Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 26 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Em meio a protestos, ações do Carrefour caem 5,35%

Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

24/11/2020 | 00:07


Série de protestos pelo País após o soldador João Alberto Silveira Freitas, 40 anos e negro, ter sido espancado até a morte por seguranças terceirizados de loja do Carrefour em Porto Alegre (Rio Grande do Sul), na quinta-feira, véspera do Dia da Consciência Negra, teve reflexo no mercado financeiro.

Após ações nas redes sociais e manifestações próximas a unidades da gigante francesa para boicote da marca, e até abaixo-assinado com mais de 14 mil assinaturas para que os consumidores deixem de comprar nos supermercados do grupo – que inclui o Atacadão e dezenas de lojas nos formatos hiper e express espalhadas pelo Grande ABC –, os papéis encerraram o dia em queda de 5,35%, para R$ 19,30.

Isso em um dia em que o Ibovespa, principal indicador da B3, se desgarrou das preocupações domésticas com a trajetória fiscal, e se alinhou ao otimismo em Nova York (Estados Unidos), com o anúncio de eficácia de até 90% para a vacina da AstraZeneca, ampliando o cardápio de opções de imunizantes para 2021. Com alta de 1,26%, o índice foi aos 107.378,92 pontos, melhor nível desde 21 de fevereiro (113.681,32).

A reação no mercado de ações ocorreu mesmo depois de o Carrefour avisar que irá doar o faturamento do dia 20 a entidades ligadas à luta pela consciência negra. E também apesar de o presidente da companhia no Brasil, Noel Prioux, ter ido à televisão, no horário nobre do domingo, e dito que o que ocorreu foi “tragédia de dimensões incalculáveis, cuja extensão está além da minha compreensão como homem branco e privilegiado que sou”.

Ontem, o Procon-SP notificou a rede francesa para que ela justifique o episódio em até 72 horas. “O Carrefour precisa explicar como está selecionando as empresas que fazem a segurança de seus estabelecimentos, quais os critérios e o treinamento. Queremos saber por que casos de violência têm se repetido em suas lojas”, assinalou o diretor executivo Fernando Capez. (com agências)
 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Em meio a protestos, ações do Carrefour caem 5,35%

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

24/11/2020 | 00:07


Série de protestos pelo País após o soldador João Alberto Silveira Freitas, 40 anos e negro, ter sido espancado até a morte por seguranças terceirizados de loja do Carrefour em Porto Alegre (Rio Grande do Sul), na quinta-feira, véspera do Dia da Consciência Negra, teve reflexo no mercado financeiro.

Após ações nas redes sociais e manifestações próximas a unidades da gigante francesa para boicote da marca, e até abaixo-assinado com mais de 14 mil assinaturas para que os consumidores deixem de comprar nos supermercados do grupo – que inclui o Atacadão e dezenas de lojas nos formatos hiper e express espalhadas pelo Grande ABC –, os papéis encerraram o dia em queda de 5,35%, para R$ 19,30.

Isso em um dia em que o Ibovespa, principal indicador da B3, se desgarrou das preocupações domésticas com a trajetória fiscal, e se alinhou ao otimismo em Nova York (Estados Unidos), com o anúncio de eficácia de até 90% para a vacina da AstraZeneca, ampliando o cardápio de opções de imunizantes para 2021. Com alta de 1,26%, o índice foi aos 107.378,92 pontos, melhor nível desde 21 de fevereiro (113.681,32).

A reação no mercado de ações ocorreu mesmo depois de o Carrefour avisar que irá doar o faturamento do dia 20 a entidades ligadas à luta pela consciência negra. E também apesar de o presidente da companhia no Brasil, Noel Prioux, ter ido à televisão, no horário nobre do domingo, e dito que o que ocorreu foi “tragédia de dimensões incalculáveis, cuja extensão está além da minha compreensão como homem branco e privilegiado que sou”.

Ontem, o Procon-SP notificou a rede francesa para que ela justifique o episódio em até 72 horas. “O Carrefour precisa explicar como está selecionando as empresas que fazem a segurança de seus estabelecimentos, quais os critérios e o treinamento. Queremos saber por que casos de violência têm se repetido em suas lojas”, assinalou o diretor executivo Fernando Capez. (com agências)
 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;