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Maradona parte para ‘las manos de Dios’

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Aos 60 anos, argentino sofre parada cardiorrespiratória; Argentina se despede do maior ídolo


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

26/11/2020 | 00:01


Um dos personagens mais controversos do esporte mundial morreu ontem. Aos 60 anos, Diego Armando Maradona não resistiu a uma parada cardiorrespiratória. Maior ídolo da Argentina, com discípulos e devotos espalhados pelo mundo (com direito à igreja Maradoniana), campeão do mundo de 1986 por seu país ao marcar dois gols na final contra a Inglaterra (um golaço no qual saiu desde a intermediária defensiva driblando os adversários e outro que ficou eternizado como ‘la mano de Dios’, por ter usado a mão para empurrar a bola às redes), mas sempre questionado pelo uso de drogas e álcool, Dieguito se recuperava de cirurgia na cabeça, à qual foi submetido há três semanas após hemorragia cerebral.

Maradona estava em uma casa que foi adaptada para ele, em Tigre. Após caminhada pela manhã, o argentino voltou ao quarto para descansar e, quando a enfermeira chegou para cuidar do astro, já o encontrou sem vida. Instantaneamente, a notícia percorreu o mundo. Na Argentina, luto imediato e muita emoção. Em outros países, homenagens. No Brasil, Pelé se despediu por mensagem. “Um dia espero que possamos jogar juntos no céu”, disse. Do Vaticano, o papa Francisco, que é argentino, também se manifestou. “Continuarei, com afeto, lembrando dele em minhas orações.”

VISITA À REGIÃO
Maradona esteve em São Bernardo em 2006 para uma partida de showbol. Cerca de 7.500 pessoas estiveram no Ginásio Poliesportivo para o clássico entre Brasil x Argentina. Pelo lado verde e amarelo estavam Zetti, Ricardo Rocha, Dunga, Djalminha e outros. Do outro, Mancuso, Ayala e a principal estrela do encontro, El Pibe de Oro. O duelo terminou empatado por 6 a 6 e o camisa 10 deixou sua marca, para delírio da pequena torcida argentina presente e também dos fãs brasileiros.

Na véspera do confronto, no hotel onde os atletas ficaram hospedados, Maradona recebeu dirigentes do recém-fundado São Bernardo FC, então na Série A-3 do Campeonato Paulista. E no dia seguinte, em novo encontro, desta vez no vestiário do Poli, um fato engraçado aconteceu quando o hermano ganhou uma camisa do Tigre – que tinha uma concessionária de carros da cidade como principal patrocinadora, estampando o peito. “Ele foi simpático, atencioso. No dia do jogo, no vestiário, quando levei a camisa para ele, imediatamente pegou e disse: ‘Armando soy yo’ (sou eu, em espanhol). E sem eu nem precisar pedir, ele vestiu a camisa”, contou Edinho Montemor, presidente do clube na época.

Torcedores do Grande ABC choram morte do Pibe de Oro

Em sua última entrevista, publicada no jornal argentino Clarín, Maradona disse: “Às vezes me pergunto se o povo vai seguir me amando”. E pela forma como a Argentina e o mundo reagiram à morte do ídolo, sem dúvida a resposta para Dieguito é “sim”, inclusive no Grande ABC.

O publicitário andreense Guilherme Miranda, 30 anos, por exemplo, tatuou no braço direito frase emblemática do ídolo: ‘La pelota no se mancha’, ou a bola não se mancha, em referência ao fato de nenhum problema fora de campo jamais modificar a imagem construída dentro dele. “Ele era humano. Errou muito, mas nada o afastou do que acreditava. Ainda não caiu a ficha”, admitiu.

Apelidado de Maradona durante a Copa do Mundo de 1982, em razão da aparência e por andar sempre vestindo a camisa da Argentina, o andreense Vanderlei Galani, 54, diz ter prazer em carregar a alcunha. “Me dá satisfação. Às vezes até esqueço meu nome”, brincou ele, que lamentou o ocorrido. “Achei que eram fake news. Não estou conformado”, completou.



