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Candidatos fazem ofensiva por votos soltos no 2º turno

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Posição neutra concentra maioria das adesões em Diadema; em Mauá, situação está equilibrada


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

25/11/2020 | 00:10


As candidaturas ao Paço de Diadema e Mauá duelam nas ruas e nas redes sociais pelos votos que ficaram, teoricamente, soltos nesta reta final do segundo turno das eleições municipais. A posição de neutralidade de alguns postulantes derrotados na cidade hoje governada por Lauro Michels (PV), por exemplo, concentra maioria das adesões das urnas na lista da fase inicial. Em conta hipotética compilada pelo Diário, seriam 56,6 mil sufrágios ‘sem dono’ em solo diademense, enquanto os apoios recebidos publicamente pós-primeiro turno, somados de ambos, compreendem a 22,3 mil.

Terceiro e quarto colocados na disputa, Ricardo Yoshio (PSDB, 29,7 mil) e Pretinho do Água Santa (DEM, 20,5 mil), respectivamente, evitaram declarar suporte político, assim como Marcos Michels (PSB, 5.588), sexto no páreo. Fato curioso é que desgaste do governo de Lauro fez Taka Yamauchi (PSD) refutar apoio do verde – embora tenha obtido adesão de alguns nomes ligados ao Paço –, situação semelhante ao caso do próprio Pretinho, quadro escolhido pelo Paço para ser o sucessor do verde. Entre os que anunciaram abertamente adesão está o deputado e ex-vice-prefeito Márcio da Farmácia (Podemos).

Ex-prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior (PT), em tese, computaria 12,5 mil adicionais, com os apoios mais ideológicos declarados de Ronaldo Lacerda (PDT, 10,6 mil) e Rafaela Boani (Psol, 1.835). A despeito da chance de pulverização dos votos soltos atrelados aos neutros, o petista, caso não desidrate no período até a data do pleito, pode ser beneficiado dentro do cenário de ter alcançado a primeira posição – 45,65% contra 15,42% de Taka. O pessedista acumula, por sua vez, quatro adesões de ex-adversários (Gesiel Duarte, Republicanos; Denise Ventrici, PRTB; Jhonny Rich, PSL; e Arquiteto David, PSC), que, juntas, equivaleriam a 9.846 sufrágios.

Já em território mauaense, o total de neutros chega a 41,4 mil, englobando as decisões do ex-juiz João Veríssimo (PSD, 37,6 mil), terceiro lugar na empreitada, e da ex-deputada Vanessa Damo (MDB), filha da atual vice Alaíde Damo (MDB) e nona colocada – ambos fizeram parte do grupo que elegeu em 2016 o prefeito Atila Jacomussi (PSB), que tenta a reeleição. Rivais no processo, Atila e o vereador Marcelo Oliveira (PT) tiveram, juntos, suporte nesta segunda etapa que impactaria em acréscimo de 42,9 mil votos, sendo 22 mil para o socialista e 20,9 mil ao vereador Marcelo Oliveira (PT).

Quarto na corrida de Mauá, José Lourencini (PSDB, 18,1 mil) decidiu por apoio a Atila, mas o tucanato, por outro lado, que participou do governo local mas rachou no decorrer do mandato, ficará neutro. Embora Veríssimo tenha optado por se isentar na fase final, o prefeito tem negociado adesão de candidatos na chapa do pessedista, incluindo vereadores eleitos. O ex-prefeito Donisete Braga (PDT) e o próprio PDT escolheram o caminho oposto em suporte a Marcelo. Fatia da sigla e o parlamentar Tchacabum, que se reelegeu, contudo, estão com o socialista. 



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Candidatos fazem ofensiva por votos soltos no 2º turno

Posição neutra concentra maioria das adesões em Diadema; em Mauá, situação está equilibrada

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

25/11/2020 | 00:10


As candidaturas ao Paço de Diadema e Mauá duelam nas ruas e nas redes sociais pelos votos que ficaram, teoricamente, soltos nesta reta final do segundo turno das eleições municipais. A posição de neutralidade de alguns postulantes derrotados na cidade hoje governada por Lauro Michels (PV), por exemplo, concentra maioria das adesões das urnas na lista da fase inicial. Em conta hipotética compilada pelo Diário, seriam 56,6 mil sufrágios ‘sem dono’ em solo diademense, enquanto os apoios recebidos publicamente pós-primeiro turno, somados de ambos, compreendem a 22,3 mil.

Terceiro e quarto colocados na disputa, Ricardo Yoshio (PSDB, 29,7 mil) e Pretinho do Água Santa (DEM, 20,5 mil), respectivamente, evitaram declarar suporte político, assim como Marcos Michels (PSB, 5.588), sexto no páreo. Fato curioso é que desgaste do governo de Lauro fez Taka Yamauchi (PSD) refutar apoio do verde – embora tenha obtido adesão de alguns nomes ligados ao Paço –, situação semelhante ao caso do próprio Pretinho, quadro escolhido pelo Paço para ser o sucessor do verde. Entre os que anunciaram abertamente adesão está o deputado e ex-vice-prefeito Márcio da Farmácia (Podemos).

Ex-prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior (PT), em tese, computaria 12,5 mil adicionais, com os apoios mais ideológicos declarados de Ronaldo Lacerda (PDT, 10,6 mil) e Rafaela Boani (Psol, 1.835). A despeito da chance de pulverização dos votos soltos atrelados aos neutros, o petista, caso não desidrate no período até a data do pleito, pode ser beneficiado dentro do cenário de ter alcançado a primeira posição – 45,65% contra 15,42% de Taka. O pessedista acumula, por sua vez, quatro adesões de ex-adversários (Gesiel Duarte, Republicanos; Denise Ventrici, PRTB; Jhonny Rich, PSL; e Arquiteto David, PSC), que, juntas, equivaleriam a 9.846 sufrágios.

Já em território mauaense, o total de neutros chega a 41,4 mil, englobando as decisões do ex-juiz João Veríssimo (PSD, 37,6 mil), terceiro lugar na empreitada, e da ex-deputada Vanessa Damo (MDB), filha da atual vice Alaíde Damo (MDB) e nona colocada – ambos fizeram parte do grupo que elegeu em 2016 o prefeito Atila Jacomussi (PSB), que tenta a reeleição. Rivais no processo, Atila e o vereador Marcelo Oliveira (PT) tiveram, juntos, suporte nesta segunda etapa que impactaria em acréscimo de 42,9 mil votos, sendo 22 mil para o socialista e 20,9 mil ao vereador Marcelo Oliveira (PT).

Quarto na corrida de Mauá, José Lourencini (PSDB, 18,1 mil) decidiu por apoio a Atila, mas o tucanato, por outro lado, que participou do governo local mas rachou no decorrer do mandato, ficará neutro. Embora Veríssimo tenha optado por se isentar na fase final, o prefeito tem negociado adesão de candidatos na chapa do pessedista, incluindo vereadores eleitos. O ex-prefeito Donisete Braga (PDT) e o próprio PDT escolheram o caminho oposto em suporte a Marcelo. Fatia da sigla e o parlamentar Tchacabum, que se reelegeu, contudo, estão com o socialista. 

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