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Ato de violência esvazia lojas do Carrefour na região

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Especialista diz que episódio gerou percepção negativa no consumidor e queda nas vendas


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

25/11/2020 | 00:10


A violência que levou à morte o soldador João Alberto Silveira Freitas, 40 anos e negro, espancado por seguranças em unidade do supermercado Carrefour em Porto Alegre (Rio Grande do Sul) desencadeou onda de protestos em todo o País e também boicote às lojas da rede. Na região, já é possível observar corredores com movimentação menor em algumas unidades, conforme verificado pela equipe do Diário.

No Grande ABC, há 21 unidades, sendo nove no formado de hipermercado e sete no express. Já o Atacadão, que também pertence à rede, soma cinco unidades (duas em Santo André, uma em São Bernardo, uma em Mauá e uma em Ribeirão Pires).

“Todo evento que fere a reputação de uma empresa, ainda mais uma empresa que esteja no varejo, na ponta, que atue sobre o consumidor final, certamente vai ter consequências negativas”, afirmou o consultor de varejo e bens de consumo Eugenio Foganholo.

“O que aconteceu no Carrefour, além de ter sido um fato lamentável, ocorreu na véspera do Dia da Consciência Negra, o que ganha uma repercussão ainda mais forte e, uma das consequências, é gerar percepção negativa perante a empresa e queda de probabilidade de parte dos consumidores irem até a loja no curto prazo”, analisou o especialista.

Segundo ele, outro desdobramento é que o faturamento do Carrefour tenha retração razoável pelo menos nos próximos dias. “É natural que as pessoas, ao passarem em frente a um Carrefour, se lembrem imediatamente do ocorrido em Porto Alegre”, completou Foganholo, ao afirmar que o caso deixa lições importantes para empresas de varejo, como o preparo dos funcionários que lidam com os clientes e da própria companhia para momentos de crise.

Questionado sobre as manifestações em todo o País, o Carrefour afirmou: “Entendemos que são totalmente legítimas e estamos à disposição para criar debate com a sociedade, buscando soluções para que casos como este não voltem a acontecer. Estamos aprendendo muito e estamos certos de que este momento de profundo pesar se converterá em ações concretas que impedirão que tragédias como essa se repitam.” O Carrefour anunciou a criação de fundo com um aporte de R$ 25 milhões para promover a inclusão racial e combater o racismo no Brasil. A empresa anunciará hoje, os compromissos e o plano de ação do trabalho. 



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Ato de violência esvazia lojas do Carrefour na região

Especialista diz que episódio gerou percepção negativa no consumidor e queda nas vendas

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

25/11/2020 | 00:10


A violência que levou à morte o soldador João Alberto Silveira Freitas, 40 anos e negro, espancado por seguranças em unidade do supermercado Carrefour em Porto Alegre (Rio Grande do Sul) desencadeou onda de protestos em todo o País e também boicote às lojas da rede. Na região, já é possível observar corredores com movimentação menor em algumas unidades, conforme verificado pela equipe do Diário.

No Grande ABC, há 21 unidades, sendo nove no formado de hipermercado e sete no express. Já o Atacadão, que também pertence à rede, soma cinco unidades (duas em Santo André, uma em São Bernardo, uma em Mauá e uma em Ribeirão Pires).

“Todo evento que fere a reputação de uma empresa, ainda mais uma empresa que esteja no varejo, na ponta, que atue sobre o consumidor final, certamente vai ter consequências negativas”, afirmou o consultor de varejo e bens de consumo Eugenio Foganholo.

“O que aconteceu no Carrefour, além de ter sido um fato lamentável, ocorreu na véspera do Dia da Consciência Negra, o que ganha uma repercussão ainda mais forte e, uma das consequências, é gerar percepção negativa perante a empresa e queda de probabilidade de parte dos consumidores irem até a loja no curto prazo”, analisou o especialista.

Segundo ele, outro desdobramento é que o faturamento do Carrefour tenha retração razoável pelo menos nos próximos dias. “É natural que as pessoas, ao passarem em frente a um Carrefour, se lembrem imediatamente do ocorrido em Porto Alegre”, completou Foganholo, ao afirmar que o caso deixa lições importantes para empresas de varejo, como o preparo dos funcionários que lidam com os clientes e da própria companhia para momentos de crise.

Questionado sobre as manifestações em todo o País, o Carrefour afirmou: “Entendemos que são totalmente legítimas e estamos à disposição para criar debate com a sociedade, buscando soluções para que casos como este não voltem a acontecer. Estamos aprendendo muito e estamos certos de que este momento de profundo pesar se converterá em ações concretas que impedirão que tragédias como essa se repitam.” O Carrefour anunciou a criação de fundo com um aporte de R$ 25 milhões para promover a inclusão racial e combater o racismo no Brasil. A empresa anunciará hoje, os compromissos e o plano de ação do trabalho. 

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