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Aumento de casos de Covid-19 em Tóquio coloca organização da Olimpíada em alerta

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


20/11/2020 | 12:31


Tóquio elevou o seu alerta para o nível máximo depois que a contagem diária de infecções do novo coronavírus bateu recorde e chegou a 534 nesta semana. A alta taxa de disseminação do vírus na capital do Japão coloca os organizadores dos Jogos Olímpicos em estado de atenção e adaptações para o evento estão sendo estudadas. Por causa da pandemia da covid-19, os Jogos foram adiados por um ano e reprogramados para 23 de julho a 8 de agosto de 2021 e os Paralímpicos para 24 de agosto a 5 de setembro.

"O número de casos de coronavírus está aumentando, então estamos estudando quais medidas serão necessárias tendo em vista que as infecções podem chegar a mil casos por dia", disse a governadora de Tóquio, Yuriko Koike. Ela afirmou ainda que a quantidade de casos deverá crescer devido ao aumento dos exames e enfatizou a necessidade de evitar a elevação do número de pacientes gravemente doentes.

O aumento de casos de covid-19 no Japão ocorre justamente depois de o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach, visitar Tóquio nesta semana para demonstrar apoio aos organizadores. O COI também tenta convencer a população japonesa e os patrocinadores de que os Jogos podem ser disputados com torcida, apesar do recente ressurgimento das infecções.

Estão em pauta algumas medidas com relação aos torcedores estrangeiros, como a obrigatoriedade de testes de covid-19 para embarque e o cumprimento de quarentena na chegada ao Japão. Uma das maiores preocupações, porém, é com a Vila Olímpica, que hospedará 11 mil atletas. "Temos de fazer com que a Vila Olímpica seja o local mais seguro de Tóquio", disse o presidente da Comissão de Coordenação dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o australiano John Coates. "Os atletas têm de ter confiança na segurança".

Já está definido que os atletas não poderão ficar na Vila Olímpica durante todo o evento. A orientação é que, assim que a sua competição terminar, o atleta terá no máximo dois dias para voltar para casa. Por causa da pandemia, o COI vai interromper a tradição de os atletas continuarem na sede dos Jogos mesmo depois do término de suas participações para apoiar os compatriotas. "O período de estadia mais longo, em uma vila, aumenta o potencial de problemas", justificou Coates.

Também está nos planos do COI ajudar a distribuir vacinas para atletas de países com menor acesso ao agente de imunização, assim que houver disponibilização ao público em geral. A vacina contra o novo coronavírus, porém, não será obrigatória aos atletas.

Com relação à imprensa, são esperados mais de 20 mil jornalistas de mais de 100 países. Para conter a disseminação do vírus, os organizadores vão desencorajar o uso do transporte público, devem reduzir a capacidade das áreas de tribuna, zona mista e salas de imprensa e farão um controle maior desses espaços, com distanciamento.



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Aumento de casos de Covid-19 em Tóquio coloca organização da Olimpíada em alerta


20/11/2020 | 12:31


Tóquio elevou o seu alerta para o nível máximo depois que a contagem diária de infecções do novo coronavírus bateu recorde e chegou a 534 nesta semana. A alta taxa de disseminação do vírus na capital do Japão coloca os organizadores dos Jogos Olímpicos em estado de atenção e adaptações para o evento estão sendo estudadas. Por causa da pandemia da covid-19, os Jogos foram adiados por um ano e reprogramados para 23 de julho a 8 de agosto de 2021 e os Paralímpicos para 24 de agosto a 5 de setembro.

"O número de casos de coronavírus está aumentando, então estamos estudando quais medidas serão necessárias tendo em vista que as infecções podem chegar a mil casos por dia", disse a governadora de Tóquio, Yuriko Koike. Ela afirmou ainda que a quantidade de casos deverá crescer devido ao aumento dos exames e enfatizou a necessidade de evitar a elevação do número de pacientes gravemente doentes.

O aumento de casos de covid-19 no Japão ocorre justamente depois de o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach, visitar Tóquio nesta semana para demonstrar apoio aos organizadores. O COI também tenta convencer a população japonesa e os patrocinadores de que os Jogos podem ser disputados com torcida, apesar do recente ressurgimento das infecções.

Estão em pauta algumas medidas com relação aos torcedores estrangeiros, como a obrigatoriedade de testes de covid-19 para embarque e o cumprimento de quarentena na chegada ao Japão. Uma das maiores preocupações, porém, é com a Vila Olímpica, que hospedará 11 mil atletas. "Temos de fazer com que a Vila Olímpica seja o local mais seguro de Tóquio", disse o presidente da Comissão de Coordenação dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o australiano John Coates. "Os atletas têm de ter confiança na segurança".

Já está definido que os atletas não poderão ficar na Vila Olímpica durante todo o evento. A orientação é que, assim que a sua competição terminar, o atleta terá no máximo dois dias para voltar para casa. Por causa da pandemia, o COI vai interromper a tradição de os atletas continuarem na sede dos Jogos mesmo depois do término de suas participações para apoiar os compatriotas. "O período de estadia mais longo, em uma vila, aumenta o potencial de problemas", justificou Coates.

Também está nos planos do COI ajudar a distribuir vacinas para atletas de países com menor acesso ao agente de imunização, assim que houver disponibilização ao público em geral. A vacina contra o novo coronavírus, porém, não será obrigatória aos atletas.

Com relação à imprensa, são esperados mais de 20 mil jornalistas de mais de 100 países. Para conter a disseminação do vírus, os organizadores vão desencorajar o uso do transporte público, devem reduzir a capacidade das áreas de tribuna, zona mista e salas de imprensa e farão um controle maior desses espaços, com distanciamento.

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