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Legado será ter elevado a régua, avalia Paulo Serra

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeito reeleito de Sto.André aponta manter ritmo de entregas e nível de exigência a sucessores


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

18/11/2020 | 00:19


O prefeito reeleito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), considerou que o grande legado a deixar na cidade será ter elevado a régua na avaliação dos políticos à frente do Executivo municipal, após quebrar tabus de 16 anos sem continuidade de governo e de 20 anos sem vitória no primeiro turno. Em visita ontem à sede do Diário, o tucano falou em fazer ajustes pontuais na equipe, ponderando que o resultado das urnas, com 76,88% dos votos válidos, mostra que o saldo é positivo, além de que irá manter o ritmo de entregas de obras já plantadas e do nível de exigência a sucessores.

“Será grande legado subir a régua: cidade se acostumar a reeleger gestões que melhorem a vida das pessoas. Essa tem que ser a regra, não exceção. A exigência será maior, chega da ideia de votar no menos pior. Vou deixar de ser prefeito em 2024, mas não vou deixar de ser morador. Para o ano que vem, lembro de cabeça que temos a reabertura do Cine-Theatro Carlos Gomes, Parque Guaraciaba, inauguração do hospital de retaguarda do idoso, reforma do (Viaduto) Castelo Branco e Complexo Cassaquera. O ritmo está plantado. O Qualisaúde é permanente, e inclui São Jorge, Paraíso e Jardim Carla”, avaliou.

Paulo Serra reiterou ter ficado “assustado no bom sentido” com a votação expressiva no domingo (266,5 mil votos nominais), que levou a bater recorde antes conferido a Celso Daniel (PT), em 2000, à época com 70,13% (250,5 mil adesões). “Foi surpresa muito positiva, até emocionante. Cumpriu maior desafio, de resgatar o orgulho dos andreenses. Claro que há problemas, defeitos, mas as pessoas, a meu ver, entenderam todo o esforço e estão felizes com a continuidade do trabalho. Tem sentimento de pertencimento, ver a cidade como extensão da nossa casa. Encarei como materialização disso. (Atuação durante a pandemia de) Covid também teve peso. Acredito que a população se sentiu protegida com a gestão. Quase 77% foi acima das expectativas, é gratificante.”

Com o êxito da etapa inicial, o tucano alegou que vai ajudar nas próximas duas semanas, no horário de almoço e pós-expediente, candidaturas que estejam no segundo turno alinhadas, a exemplo de Bruno Covas (PSDB), em São Paulo, Taka Yamauchi (PSD), em Diadema, Guti (PSD), em Guarulhos, e Rafa Zimbaldi (PL), em Campinas. “São candidatos que têm identidade conosco. Vamos auxiliar fora do horário de expediente. Nosso foco continua sendo Santo André. Prova disso é que temos calendário de entregas importantes neste ano. No domingo iremos inaugurar a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Vila Luzita, porte quatro. Está finalizada. Não abrimos durante a eleição para não parecer obra eleitoreira. No dia 6 de dezembro, a duplicação do Viaduto Adib Chammas, no Centro. E temos a primeira fase da Avenida dos Estados na primeira quinzena de dezembro.”

O chefe do Executivo apontou que, no que depende do Paço, colocará entre as prioridades do segundo mandato a produção de unidades habitacionais. “Naquilo que depende mais do governo, é ponto que iremos focar. Todo processo burocrático foi vencido, licitamos, contrato assinado, cadastro. Temos possibilidade de produzir 10 mil moradias nos próximos cinco anos. Contratado, com dinheiro, projeto definido e terreno. Além disso, continuar com processo de regularização (fundiária). Foram mais de 6.000 (no mandato). Andou bem.” 

Tucano reitera cobranças aos governos de Doria e Jair Bolsonaro

Paulo Serra reforçou que o apoio expressivo das urnas dá a ele crédito para cobrar que Santo André seja reconhecida pelos governos do Estado, com João Doria (PSDB), e federal, nas mãos de Jair Bolsonaro (sem partido). “Cidade tem peso, tamanho, potencial, e é desvalorizada politicamente. Acredito que seja minha grande missão. Vamos utilizar dessa votação histórica, e é, não se pode negar, para que o município seja alçado a voos e valorização política e econômica maior do que é hoje.”

O tucano alegou que o fato de o Grande ABC ficar perto da Capital tem sido usado como muleta e “é sempre minimizado quando se pensa em investimentos”. Segundo Paulo Serra, a região precisa entrar em pacote estadual de mobilidade urbana, além de incluir na lista segunda unidade do Bom Prato, na Vila Luzita. Em referência à União, frisou a liberação de recursos para obras do núcleo de inovação tecnológica no espaço da antiga Rhodia.

Outro item no rol junto à União está demandar linha de crédito subsidiada para pagamento de precatórios – o governo não cumpriu com prazos estabelecidos na Emenda Constitucional 99/17. “Terminar pacote de limpar nome da cidade de maneira definitiva é o governo federal cumprir emenda constitucional que foi aprovada e liberar crédito de precatórios que Santo André já, inclusive, aprovou projeto de lei na Câmara.” A cidade tem cerca de R$ 1,1 bilhão em dívidas judiciais.



