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Moradores ainda cobram solução depois de queda de caixa-d’água

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Reservatório desabou há quase três meses em Diadema, e consertos não foram realizados


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

18/11/2020 | 00:01


A caixa-d’água de cimento que desabou na tarde do dia 23 de agosto no bairro Serraria, em Diadema, já foi removida da Avenida Afonso Monteiro da Cruz, mas os moradores ainda convivem com as consequências do incidente. Na ocasião, ao menos nove carros foram danificados pelo reservatório, que estava sendo demolido sob responsabilidade da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e dois condomínios tiveram muros e portões atingidos. No Residencial Santa Vitória, o portão e as grades da garagem foram quebrados e os moradores reclamam da demora na conclusão das obras.

Funcionário público aposentado, Wilson Alcântara, 70 anos, relatou que tem sido frequente chegar em casa à noite e, ao entrar na garagem, se deparar com pessoas estranhas no local. “A gente fica inseguro”, afirmou. O carro do morador escapou por pouco de ser danificado no incidente que ocorreu há quase três meses. “Meia hora antes, mudei de vaga para poder tirar as compras do porta-malas”, lembrou.

Síndico do residencial,  Tomaz Batista dos Santos, 42, afirmou que já foram furtados fios que seriam usados na obra e um portão de alumínio, porque sem as grades e o portão da garagem, muitas pessoas circulam pelo local à noite. “Já vimos pelas câmeras de segurança gente tentando abrir a porta dos carros”, completou. Não foram registrados boletins de ocorrência sobre os furtos. “O que a gente não entende é por que demoram tanto para refazer o que foi danificado”, pontuou.

Um dos operários da obra, que está sob responsabilidade do Consórcio Nor Brasil TPD (o mesmo que era responsável pela demolição de duas caixas-d’água de concreto e que subcontratou uma demolidora para o serviço), afirmou que materiais como areia, pedra e cimento não têm sido entregues. “O que a gente tem hoje não deve nem dar para encher aquelas colunas”, afirmou, em referência ao muro de outro conjunto residencial, que também teve a estrutura danificada.
Além dos reparos que precisam ser finalizados nos condomínios, a calçada da avenida, do mesmo lado onde estava a caixa-d’água que caiu, está tomada de terra e entulho, além de existir grandes buracos no asfalto, ocasionados pelo impacto do equipamento.

O advogado do Consórcio Nor Brasil TPD informou que tanto o portão quanto as grades já foram comprados e devem ser entregues ainda esta semana. Que toda a obra deve ser concluída em até 30 dias e que a terra não foi retirada da calçada porque a obra de remoção da caixa-d’água continua embargada pela Prefeitura de Diadema. A administração municipal informou que a Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano analisa documentação referente à solicitação para retirada de restos que não desabaram, em talude, na parte alta do terreno.

Em  nota, a CDHU informou que o Consórcio Nor Brasil TPD  concluiu no dia 12 de outubro os serviços de remoção dos destroços da caixa-d’água desativada. Que as obras de recuperação dos danos causados ao lado do prédio da CDHU, como construção de novo muro e instalação de portão, serão concluídas até o fim deste mês, e que estes serviços também estão sendo realizados pelo Consórcio Nor Brasil TPD.

Em relação ao entulho, situado do outro lado da rua em que estão sendo feitas as obras de reforma, a CDHU informa que começou a fazer a remoção, mas teve que paralisar o serviço por determinação da Prefeitura de Diadema, embora a companhia tenha atendido todas as exigências da municipalidade. “Cabe ressaltar que todos os proprietários dos veículos danificados foram ressarcidos. O consórcio e a empresa fiscalizadora da obra de demolição foram notificados pela CDHU. O processo que avalia sanções administrativas e legais cabíveis encontra-se em tramitação”, concluiu o comunicado.

Inquérito policial que visa punir os responsáveis não foi concluído

O inquérito policial instaurado para investigar as responsabilidades criminais do desabamento da caixa-d’água no bairro Serraria, em Diadema, ainda não foi concluído. Segundo informações da Polícia Civil, mesmo após quase três meses do fato, não foi emitido o laudo pericial que vai apontar as possíveis razões do incidente. O caso está sendo apurado pelo 1º DP (Centro).

A investigação já confirmou que a pessoa que se apresentava como responsável pela GG Demolidora, empresa contratada pelo Consórcio Nor TPD para a demolição, Elisabeth da Silva Oliveira, não é engenheira. Segundo a polícia, ela é filha do sócio da demolidora e estava acompanhando as obras no lugar do pai, que é engenheiro.

A polícia também aguarda ainda a localização do operador da máquina que estava sendo usada para a demolição. A empresa que fazia o serviço alega que não tinha informações sobre a sua residência. A falta de alvará para execução da demolição, por parte da Prefeitura de Diadema, não configura crime, explicou a fonte da Polícia Civil.



