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Ato de Boulos em Heliópolis exalta frente de esquerda



21/11/2020 | 15:37


O candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL), fez uma caminhada com militantes pela comunidade de Heliópolis neste sábado, 21. Foi a primeira agenda de rua do candidato após o anúncio da formação de uma frente de esquerda unindo o PSOL a outras sete siglas, como o PT e o PDT.

Durante o ato, Boulos e aliados falaram sobre a importância da união da esquerda para derrotar o PSDB de Bruno Covas em São Paulo. E, de acordo com o candidato, uma eventual vitória sua na cidade indicará uma possível derrota do bolsonarismo em 2022.

Além de vereadores do PSOL, o ato teve participação de lideranças petistas, como os deputados federais Alexandre Padilha, Vicentinho e também Carlos Zarattini - candidato a vice na chapa de Jilmar Tatto (PT) para a prefeitura, que acabou derrotada no primeiro turno.

"Se a gente ganha em São Paulo, é o começo da derrota de Bolsonaro e de João Doria em 2022", disse Boulos. "Tenho muito orgulho de ter recebido os apoios de sete partidos numa frente pela justiça social. Esta frente é um exemplo. Eu não escondo apoios. Eu tenho orgulho dos meus aliados e dos meus apoiadores. Covas esconde Doria e o vice (Ricardo Nunes)"

Para o deputado federal Vicentinho (PT-SP), a união das esquerdas para apoiar Boulos no segundo turno é uma "semente" para 2022. "Boulos já é uma grande liderança nacional e é uma grande reserva política e moral para o nosso país. Isso aqui (união das esquerdas) é a semente de uma árvore muito frutífera. Estamos exercendo um papel que será exercido para todo país."

A frente formada na sexta, nomeada "Frente Democrática Por São Paulo", une PSOL, PT, PDT, PSB, PCdoB, Rede, PCB e UP e é uma tentativa de empurrar Cova, que tem apoio de Celso Russomanno (Republicanos) e partidos do Centrão, para o campo do bolsonarismo. Lideranças nacionais como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), a ex-senadora Marina Silva (Rede) e o governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B) já gravaram mensagens de apoio a Boulos. Apesar de o PSB integrar a rede, o terceiro colocado na disputa em São Paulo, Márcio França (PSB), optou pela neutralidade no 2º turno.

Durante o ato em Heliópolis, Boulos rebateu a fala do vice-presidente Hamilton Mourão de que "não há racismo no Brasil". Ao comentar o assassinato de João Alberto Silveira Freitas, um homem negro, em um mercado da rede Carrefour em Porto Alegre, Boulos afirmou que foi "racismo puro". "Alguém consegue imaginar aquela cena com uma pessoa branca engravatada naquele mercado? Isso é racismo. É racismo puro."



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Ato de Boulos em Heliópolis exalta frente de esquerda


21/11/2020 | 15:37


O candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL), fez uma caminhada com militantes pela comunidade de Heliópolis neste sábado, 21. Foi a primeira agenda de rua do candidato após o anúncio da formação de uma frente de esquerda unindo o PSOL a outras sete siglas, como o PT e o PDT.

Durante o ato, Boulos e aliados falaram sobre a importância da união da esquerda para derrotar o PSDB de Bruno Covas em São Paulo. E, de acordo com o candidato, uma eventual vitória sua na cidade indicará uma possível derrota do bolsonarismo em 2022.

Além de vereadores do PSOL, o ato teve participação de lideranças petistas, como os deputados federais Alexandre Padilha, Vicentinho e também Carlos Zarattini - candidato a vice na chapa de Jilmar Tatto (PT) para a prefeitura, que acabou derrotada no primeiro turno.

"Se a gente ganha em São Paulo, é o começo da derrota de Bolsonaro e de João Doria em 2022", disse Boulos. "Tenho muito orgulho de ter recebido os apoios de sete partidos numa frente pela justiça social. Esta frente é um exemplo. Eu não escondo apoios. Eu tenho orgulho dos meus aliados e dos meus apoiadores. Covas esconde Doria e o vice (Ricardo Nunes)"

Para o deputado federal Vicentinho (PT-SP), a união das esquerdas para apoiar Boulos no segundo turno é uma "semente" para 2022. "Boulos já é uma grande liderança nacional e é uma grande reserva política e moral para o nosso país. Isso aqui (união das esquerdas) é a semente de uma árvore muito frutífera. Estamos exercendo um papel que será exercido para todo país."

A frente formada na sexta, nomeada "Frente Democrática Por São Paulo", une PSOL, PT, PDT, PSB, PCdoB, Rede, PCB e UP e é uma tentativa de empurrar Cova, que tem apoio de Celso Russomanno (Republicanos) e partidos do Centrão, para o campo do bolsonarismo. Lideranças nacionais como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), a ex-senadora Marina Silva (Rede) e o governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B) já gravaram mensagens de apoio a Boulos. Apesar de o PSB integrar a rede, o terceiro colocado na disputa em São Paulo, Márcio França (PSB), optou pela neutralidade no 2º turno.

Durante o ato em Heliópolis, Boulos rebateu a fala do vice-presidente Hamilton Mourão de que "não há racismo no Brasil". Ao comentar o assassinato de João Alberto Silveira Freitas, um homem negro, em um mercado da rede Carrefour em Porto Alegre, Boulos afirmou que foi "racismo puro". "Alguém consegue imaginar aquela cena com uma pessoa branca engravatada naquele mercado? Isso é racismo. É racismo puro."

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