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Brasil tem 6 milhões de adolescentes obesos



24/06/2006 | 08:30


Além dos quase 40 milhões de adultos gordos, a balança já registra excessos em cerca de 6 milhões de adolescentes. Há 30 anos, o problema atingia 3,9% da população masculina e 7,5% da feminina, na faixa etária entre 10 e 19 anos proporção que subiu para 18% e 15,4%.

Por outro lado, a desnutrição infantil diminui nas últimas três décadas. O indicador caiu de 16,6% para 4,6%, entre os menores de cinco anos. Com exceção da região Norte, a prevalência constatada é baixa, segundo parâmetro estabelecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

Assim como há um ano e meio, ao revelar dados sobre o perfil nutricional do brasileiro acima dos 20 anos, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) voltou a concluir: somos mais gordos do que desnutridos. A revelação faz parte da publicação Antropometria e Análise do Estado Nutricional de Crianças e Adolescentes no Brasil, lançada sexta-feira, que traz uma proporção de 3,7% de adolescentes desnutridos contra 16,7% com o excesso de peso.

Transição – “Estamos hoje numa situação de transição do padrão alimentar. Há 30 anos a desnutrição era um problema grave mas hoje esse aspecto não é o mais grave, e sim, o excesso de peso. Temos um problema nutricional no país, mas não é por falta de alimentos, e sim, por má alimentação. Algo precisa ser feito já”, alertou o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes.

O estudo, feito o longo de um ano, faz parte da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) 2002-2003, alvo de polêmica em dezembro de 2004. Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva questionou a conclusão do levantamento ao declarar que “fome não é uma coisa medida em pesquisa”. A análise, porém, foi baseada em dados coletados de forma objetiva.

Perguntado se não teme um novo mal-estar dentro do governo, causado pela novo conclusão do IBGE, Pereira Nunes declarou: “Estamos absolutamente tranqüilos. Temos certeza de que a leitura desses indicadores foi adequada. Estamos diante de um fato novo e temos que aprender com ele”, disse, se referindo ao excesso de peso. E ressaltou que o estabelecimento de uma nova prioridade não quer dizer que tenhamos que deixar de lado as antigas. Um dos principais programas do governo Lula, o Fome Zero, ainda trata a desnutrição como o maior mal.

Altura – O peso que reduziu a desnutrição também está ajudando a diminuir um outro indicador no país: o déficit de altura. Entre o estudo realizado em 1974 e 1975 e a última Pesquisa de Orçamentos Familiares, divulgada sexta-feira, o ganho registrado entre os meninos, na faixa etária de 7 anos, foi de 6 9 centímetros.

“Este é um dado super importante porque a tendência secular é menor. Os países da Europa no século passado cresceram mais ou menos um centímetro por década. No Brasil, foram de dois a dois e meio centímetros”, comemora o chefe do Departamento de Nutrição da USP, Carlos Augusto Monteiro, explicando que a melhora na nutrição determina diretamente o crescimento.

Considerando os dados de 2002-2003, 9,8% dos adolescentes brasileiros apresentavam déficit de altura para a idade. Nas meninas, o desempenho de crescimento foi maior. Apenas 8,3% estavam fora do padrão, contra a proporção de 11,3% encontrada no grupo masculino.


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