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Promotor da equidade racial


Do Diário do Grande ABC

27/11/2020 | 23:59


Se desejamos construir sociedade em que todos tenham chances iguais, devemos contrapor aspectos que ainda diferenciam brasileiros por sua condição social, gênero, religião, escolaridade, idade e cor de pele. Lamentavelmente, em plena segunda década do século XXI, a população negra ainda enfrenta, além do racismo, os efeitos nocivos da desigualdade social. A primeira norma contra o racismo no Brasil chegou tardiamente, em 1951, com a Lei Afonso Arinos – 63 anos depois da data histórica de 13 de maio de 1888 –, que tornou contravenção penal a discriminação racial. Somente em 1989, a Lei 7.716 tornou crime inafiançável e imprescritível, sujeito a pena de reclusão, atos cometidos de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Felizmente, na gestão João Doria, os aspectos jurídicos e sociocriminológicos do racismo estão consolidados. Mas apenas a criminalização não basta. Inferiorizar alguém por sua cor ou etnia é uma das facetas de ignorância crônica. O fim do racismo e a construção da equidade racial também passam pela educação humanizada e de qualidade. O saber traz consigo novas oportunidades para o mercado de trabalho e a vocação para elevar o espírito humano. Espera-se que pessoas mais educadas sejam menos sujeitas a qualquer tipo de preconceito. A educação é aliada a longo prazo no combate ao racismo. Fruto que será colhido pelas futuras gerações.

O desenvolvimento social atua no presente. As populações negra ou parda, por sua permanência majoritária nas camadas mais vulneráveis da sociedade, são as que mais fazem uso da rede socioassistencial. No Estado de São Paulo, por exemplo, 53% das pessoas na faixa de extrema pobreza, inscritas no Cadastro Único Federal, se declaram negras ou pardas. Este índice diminui gradualmente conforme a renda familiar per capita aumenta. Dados de agosto de 2020 apontam que a proporção de pretos e pardos é 12 pontos percentuais maior (61%), entre a população em situação de rua quando comparada com a proporção do total de inscritos no Cadastro Único (49%).

Para a Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, a equidade racial é pauta transversal que há tempos vem sendo trabalhada nos serviços socioassistenciais, fomentando junto aos serviços um olhar atento à proteção social desta população, uma vez que a vulnerabilidade de negros pode ser aprofundada pelo racismo. Promover a equidade racial é contribuir para criar equilíbrio, aumentando a capacidade individual, comunitária e institucional para o exercício à vida com dignidade, adaptação e crescimento com justiça.

Célia Parnes é secretária de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo.


PALAVRA DO LEITOR

Maradona
Pelo que encontramos nas redes sociais, mesmo a morte precoce de dom Dieguito não amainou a velha rixa entre brasileiros e argentinos, que continuam defendendo Pelé ou Maradona como o maior futebolista do mundo. Certo estava o antropólogo argentino Pablo Alabarces quando afirmou que ‘os brasileiros amam odiar os argentinos e os argentinos odeiam amar os brasileiros’. Vai com Deus, Maradona.
Vanderlei A. Retondo
Santo André

Sucessão política
Mal acabou a eleição 2020 em São Bernardo e governistas já estão pensando na sucessão em 2024. Isso é um absurdo! Creio que a cidade tem problemas demais para resolver, principalmente a pandemia, excesso de cargos comissionados e de funções gratificadas e a famigerada Lei Minerva, que futuramente vai causar grande rombo nas contas da Prefeitura. Quem não conhece essa lei deveria dar uma lida sobre ela, que foi recriada para dar aumento de salário para aqueles que ocupam cargos comissionados e que já têm os maiores salários do Grande ABC. E ela acompanhará por vários anos os seus beneficiários e quem vai pagar essa salgada conta dos cofres públicos é o morador da cidade.
Maria de Lourdes Barbosa dos Santos
São Bernardo