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Legado será ter elevado a régua, avalia Paulo Serra

Prefeito reeleito de Sto.André aponta manter ritmo de entregas e nível de exigência a sucessores

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

18/11/2020 | 00:19


O prefeito reeleito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), considerou que o grande legado a deixar na cidade será ter elevado a régua na avaliação dos políticos à frente do Executivo municipal, após quebrar tabus de 16 anos sem continuidade de governo e de 20 anos sem vitória no primeiro turno. Em visita ontem à sede do Diário, o tucano falou em fazer ajustes pontuais na equipe, ponderando que o resultado das urnas, com 76,88% dos votos válidos, mostra que o saldo é positivo, além de que irá manter o ritmo de entregas de obras já plantadas e do nível de exigência a sucessores.

“Será grande legado subir a régua: cidade se acostumar a reeleger gestões que melhorem a vida das pessoas. Essa tem que ser a regra, não exceção. A exigência será maior, chega da ideia de votar no menos pior. Vou deixar de ser prefeito em 2024, mas não vou deixar de ser morador. Para o ano que vem, lembro de cabeça que temos a reabertura do Cine-Theatro Carlos Gomes, Parque Guaraciaba, inauguração do hospital de retaguarda do idoso, reforma do (Viaduto) Castelo Branco e Complexo Cassaquera. O ritmo está plantado. O Qualisaúde é permanente, e inclui São Jorge, Paraíso e Jardim Carla”, avaliou.

Paulo Serra reiterou ter ficado “assustado no bom sentido” com a votação expressiva no domingo (266,5 mil votos nominais), que levou a bater recorde antes conferido a Celso Daniel (PT), em 2000, à época com 70,13% (250,5 mil adesões). “Foi surpresa muito positiva, até emocionante. Cumpriu maior desafio, de resgatar o orgulho dos andreenses. Claro que há problemas, defeitos, mas as pessoas, a meu ver, entenderam todo o esforço e estão felizes com a continuidade do trabalho. Tem sentimento de pertencimento, ver a cidade como extensão da nossa casa. Encarei como materialização disso. (Atuação durante a pandemia de) Covid também teve peso. Acredito que a população se sentiu protegida com a gestão. Quase 77% foi acima das expectativas, é gratificante.”

Com o êxito da etapa inicial, o tucano alegou que vai ajudar nas próximas duas semanas, no horário de almoço e pós-expediente, candidaturas que estejam no segundo turno alinhadas, a exemplo de Bruno Covas (PSDB), em São Paulo, Taka Yamauchi (PSD), em Diadema, Guti (PSD), em Guarulhos, e Rafa Zimbaldi (PL), em Campinas. “São candidatos que têm identidade conosco. Vamos auxiliar fora do horário de expediente. Nosso foco continua sendo Santo André. Prova disso é que temos calendário de entregas importantes neste ano. No domingo iremos inaugurar a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Vila Luzita, porte quatro. Está finalizada. Não abrimos durante a eleição para não parecer obra eleitoreira. No dia 6 de dezembro, a duplicação do Viaduto Adib Chammas, no Centro. E temos a primeira fase da Avenida dos Estados na primeira quinzena de dezembro.”

O chefe do Executivo apontou que, no que depende do Paço, colocará entre as prioridades do segundo mandato a produção de unidades habitacionais. “Naquilo que depende mais do governo, é ponto que iremos focar. Todo processo burocrático foi vencido, licitamos, contrato assinado, cadastro. Temos possibilidade de produzir 10 mil moradias nos próximos cinco anos. Contratado, com dinheiro, projeto definido e terreno. Além disso, continuar com processo de regularização (fundiária). Foram mais de 6.000 (no mandato). Andou bem.” 

Tucano reitera cobranças aos governos de Doria e Jair Bolsonaro

Paulo Serra reforçou que o apoio expressivo das urnas dá a ele crédito para cobrar que Santo André seja reconhecida pelos governos do Estado, com João Doria (PSDB), e federal, nas mãos de Jair Bolsonaro (sem partido). “Cidade tem peso, tamanho, potencial, e é desvalorizada politicamente. Acredito que seja minha grande missão. Vamos utilizar dessa votação histórica, e é, não se pode negar, para que o município seja alçado a voos e valorização política e econômica maior do que é hoje.”

O tucano alegou que o fato de o Grande ABC ficar perto da Capital tem sido usado como muleta e “é sempre minimizado quando se pensa em investimentos”. Segundo Paulo Serra, a região precisa entrar em pacote estadual de mobilidade urbana, além de incluir na lista segunda unidade do Bom Prato, na Vila Luzita. Em referência à União, frisou a liberação de recursos para obras do núcleo de inovação tecnológica no espaço da antiga Rhodia.

Outro item no rol junto à União está demandar linha de crédito subsidiada para pagamento de precatórios – o governo não cumpriu com prazos estabelecidos na Emenda Constitucional 99/17. “Terminar pacote de limpar nome da cidade de maneira definitiva é o governo federal cumprir emenda constitucional que foi aprovada e liberar crédito de precatórios que Santo André já, inclusive, aprovou projeto de lei na Câmara.” A cidade tem cerca de R$ 1,1 bilhão em dívidas judiciais.

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