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Maradona parte para ‘las manos de Dios’

Aos 60 anos, argentino sofre parada cardiorrespiratória; Argentina se despede do maior ídolo

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

26/11/2020 | 00:01


Um dos personagens mais controversos do esporte mundial morreu ontem. Aos 60 anos, Diego Armando Maradona não resistiu a uma parada cardiorrespiratória. Maior ídolo da Argentina, com discípulos e devotos espalhados pelo mundo (com direito à igreja Maradoniana), campeão do mundo de 1986 por seu país ao marcar dois gols na final contra a Inglaterra (um golaço no qual saiu desde a intermediária defensiva driblando os adversários e outro que ficou eternizado como ‘la mano de Dios’, por ter usado a mão para empurrar a bola às redes), mas sempre questionado pelo uso de drogas e álcool, Dieguito se recuperava de cirurgia na cabeça, à qual foi submetido há três semanas após hemorragia cerebral.

Maradona estava em uma casa que foi adaptada para ele, em Tigre. Após caminhada pela manhã, o argentino voltou ao quarto para descansar e, quando a enfermeira chegou para cuidar do astro, já o encontrou sem vida. Instantaneamente, a notícia percorreu o mundo. Na Argentina, luto imediato e muita emoção. Em outros países, homenagens. No Brasil, Pelé se despediu por mensagem. “Um dia espero que possamos jogar juntos no céu”, disse. Do Vaticano, o papa Francisco, que é argentino, também se manifestou. “Continuarei, com afeto, lembrando dele em minhas orações.”

VISITA À REGIÃO
Maradona esteve em São Bernardo em 2006 para uma partida de showbol. Cerca de 7.500 pessoas estiveram no Ginásio Poliesportivo para o clássico entre Brasil x Argentina. Pelo lado verde e amarelo estavam Zetti, Ricardo Rocha, Dunga, Djalminha e outros. Do outro, Mancuso, Ayala e a principal estrela do encontro, El Pibe de Oro. O duelo terminou empatado por 6 a 6 e o camisa 10 deixou sua marca, para delírio da pequena torcida argentina presente e também dos fãs brasileiros.

Na véspera do confronto, no hotel onde os atletas ficaram hospedados, Maradona recebeu dirigentes do recém-fundado São Bernardo FC, então na Série A-3 do Campeonato Paulista. E no dia seguinte, em novo encontro, desta vez no vestiário do Poli, um fato engraçado aconteceu quando o hermano ganhou uma camisa do Tigre – que tinha uma concessionária de carros da cidade como principal patrocinadora, estampando o peito. “Ele foi simpático, atencioso. No dia do jogo, no vestiário, quando levei a camisa para ele, imediatamente pegou e disse: ‘Armando soy yo’ (sou eu, em espanhol). E sem eu nem precisar pedir, ele vestiu a camisa”, contou Edinho Montemor, presidente do clube na época.

Torcedores do Grande ABC choram morte do Pibe de Oro

Em sua última entrevista, publicada no jornal argentino Clarín, Maradona disse: “Às vezes me pergunto se o povo vai seguir me amando”. E pela forma como a Argentina e o mundo reagiram à morte do ídolo, sem dúvida a resposta para Dieguito é “sim”, inclusive no Grande ABC.

O publicitário andreense Guilherme Miranda, 30 anos, por exemplo, tatuou no braço direito frase emblemática do ídolo: ‘La pelota no se mancha’, ou a bola não se mancha, em referência ao fato de nenhum problema fora de campo jamais modificar a imagem construída dentro dele. “Ele era humano. Errou muito, mas nada o afastou do que acreditava. Ainda não caiu a ficha”, admitiu.

Apelidado de Maradona durante a Copa do Mundo de 1982, em razão da aparência e por andar sempre vestindo a camisa da Argentina, o andreense Vanderlei Galani, 54, diz ter prazer em carregar a alcunha. “Me dá satisfação. Às vezes até esqueço meu nome”, brincou ele, que lamentou o ocorrido. “Achei que eram fake news. Não estou conformado”, completou.

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