Saúde&Cidadania
A jornalista Bia Moço deixou bem informados os ‘diarionetes’, bem como destacou a fala do jornalista e diretor de Redação do Diário, Evaldo Novelini, que enfatizou a importância da perenização da coluna Saúde&Cidadania como fonte infinda de pesquisas (Setecidades, dia 26), escrita pelo conceituado doutor Antonio Carlos Dias, e eternizadas em livro, sob os auspícios deste prestigioso Diário, graças à anuência do diretor superintendente do jornal, o professor doutor Marcos Sidnei Bassi, que, com sabedoria, agilizou ações para que o livro, com edição limitada, saísse do prelo. A sapiente anuência do superintendente facilitará as pesquisas dos jornalistas, como fonte de consulta, para subsidiar reportagens sobre saúde e cidadania, porque a fala do conceituado médico, que exerce seu nobre ofício desde 1970, merece ser destacada: ‘Não estou preocupado se vou agradar, mas, sim, se vou informar e levar à comunidade conhecimento dos quais tem que saber, sem política ou interesses pessoais’. Vida longa e vigorosa ao renomado médico, que tem como lema ‘o conhecimento acima de tudo!’
João Paulo de Oliveira
Diadema

Sérgio Cabral
Preso desde 2016, ‘o idealizador de esquemas ilícitos’, segundo o juiz Marcelo Bretas, Sérgio Cabral foi condenado a 19 anos e nove meses de prisão, referentes à Operação Ponto Final. Suas penas chegam a 321 anos de prisão. Cabral não gostou da decisão. Nem eu! Gostaria que no Brasil existisse prisão perpétua. Certamente ele teria muitos companheiros.
Izabel Avallone
Capital

Deu ruim
Tive experiência negativa ao comprar por intermédio do site Mercado Livre e não fui feliz. Paguei e até hoje não recebi o livro 21 Lições Para o Século 21, comprado em 8 de junho deste ano, vendido pelo grupo FWG Franca Sain. O prazo limite para pedir ajuda ao Mercado Livre é de dois meses, mas eu não sabia, e passou do prazo. Me dei mal. Que sirva de alerta aos futuros compradores.
Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha (ES)

Desemprego
Um dia após o Caged divulgar a expressiva criação de 394 mil novos postos de trabalho com carteira assinada (Economia, ontem), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou a pesquisa Pnad Contínua, focando o trimestre entre julho e setembro, na qual, infelizmente, apura alta do desemprego para 14,6%, ou 14,1 milhões de pessoas sem trabalho. Nesse período, 883 mil trabalhadores perderam emprego. Reflexo do flagelo da falta de oportunidades no mercado de trabalho no País, infelizmente, 30,3%, ou 33,179 milhões de pessoas que gostariam de trabalhar não estão procurando emprego. Quadro desolador.
Paulo David
São Carlos (SP) 



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Promotor da equidade racial

Do Diário do Grande ABC

27/11/2020 | 23:59


Se desejamos construir sociedade em que todos tenham chances iguais, devemos contrapor aspectos que ainda diferenciam brasileiros por sua condição social, gênero, religião, escolaridade, idade e cor de pele. Lamentavelmente, em plena segunda década do século XXI, a população negra ainda enfrenta, além do racismo, os efeitos nocivos da desigualdade social. A primeira norma contra o racismo no Brasil chegou tardiamente, em 1951, com a Lei Afonso Arinos – 63 anos depois da data histórica de 13 de maio de 1888 –, que tornou contravenção penal a discriminação racial. Somente em 1989, a Lei 7.716 tornou crime inafiançável e imprescritível, sujeito a pena de reclusão, atos cometidos de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Felizmente, na gestão João Doria, os aspectos jurídicos e sociocriminológicos do racismo estão consolidados. Mas apenas a criminalização não basta. Inferiorizar alguém por sua cor ou etnia é uma das facetas de ignorância crônica. O fim do racismo e a construção da equidade racial também passam pela educação humanizada e de qualidade. O saber traz consigo novas oportunidades para o mercado de trabalho e a vocação para elevar o espírito humano. Espera-se que pessoas mais educadas sejam menos sujeitas a qualquer tipo de preconceito. A educação é aliada a longo prazo no combate ao racismo. Fruto que será colhido pelas futuras gerações.

O desenvolvimento social atua no presente. As populações negra ou parda, por sua permanência majoritária nas camadas mais vulneráveis da sociedade, são as que mais fazem uso da rede socioassistencial. No Estado de São Paulo, por exemplo, 53% das pessoas na faixa de extrema pobreza, inscritas no Cadastro Único Federal, se declaram negras ou pardas. Este índice diminui gradualmente conforme a renda familiar per capita aumenta. Dados de agosto de 2020 apontam que a proporção de pretos e pardos é 12 pontos percentuais maior (61%), entre a população em situação de rua quando comparada com a proporção do total de inscritos no Cadastro Único (49%).

