatório revela que no terceiro trimestre do ano o número de desempregados saltou para 14,1 milhões, com acréscimo de 1,3 milhão de pessoas em busca de novas oportunidades. O resultado não poderia ser mais preocupante, sobretudo porque é o maior de toda a série histórica, iniciada em 2012. De certa forma, os dados caem como ducha de água fria sobre o levantamento divulgado anteontem pelo Ministério da Economia, que apontou a abertura de 6.296 vagas no Grande ABC em outubro, no embalo do setor de serviços, com 3.210 novos postos.

Ainda que o saldo tenha sido positivo no mês passado, provavelmente no rastro da flexibilização da quarentena, o fato é que no ano o Grande ABC ainda amarga o fechamento de aproximadamente 20 mil vagas. Obviamente como resultado das restrições impostas pelo poder público como forma de conter o avanço da pandemia, o que incluiu manter pessoas em casa e o fechamento total ou parcial de empresas. Com a roda da economia praticamente parada, demissões foram inevitáveis.

O inimaginável e tenebroso 2020 está para terminar, a vacina contra a Covid parece próxima, mas o que esperar de 2021? Especialistas avaliam que a situação tende a piorar, ainda mais porque o governo federal não pretende estender o pagamento do auxílio emergencial. E também porque o aumento no número de infectados deve implicar na retomada das restrições. O governo do Estado promete anunciar as novas medidas na segunda-feira, mas pelo menos duas prefeituras da região, Santo André e São Bernardo, já endureceram o jogo para conter o vírus.  



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Ducha de água fria

Do Diário do Grande ABC

27/11/2020 | 23:59


A economia tem dado alguns sinais de retomada, como razoável aumento na venda de veículos novos e expectativa positiva do comércio com relação ao desempenho, ainda que tímido, dos negócios no Natal. Mas, como não poderia deixar de ser em ano marcado pela pandemia do coronavírus – inimigo invisível e letal que empurrou os países para grave crise –, nem tudo são flores e não se deve comemorar pequenos espasmos de melhora. Prova de que levará muito tempo para colocar o trem nos trilhos foram os dados sobre o emprego no País divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O relatório revela que no terceiro trimestre do ano o número de desempregados saltou para 14,1 milhões, com acréscimo de 1,3 milhão de pessoas em busca de novas oportunidades. O resultado não poderia ser mais preocupante, sobretudo porque é o maior de toda a série histórica, iniciada em 2012. De certa forma, os dados caem como ducha de água fria sobre o levantamento divulgado anteontem pelo Ministério da Economia, que apontou a abertura de 6.296 vagas no Grande ABC em outubro, no embalo do setor de serviços, com 3.210 novos postos.

Ainda que o saldo tenha sido positivo no mês passado, provavelmente no rastro da flexibilização da quarentena, o fato é que no ano o Grande ABC ainda amarga o fechamento de aproximadamente 20 mil vagas. Obviamente como resultado das restrições impostas pelo poder público como forma de conter o avanço da pandemia, o que incluiu manter pessoas em casa e o fechamento total ou parcial de empresas. Com a roda da economia praticamente parada, demissões foram inevitáveis.

O inimaginável e tenebroso 2020 está para terminar, a vacina contra a Covid parece próxima, mas o que esperar de 2021? Especialistas avaliam que a situação tende a piorar, ainda mais porque o governo federal não pretende estender o pagamento do auxílio emergencial. E também porque o aumento no número de infectados deve implicar na retomada das restrições. O governo do Estado promete anunciar as novas medidas na segunda-feira, mas pelo menos duas prefeituras da região, Santo André e São Bernardo, já endureceram o jogo para conter o vírus.  

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