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Com giro fraco por feriado nos EUA, Bolsa fecha em leve alta de 0,09%



26/11/2020 | 18:41


Com giro financeiro muito enfraquecido pelo feriado de Ação de Graças nos EUA, o Ibovespa seguia a caminho de interromper sequência de três ganhos, mas emendou o quarto, ao fechar pouco acima da estabilidade, em leve alta de 0,09%, a 110.227,09 pontos, com avanço na semana a 3,95% e no mês a 17,32%, de longe o melhor desde abril (10,25%), quando se iniciou a recuperação na B3. Na sessão, o índice se manteve em margem bem estreita, entre mínima de 109.418,33 e máxima de 110.244,50 pontos, renovada nos minutos finais, com abertura a 110.132,53 pontos nesta quinta-feira, 26.

O giro financeiro foi o mais fraco de um mês em que, em seis ocasiões, o fluxo líquido estrangeiro ficou acima de R$ 2 bilhões, como na última terça-feira (24), quando o aporte foi de R$ 2,76 bilhões no mercado acionário à vista - em sessão na qual o volume na B3 foi de R$ 36,9 bilhões, em dia de alta de 2,24% para o Ibovespa, aos 109.786,30 pontos. No mês, o fluxo estrangeiro chega a R$ 29,471 bilhões, o maior da série mensal iniciada em 1995. Nesta quinta de feriado nos EUA, o giro na B3 ficou limitado a R$ 19,7 bilhões.

"A cesta de emergentes, em que o Brasil está incluído, tem sido favorecida pelo dólar mais fraco e pela reativação do interesse do investidor externo, em contexto de elevada liquidez global e de evolução das vacinas, que tem se refletido não apenas nos mercados de ações mas também no de crédito, soberano e corporativo, dos emergentes", aponta Erminio Lucci, CEO da BGC Liquidez, chamando atenção para a rotação de carteira em direção a setores que tendem a se beneficiar da retomada econômica, como os de materiais, energia e companhias aéreas. Se tudo correr bem, o que depende da forma como a situação fiscal será endereçada, Lucci vê chance de o Ibovespa chegar a 130 mil no fim de 2021.

Nesta quinta-feira, com o minério de ferro em alta de 0,77%, negociado a US$ 128,39 por tonelada em Qingdao (China), Vale ON subiu 1,42%, acumulando ganho de 26,46% no mês e de 49,23% no ano. Usiminas (+4,04%) e CSN (+4,53%) mais uma vez estiveram entre os destaques do dia, com avanço também para Gerdau PN (+1,91%) e Gerdau Met (+1,85%). Na ponta do Ibovespa, Suzano fechou em alta de 5,68%, e PetroRio, de 5,17%, logo à frente de CSN. Na face oposta, Intermédica cedeu 2,58, Itaú, 2,11%, e Pão de Açúcar, 2,06%. Em dia de anúncio do plano estratégico até 2025 e de ajuste negativo nas cotações da commodity, Petrobras ON e PN fecharam respectivamente em baixa de 1,54% e 1,64%, ainda acumulando ganhos de 38,16% e de 36,33% no mês.

Sem a referência de fora, o investidor daqui optou por tirar o pé, ainda no aguardo de desdobramentos em Brasília sobre a situação fiscal - um imobilismo que ontem à noite resultou em farpas indiretas entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do BC, Roberto Campos Neto, sobre qual seria o melhor caminho a seguir, em situação na qual "credibilidade é mais importante do que gasto de curto prazo", na visão da autoridade monetária. Guedes respondeu que, se o tem, Campos deve apresentar o próprio plano para recuperação da credibilidade fiscal.

"Com a agenda de reformas adiada para fevereiro do ano que vem, depois das eleições (para a presidência) do Legislativo, o mercado tende a colocar em xeque o 'guidance' do BC, de manutenção da Selic ao longo de 2021. Enquanto não houver medida efetiva do governo em prol da agenda de reformas, a curva de juros deve seguir com prêmio e isso implica menor potencial de valorização para a renda variável", diz Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora.

Ribeiro chama atenção, contudo, para o desempenho melhor do que o esperado para as contas do governo central em outubro, divulgadas hoje. "Foi registrado déficit primário de R$ 3,6 bilhões em outubro, muito melhor do que a expectativa do mercado. Desde abril só eram registrados números catastróficos, por conta da pandemia. O resultado de hoje gerou alívio nas projeções quanto ao rumo do fiscal, assim como mostra melhora inesperada do lado da arrecadação."



