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Pela hora da morte


Do Diário do Grande ABC

26/11/2020 | 23:59


Está cada vez mais difícil colocar comida à mesa. Produtos indispensáveis para a alimentação, como a dupla arroz e feijão, têm seus preços em galopante disparada. Deixando cada vez mais enfraquecido o poder de compra dos salários. Que para muitos trabalhadores estão reduzidos em razão de acordo firmado com as empresas, que, por sua vez, têm apenas essa alternativa para manter os empregos em razão da crise instaurada após o surgimento do novo coronavírus.

A cesta básica ideal para a manutenção de uma casa com dois adultos e duas crianças é composta por 34 itens. Segundo levantamento feito pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), esse conjunto de produtos custa hoje R$ 849,01. Em novembro de 2019, era R$ 623,46. A diferença de R$ 225,55 representa elevação de 36,18%. No mesmo período, a inflação oficial foi de 3,92%.

Como explicar uma disparidade tão grande? O engenheiro agrônomo Fábio Vezzá De Benedetto, que há 20 anos acompanha o vaivém dos preços, indica dois motivos: os efeitos da Covid 19 e a valorização do dólar frente ao real.

A subida de preço dos alimentos é fenômeno que atinge diretamente aquelas pessoas que ganham menos e que, portanto, precisam reservar maior parte de seus ordenados para comer. Os que hoje estão recebendo o auxílio emergencial pago pelo governo federal (R$ 300) precisariam juntar três meses para adquirir a chamada cesta básica.

Para se ter uma ideia, em novembro do ano passado um pacote de arroz com cinco quilos custava R$ 13,80 e hoje está em R$ 27. Aumento de 95,60%. O feijão subiu menos, mas também está caro. O quilo passou de R$ 5,37 para R$ 7,58, ou 41,25%.

O custo médio está tão absurdo que já causa preocupação também do ponto de vista da saúde. Nutricionistas temem a ocorrência de desnutrição. Vale lembrar que o Brasil deixou o mapa da fome da ONU (Organização das Nações Unidas) em 2014. E cabe ao governo atuar firme para que não ocorra o retorno. Seria vergonhoso, cruel e inaceitável.  



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Pela hora da morte

Do Diário do Grande ABC

26/11/2020 | 23:59


Está cada vez mais difícil colocar comida à mesa. Produtos indispensáveis para a alimentação, como a dupla arroz e feijão, têm seus preços em galopante disparada. Deixando cada vez mais enfraquecido o poder de compra dos salários. Que para muitos trabalhadores estão reduzidos em razão de acordo firmado com as empresas, que, por sua vez, têm apenas essa alternativa para manter os empregos em razão da crise instaurada após o surgimento do novo coronavírus.

A cesta básica ideal para a manutenção de uma casa com dois adultos e duas crianças é composta por 34 itens. Segundo levantamento feito pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), esse conjunto de produtos custa hoje R$ 849,01. Em novembro de 2019, era R$ 623,46. A diferença de R$ 225,55 representa elevação de 36,18%. No mesmo período, a inflação oficial foi de 3,92%.

Como explicar uma disparidade tão grande? O engenheiro agrônomo Fábio Vezzá De Benedetto, que há 20 anos acompanha o vaivém dos preços, indica dois motivos: os efeitos da Covid 19 e a valorização do dólar frente ao real.

A subida de preço dos alimentos é fenômeno que atinge diretamente aquelas pessoas que ganham menos e que, portanto, precisam reservar maior parte de seus ordenados para comer. Os que hoje estão recebendo o auxílio emergencial pago pelo governo federal (R$ 300) precisariam juntar três meses para adquirir a chamada cesta básica.

Para se ter uma ideia, em novembro do ano passado um pacote de arroz com cinco quilos custava R$ 13,80 e hoje está em R$ 27. Aumento de 95,60%. O feijão subiu menos, mas também está caro. O quilo passou de R$ 5,37 para R$ 7,58, ou 41,25%.

O custo médio está tão absurdo que já causa preocupação também do ponto de vista da saúde. Nutricionistas temem a ocorrência de desnutrição. Vale lembrar que o Brasil deixou o mapa da fome da ONU (Organização das Nações Unidas) em 2014. E cabe ao governo atuar firme para que não ocorra o retorno. Seria vergonhoso, cruel e inaceitável.  

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