Para a Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, a equidade racial é pauta transversal que há tempos vem sendo trabalhada nos serviços socioassistenciais, fomentando junto aos serviços um olhar atento à proteção social desta população, uma vez que a vulnerabilidade de negros pode ser aprofundada pelo racismo. Promover a equidade racial é contribuir para criar equilíbrio, aumentando a capacidade individual, comunitária e institucional para o exercício à vida com dignidade, adaptação e crescimento com justiça.

Célia Parnes é secretária de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo.


PALAVRA DO LEITOR

Maradona
Pelo que encontramos nas redes sociais, mesmo a morte precoce de dom Dieguito não amainou a velha rixa entre brasileiros e argentinos, que continuam defendendo Pelé ou Maradona como o maior futebolista do mundo. Certo estava o antropólogo argentino Pablo Alabarces quando afirmou que ‘os brasileiros amam odiar os argentinos e os argentinos odeiam amar os brasileiros’. Vai com Deus, Maradona.
Vanderlei A. Retondo
Santo André

Sucessão política
Mal acabou a eleição 2020 em São Bernardo e governistas já estão pensando na sucessão em 2024. Isso é um absurdo! Creio que a cidade tem problemas demais para resolver, principalmente a pandemia, excesso de cargos comissionados e de funções gratificadas e a famigerada Lei Minerva, que futuramente vai causar grande rombo nas contas da Prefeitura. Quem não conhece essa lei deveria dar uma lida sobre ela, que foi recriada para dar aumento de salário para aqueles que ocupam cargos comissionados e que já têm os maiores salários do Grande ABC. E ela acompanhará por vários anos os seus beneficiários e quem vai pagar essa salgada conta dos cofres públicos é o morador da cidade.
Maria de Lourdes Barbosa dos Santos
São Bernardo


Saúde&Cidadania
A jornalista Bia Moço deixou bem informados os ‘diarionetes’, bem como destacou a fala do jornalista e diretor de Redação do Diário, Evaldo Novelini, que enfatizou a importância da perenização da coluna Saúde&Cidadania como fonte infinda de pesquisas (Setecidades, dia 26), escrita pelo conceituado doutor Antonio Carlos Dias, e eternizadas em livro, sob os auspícios deste prestigioso Diário, graças à anuência do diretor superintendente do jornal, o professor doutor Marcos Sidnei Bassi, que, com sabedoria, agilizou ações para que o livro, com edição limitada, saísse do prelo. A sapiente anuência do superintendente facilitará as pesquisas dos jornalistas, como fonte de consulta, para subsidiar reportagens sobre saúde e cidadania, porque a fala do conceituado médico, que exerce seu nobre ofício desde 1970, merece ser destacada: ‘Não estou preocupado se vou agradar, mas, sim, se vou informar e levar à comunidade conhecimento dos quais tem que saber, sem política ou interesses pessoais’. Vida longa e vigorosa ao renomado médico, que tem como lema ‘o conhecimento acima de tudo!’
João Paulo de Oliveira
Diadema

Sérgio Cabral
Preso desde 2016, ‘o idealizador de esquemas ilícitos’, segundo o juiz Marcelo Bretas, Sérgio Cabral foi condenado a 19 anos e nove meses de prisão, referentes à Operação Ponto Final. Suas penas chegam a 321 anos de prisão. Cabral não gostou da decisão. Nem eu! Gostaria que no Brasil existisse prisão perpétua. Certamente ele teria muitos companheiros.
Izabel Avallone
Capital

Deu ruim
Tive experiência negativa ao comprar por intermédio do site Mercado Livre e não fui feliz. Paguei e até hoje não recebi o livro 21 Lições Para o Século 21, comprado em 8 de junho deste ano, vendido pelo grupo FWG Franca Sain. O prazo limite para pedir ajuda ao Mercado Livre é de dois meses, mas eu não sabia, e passou do prazo. Me dei mal. Que sirva de alerta aos futuros compradores.
Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha (ES)

Desemprego
Um dia após o Caged divulgar a expressiva criação de 394 mil novos postos de trabalho com carteira assinada (Economia, ontem), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou a pesquisa Pnad Contínua, focando o trimestre entre julho e setembro, na qual, infelizmente, apura alta do desemprego para 14,6%, ou 14,1 milhões de pessoas sem trabalho. Nesse período, 883 mil trabalhadores perderam emprego. Reflexo do flagelo da falta de oportunidades no mercado de trabalho no País, infelizmente, 30,3%, ou 33,179 milhões de pessoas que gostariam de trabalhar não estão procurando emprego. Quadro desolador.
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