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Bom Prato promove ações para valorizar cultura negra

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Restaurantes reuniram música, poesia e conversa sobre práticas racistas para marcar o feriado


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

20/11/2020 | 00:01


Para aproveitar o feriado do Dia da Consciência Negra, celebrado hoje, os restaurantes Bom Prato de Santo André e São Bernardo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, promoveram ontem almoço com cunho consciente e cultural. Durante o almoço, as unidades receberam intervenções artísticas com intuito de conscientizar os usuários em relação ao preconceito e ao racismo. As unidades estarão fechadas hoje.

Em Santo André, o restaurante fica no Centro e logo na entrada da unidade – por causa da pandemia ainda não é permitido comer no local – o cenário estava visivelmente chamando atenção e despertando a curiosidade de quem passava perto. A unidade tinha som de berimbau e muita poesia recitada por educadores sociais, que alertavam sobre ações racistas e suas consequências.

De acordo com a gerente da unidade andreense, Denise Oliveira Moraes, 38 anos, a iniciativa pioneira no local foi motivada por ataques já sofridos no Bom Prato. “Percebemos que durante a pandemia esses ataques raciais ficaram mais frequentes. Sempre existiu, mas agora estamos presenciando mais situações assim”, comenta Denise.

A gerente pontua que o objetivo da ação é reeducar. “Conforme ele (o usuário) for chegando para buscar o almoço, automaticamente já escuta as músicas, uma poesia e consegue prestar mais atenção na mensagem que queremos passar”, comenta Denise.

Como complemento da ação foram distribuídos informativos e orientações de forma geral, e toda unidade ficou decorada com imagens de funcionários do Bom Prato com mensagens reforçando a cultura e a representatividade da população negra para toda a sociedade. “Acredito que para todos os colaboradores desta unidade também seja muito importante, ficarmos protegidos, nos sentimos bem em participar dessa luta”, observa Denise. Ao menos 25 profissionais trabalham no Bom Prato de Santo André.

A educadora social Carol Mendes, 28, ao lado de Cássia Fernanda, 35, também educadora, observaram que, de forma geral, os usuários acabam sendo receptivos e curiosos para se aprofundarem no assunto. “Percebemos que muitos perguntam mesmo, por qual motivo estamos fazendo isso, a história do berimbau, por exemplo, situações de racismo e, diante disso, sabemos que nossa mensagem está sendo transmitida corretamente”, detalha a educadora.

A aposentada Rute Brandão, 69, conta que todos os dias busca refeições na unidade e acredita que de alguma forma essas mensagens conscientizam a população. “Sei que é triste pensar nas pessoas que são maldosas e que, independentemente dessas ações, vão continuar cometendo esses crimes de racismo, mas sempre alguém fica mexido com esses projetos. São lindos e necessários.”

O desempregado Sebastião Ferreira, 58, apoia toda ação e observa que deveria ter mais edições em outras épocas do ano. “Infelizmente, em pleno século 21 ainda vemos que o preconceito existe muito mais do que imaginamos. Por isso nunca é demais essa conscientização”, destaca.

As ações ocorreram durante o almoço (a partir das 10h30) e o jantar (a partir das 17h15) das duas unidades, que oferecem também o café da manhã, a partir das 7h30.  



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Bom Prato promove ações para valorizar cultura negra

Restaurantes reuniram música, poesia e conversa sobre práticas racistas para marcar o feriado

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

20/11/2020 | 00:01


Para aproveitar o feriado do Dia da Consciência Negra, celebrado hoje, os restaurantes Bom Prato de Santo André e São Bernardo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, promoveram ontem almoço com cunho consciente e cultural. Durante o almoço, as unidades receberam intervenções artísticas com intuito de conscientizar os usuários em relação ao preconceito e ao racismo. As unidades estarão fechadas hoje.

Em Santo André, o restaurante fica no Centro e logo na entrada da unidade – por causa da pandemia ainda não é permitido comer no local – o cenário estava visivelmente chamando atenção e despertando a curiosidade de quem passava perto. A unidade tinha som de berimbau e muita poesia recitada por educadores sociais, que alertavam sobre ações racistas e suas consequências.

De acordo com a gerente da unidade andreense, Denise Oliveira Moraes, 38 anos, a iniciativa pioneira no local foi motivada por ataques já sofridos no Bom Prato. “Percebemos que durante a pandemia esses ataques raciais ficaram mais frequentes. Sempre existiu, mas agora estamos presenciando mais situações assim”, comenta Denise.

A gerente pontua que o objetivo da ação é reeducar. “Conforme ele (o usuário) for chegando para buscar o almoço, automaticamente já escuta as músicas, uma poesia e consegue prestar mais atenção na mensagem que queremos passar”, comenta Denise.

Como complemento da ação foram distribuídos informativos e orientações de forma geral, e toda unidade ficou decorada com imagens de funcionários do Bom Prato com mensagens reforçando a cultura e a representatividade da população negra para toda a sociedade. “Acredito que para todos os colaboradores desta unidade também seja muito importante, ficarmos protegidos, nos sentimos bem em participar dessa luta”, observa Denise. Ao menos 25 profissionais trabalham no Bom Prato de Santo André.

A educadora social Carol Mendes, 28, ao lado de Cássia Fernanda, 35, também educadora, observaram que, de forma geral, os usuários acabam sendo receptivos e curiosos para se aprofundarem no assunto. “Percebemos que muitos perguntam mesmo, por qual motivo estamos fazendo isso, a história do berimbau, por exemplo, situações de racismo e, diante disso, sabemos que nossa mensagem está sendo transmitida corretamente”, detalha a educadora.

A aposentada Rute Brandão, 69, conta que todos os dias busca refeições na unidade e acredita que de alguma forma essas mensagens conscientizam a população. “Sei que é triste pensar nas pessoas que são maldosas e que, independentemente dessas ações, vão continuar cometendo esses crimes de racismo, mas sempre alguém fica mexido com esses projetos. São lindos e necessários.”

O desempregado Sebastião Ferreira, 58, apoia toda ação e observa que deveria ter mais edições em outras épocas do ano. “Infelizmente, em pleno século 21 ainda vemos que o preconceito existe muito mais do que imaginamos. Por isso nunca é demais essa conscientização”, destaca.

As ações ocorreram durante o almoço (a partir das 10h30) e o jantar (a partir das 17h15) das duas unidades, que oferecem também o café da manhã, a partir das 7h30.  

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