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Juros têm ajuste para baixo com dólar; mercado espera PIB dos EUA e Campos Neto



25/11/2020 | 09:30


Os juros futuros iniciam a sessão sem uma direção clara. Abriram mistos, sendo que alguns marcaram máximas com viés de alta e outros, mínimas com viés de baixa. Perto das 9h10, os principais vencimentos registravam mínimas com viés de baixa sugerindo ajustes depois de uma sequência de dias em alta, interrompida ontem à tarde. O dólar, que abriu em alta e migrou para uma variação negativa, corrobora a dinâmica incerta de início de negócios nos DIs e opera, igualmente, entre margens estreitas.

Às 9h12, o DI para janeiro de 2022 estava na mínima a 3,38% ante 3,416% no ajuste de ontem. DI para janeiro de 2025 estava em 6,97% ante 7,00% no ajuste de ontem. DI para janeiro de 2027 estava em 7,71% ante 7,76% no ajuste de ontem.

No exterior, o índice futuro de Dow Jones está 'de lado' depois do recorde ontem, enquanto as Bolsas na Europa caem. O entusiasmo da terça-feira com a vacina anticovid e com o mundo mais multilateral, proposto pela equipe escolhida pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, dá lugar a preocupações com o Brexit, que vive dias decisivos. Da agenda internacional, um destaque é a segunda estimativa do PIB americano do terceiro trimestre sai às 10h30.

Da agenda doméstica, um destaque é a divulgação do relatório sobre o setor externo às 9h30. Hoje cedo, a FGV divulgou indicadores de confiança apontando maior incerteza de empresários e consumidores, apesar de estar cada vez mais perto a vacina contra a covid-19, prioridade hoje nos cenários do mercado financeiro, segundo o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. "O mercado está mais focado em vacinas do que em impulsos de estímulos adicionais", disse o presidente do BC ontem à noite. O Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu 1,4 ponto em novembro, para 93,8. O resultado interrompeu a sequência de seis meses de aumento do indicador, segundo a FGV. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) desceu a 81,7 pontos, a segunda queda consecutiva.

Nesta quarta-feira, Campos Neto, volta a participar de evento público. Ele vai falar pouco antes do encerramento da sessão regular (16h) em evento sobre cooperativismo financeiro. Ontem à noite, Campos Neto fez seu diagnóstico sobre gestão da dívida pública e também sobre inflação. Ele entende que a concentração em dívida pós-fixada é passageira e reconheceu que "a trajetória na curva de juros está muito ligada à percepção fiscal dos agentes". Sobre a inflação, ele disse que divide o tema em três dimensões e que a dimensão do câmbio tem afetado muito a média de preços ao consumidor. Voltou a reafirmar que a autoridade monetária dispõe do instrumento do forward guidance, muito ligado à parte fiscal.

Sobre a atual situação fiscal e a demora do governo Bolsonaro em dar soluções, a economista Zeina Latif fez o seguinte resumo: Tudo que o Ministério da Economia leva de proposta, ele o presidente Jair Bolsonaro diz que não quer. Por isso, que muitos analistas falam: vamos parar de nos enganar, porque não vai ter reforma estrutural relevante e a gente vai ser forçado a aumentar a carga tributária."



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Juros têm ajuste para baixo com dólar; mercado espera PIB dos EUA e Campos Neto


25/11/2020 | 09:30


Os juros futuros iniciam a sessão sem uma direção clara. Abriram mistos, sendo que alguns marcaram máximas com viés de alta e outros, mínimas com viés de baixa. Perto das 9h10, os principais vencimentos registravam mínimas com viés de baixa sugerindo ajustes depois de uma sequência de dias em alta, interrompida ontem à tarde. O dólar, que abriu em alta e migrou para uma variação negativa, corrobora a dinâmica incerta de início de negócios nos DIs e opera, igualmente, entre margens estreitas.

Às 9h12, o DI para janeiro de 2022 estava na mínima a 3,38% ante 3,416% no ajuste de ontem. DI para janeiro de 2025 estava em 6,97% ante 7,00% no ajuste de ontem. DI para janeiro de 2027 estava em 7,71% ante 7,76% no ajuste de ontem.

No exterior, o índice futuro de Dow Jones está 'de lado' depois do recorde ontem, enquanto as Bolsas na Europa caem. O entusiasmo da terça-feira com a vacina anticovid e com o mundo mais multilateral, proposto pela equipe escolhida pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, dá lugar a preocupações com o Brexit, que vive dias decisivos. Da agenda internacional, um destaque é a segunda estimativa do PIB americano do terceiro trimestre sai às 10h30.

Da agenda doméstica, um destaque é a divulgação do relatório sobre o setor externo às 9h30. Hoje cedo, a FGV divulgou indicadores de confiança apontando maior incerteza de empresários e consumidores, apesar de estar cada vez mais perto a vacina contra a covid-19, prioridade hoje nos cenários do mercado financeiro, segundo o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. "O mercado está mais focado em vacinas do que em impulsos de estímulos adicionais", disse o presidente do BC ontem à noite. O Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu 1,4 ponto em novembro, para 93,8. O resultado interrompeu a sequência de seis meses de aumento do indicador, segundo a FGV. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) desceu a 81,7 pontos, a segunda queda consecutiva.

Nesta quarta-feira, Campos Neto, volta a participar de evento público. Ele vai falar pouco antes do encerramento da sessão regular (16h) em evento sobre cooperativismo financeiro. Ontem à noite, Campos Neto fez seu diagnóstico sobre gestão da dívida pública e também sobre inflação. Ele entende que a concentração em dívida pós-fixada é passageira e reconheceu que "a trajetória na curva de juros está muito ligada à percepção fiscal dos agentes". Sobre a inflação, ele disse que divide o tema em três dimensões e que a dimensão do câmbio tem afetado muito a média de preços ao consumidor. Voltou a reafirmar que a autoridade monetária dispõe do instrumento do forward guidance, muito ligado à parte fiscal.

Sobre a atual situação fiscal e a demora do governo Bolsonaro em dar soluções, a economista Zeina Latif fez o seguinte resumo: Tudo que o Ministério da Economia leva de proposta, ele o presidente Jair Bolsonaro diz que não quer. Por isso, que muitos analistas falam: vamos parar de nos enganar, porque não vai ter reforma estrutural relevante e a gente vai ser forçado a aumentar a carga tributária."

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