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Moradores ainda cobram solução depois de queda de caixa-d’água

Reservatório desabou há quase três meses em Diadema, e consertos não foram realizados

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

18/11/2020 | 00:01


A caixa-d’água de cimento que desabou na tarde do dia 23 de agosto no bairro Serraria, em Diadema, já foi removida da Avenida Afonso Monteiro da Cruz, mas os moradores ainda convivem com as consequências do incidente. Na ocasião, ao menos nove carros foram danificados pelo reservatório, que estava sendo demolido sob responsabilidade da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e dois condomínios tiveram muros e portões atingidos. No Residencial Santa Vitória, o portão e as grades da garagem foram quebrados e os moradores reclamam da demora na conclusão das obras.

Funcionário público aposentado, Wilson Alcântara, 70 anos, relatou que tem sido frequente chegar em casa à noite e, ao entrar na garagem, se deparar com pessoas estranhas no local. “A gente fica inseguro”, afirmou. O carro do morador escapou por pouco de ser danificado no incidente que ocorreu há quase três meses. “Meia hora antes, mudei de vaga para poder tirar as compras do porta-malas”, lembrou.

Síndico do residencial,  Tomaz Batista dos Santos, 42, afirmou que já foram furtados fios que seriam usados na obra e um portão de alumínio, porque sem as grades e o portão da garagem, muitas pessoas circulam pelo local à noite. “Já vimos pelas câmeras de segurança gente tentando abrir a porta dos carros”, completou. Não foram registrados boletins de ocorrência sobre os furtos. “O que a gente não entende é por que demoram tanto para refazer o que foi danificado”, pontuou.

Um dos operários da obra, que está sob responsabilidade do Consórcio Nor Brasil TPD (o mesmo que era responsável pela demolição de duas caixas-d’água de concreto e que subcontratou uma demolidora para o serviço), afirmou que materiais como areia, pedra e cimento não têm sido entregues. “O que a gente tem hoje não deve nem dar para encher aquelas colunas”, afirmou, em referência ao muro de outro conjunto residencial, que também teve a estrutura danificada.
Além dos reparos que precisam ser finalizados nos condomínios, a calçada da avenida, do mesmo lado onde estava a caixa-d’água que caiu, está tomada de terra e entulho, além de existir grandes buracos no asfalto, ocasionados pelo impacto do equipamento.

O advogado do Consórcio Nor Brasil TPD informou que tanto o portão quanto as grades já foram comprados e devem ser entregues ainda esta semana. Que toda a obra deve ser concluída em até 30 dias e que a terra não foi retirada da calçada porque a obra de remoção da caixa-d’água continua embargada pela Prefeitura de Diadema. A administração municipal informou que a Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano analisa documentação referente à solicitação para retirada de restos que não desabaram, em talude, na parte alta do terreno.

Em  nota, a CDHU informou que o Consórcio Nor Brasil TPD  concluiu no dia 12 de outubro os serviços de remoção dos destroços da caixa-d’água desativada. Que as obras de recuperação dos danos causados ao lado do prédio da CDHU, como construção de novo muro e instalação de portão, serão concluídas até o fim deste mês, e que estes serviços também estão sendo realizados pelo Consórcio Nor Brasil TPD.

Em relação ao entulho, situado do outro lado da rua em que estão sendo feitas as obras de reforma, a CDHU informa que começou a fazer a remoção, mas teve que paralisar o serviço por determinação da Prefeitura de Diadema, embora a companhia tenha atendido todas as exigências da municipalidade. “Cabe ressaltar que todos os proprietários dos veículos danificados foram ressarcidos. O consórcio e a empresa fiscalizadora da obra de demolição foram notificados pela CDHU. O processo que avalia sanções administrativas e legais cabíveis encontra-se em tramitação”, concluiu o comunicado.

Inquérito policial que visa punir os responsáveis não foi concluído

O inquérito policial instaurado para investigar as responsabilidades criminais do desabamento da caixa-d’água no bairro Serraria, em Diadema, ainda não foi concluído. Segundo informações da Polícia Civil, mesmo após quase três meses do fato, não foi emitido o laudo pericial que vai apontar as possíveis razões do incidente. O caso está sendo apurado pelo 1º DP (Centro).

A investigação já confirmou que a pessoa que se apresentava como responsável pela GG Demolidora, empresa contratada pelo Consórcio Nor TPD para a demolição, Elisabeth da Silva Oliveira, não é engenheira. Segundo a polícia, ela é filha do sócio da demolidora e estava acompanhando as obras no lugar do pai, que é engenheiro.

A polícia também aguarda ainda a localização do operador da máquina que estava sendo usada para a demolição. A empresa que fazia o serviço alega que não tinha informações sobre a sua residência. A falta de alvará para execução da demolição, por parte da Prefeitura de Diadema, não configura crime, explicou a fonte da Polícia Civil.

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