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Sadomasoquismo sem tabu é discutido em 'Secretária'


Cássio Gomes Neves
Do Diário do Grande ABC

28/08/2003 | 19:55


Secretária (2002), que estréia nesta sexta-feira na sala 9 do Unibanco Arteplex, trata de um tema ainda considerado tabu, mesmo depois de deglutidas as palavras do Marquês de Sade: as relações sadomasoquistas. A excessiva cautela que ronda esse tema é facilmente rompida quando tratado sob a forma de caricatura. Dizem os críticos norte-americanos, de onde vem o filme de Steven Shainberg, que o diretor evita não só a deformação humorística como também respeita o ponto de vista desse amor conduzido à base da dor.

Enredo assim remete imediatamente a A Professora de Piano (2001), no qual o cineasta Michael Haneke fazia de Isabelle Huppert uma pianista incapaz de se relacionar com um homem que não se solidarizasse com uns cascudos durante o ato. No fim das contas, desequilibrado foi o personagem de Benoît Magimel, por não compreender esse prazer vinculado ao flagelo.

Secretária segue caminho semelhante. Lee (Maggie Gyllenhaal) é uma jovem que volta à cidade natal, um pequeno ponto na Flórida, após temporada em clínica psiquiátrica. O ambiente familiar é onde ela pretende retomar a vida.

Para tanto, um emprego estável é essencial e Lee cumpre essa primeira meta ao preencher vaga de secretária no escritório de advocacia de Edward Grey (James Spader). Ela se interessará pelo chefe e sua aproximação dele desencadeará os desejos sadomasoquistas que pretendia omitir. O patrão também é chegado ao SM e permanece em harmonia com ela até que surge na história um rapaz com quem a moça se encontrava na juventude. São os dois pólos, o duplo e o diferente, que passam a contornar o dia-a-dia de Lee e com os quais o diretor Shainberg lida até o desfecho da obra.



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Sadomasoquismo sem tabu é discutido em 'Secretária'

Cássio Gomes Neves
Do Diário do Grande ABC

28/08/2003 | 19:55


Secretária (2002), que estréia nesta sexta-feira na sala 9 do Unibanco Arteplex, trata de um tema ainda considerado tabu, mesmo depois de deglutidas as palavras do Marquês de Sade: as relações sadomasoquistas. A excessiva cautela que ronda esse tema é facilmente rompida quando tratado sob a forma de caricatura. Dizem os críticos norte-americanos, de onde vem o filme de Steven Shainberg, que o diretor evita não só a deformação humorística como também respeita o ponto de vista desse amor conduzido à base da dor.

Enredo assim remete imediatamente a A Professora de Piano (2001), no qual o cineasta Michael Haneke fazia de Isabelle Huppert uma pianista incapaz de se relacionar com um homem que não se solidarizasse com uns cascudos durante o ato. No fim das contas, desequilibrado foi o personagem de Benoît Magimel, por não compreender esse prazer vinculado ao flagelo.

Secretária segue caminho semelhante. Lee (Maggie Gyllenhaal) é uma jovem que volta à cidade natal, um pequeno ponto na Flórida, após temporada em clínica psiquiátrica. O ambiente familiar é onde ela pretende retomar a vida.

Para tanto, um emprego estável é essencial e Lee cumpre essa primeira meta ao preencher vaga de secretária no escritório de advocacia de Edward Grey (James Spader). Ela se interessará pelo chefe e sua aproximação dele desencadeará os desejos sadomasoquistas que pretendia omitir. O patrão também é chegado ao SM e permanece em harmonia com ela até que surge na história um rapaz com quem a moça se encontrava na juventude. São os dois pólos, o duplo e o diferente, que passam a contornar o dia-a-dia de Lee e com os quais o diretor Shainberg lida até o desfecho da obra.

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