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Com giro fraco por feriado nos EUA, Bolsa fecha em leve alta de 0,09%


26/11/2020 | 18:41


Com giro financeiro muito enfraquecido pelo feriado de Ação de Graças nos EUA, o Ibovespa seguia a caminho de interromper sequência de três ganhos, mas emendou o quarto, ao fechar pouco acima da estabilidade, em leve alta de 0,09%, a 110.227,09 pontos, com avanço na semana a 3,95% e no mês a 17,32%, de longe o melhor desde abril (10,25%), quando se iniciou a recuperação na B3. Na sessão, o índice se manteve em margem bem estreita, entre mínima de 109.418,33 e máxima de 110.244,50 pontos, renovada nos minutos finais, com abertura a 110.132,53 pontos nesta quinta-feira, 26.

O giro financeiro foi o mais fraco de um mês em que, em seis ocasiões, o fluxo líquido estrangeiro ficou acima de R$ 2 bilhões, como na última terça-feira (24), quando o aporte foi de R$ 2,76 bilhões no mercado acionário à vista - em sessão na qual o volume na B3 foi de R$ 36,9 bilhões, em dia de alta de 2,24% para o Ibovespa, aos 109.786,30 pontos. No mês, o fluxo estrangeiro chega a R$ 29,471 bilhões, o maior da série mensal iniciada em 1995. Nesta quinta de feriado nos EUA, o giro na B3 ficou limitado a R$ 19,7 bilhões.

"A cesta de emergentes, em que o Brasil está incluído, tem sido favorecida pelo dólar mais fraco e pela reativação do interesse do investidor externo, em contexto de elevada liquidez global e de evolução das vacinas, que tem se refletido não apenas nos mercados de ações mas também no de crédito, soberano e corporativo, dos emergentes", aponta Erminio Lucci, CEO da BGC Liquidez, chamando atenção para a rotação de carteira em direção a setores que tendem a se beneficiar da retomada econômica, como os de materiais, energia e companhias aéreas. Se tudo correr bem, o que depende da forma como a situação fiscal será endereçada, Lucci vê chance de o Ibovespa chegar a 130 mil no fim de 2021.

Nesta quinta-feira, com o minério de ferro em alta de 0,77%, negociado a US$ 128,39 por tonelada em Qingdao (China), Vale ON subiu 1,42%, acumulando ganho de 26,46% no mês e de 49,23% no ano. Usiminas (+4,04%) e CSN (+4,53%) mais uma vez estiveram entre os destaques do dia, com avanço também para Gerdau PN (+1,91%) e Gerdau Met (+1,85%). Na ponta do Ibovespa, Suzano fechou em alta de 5,68%, e PetroRio, de 5,17%, logo à frente de CSN. Na face oposta, Intermédica cedeu 2,58, Itaú, 2,11%, e Pão de Açúcar, 2,06%. Em dia de anúncio do plano estratégico até 2025 e de ajuste negativo nas cotações da commodity, Petrobras ON e PN fecharam respectivamente em baixa de 1,54% e 1,64%, ainda acumulando ganhos de 38,16% e de 36,33% no mês.

Sem a referência de fora, o investidor daqui optou por tirar o pé, ainda no aguardo de desdobramentos em Brasília sobre a situação fiscal - um imobilismo que ontem à noite resultou em farpas indiretas entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do BC, Roberto Campos Neto, sobre qual seria o melhor caminho a seguir, em situação na qual "credibilidade é mais importante do que gasto de curto prazo", na visão da autoridade monetária. Guedes respondeu que, se o tem, Campos deve apresentar o próprio plano para recuperação da credibilidade fiscal.

"Com a agenda de reformas adiada para fevereiro do ano que vem, depois das eleições (para a presidência) do Legislativo, o mercado tende a colocar em xeque o 'guidance' do BC, de manutenção da Selic ao longo de 2021. Enquanto não houver medida efetiva do governo em prol da agenda de reformas, a curva de juros deve seguir com prêmio e isso implica menor potencial de valorização para a renda variável", diz Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora.

Ribeiro chama atenção, contudo, para o desempenho melhor do que o esperado para as contas do governo central em outubro, divulgadas hoje. "Foi registrado déficit primário de R$ 3,6 bilhões em outubro, muito melhor do que a expectativa do mercado. Desde abril só eram registrados números catastróficos, por conta da pandemia. O resultado de hoje gerou alívio nas projeções quanto ao rumo do fiscal, assim como mostra melhora inesperada do lado da arrecadação."

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