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Não é preciso ver para fazer strip-tease


Do Diário do Grande ABC

06/08/2006 | 08:53


Sexo sem preconceitos ou limites físicos. Para a deficiente visual Priscila de Souza, a relação entre homem e mulher, para ser prazerosa, deve seguir essas duas premissas. Com essa idéia, a massoterapeuta, de apenas 18 anos, participa de um curso de strip-tease promovido por uma sex shop no Centro de Santo André. “Acredito que todo homem gosta de uma surpresa entre quatro paredes. Por isso resolvi investir no curso. Não é porque sou cega que tenho que ser feia ou acomodada”, diz.

A personal sex treiner Fátima Moura é a responsável pelo treinamento. Segundo a professora, qualquer mulher pode fazer um sensual e bem-sucedido strip. “Para isso, porém, é preciso confiança e ensaio. Conhecer e admirar o próprio corpo também são requisitos fundamentais”, explica. Para facilitar o aprendizado de Priscila, porém, a personal realiza toda a coreografia ao lado da aluna. “As dificuldades dela fizeram com que eu tivesse de reorganizar o curso. Precisei dar atenção, por exemplo, à preparação do ambiente e utilização do espaço. A deficiência dela exige cuidados nesse sentido”, afirma.

Atenta aos conselhos da professora, Priscila, que está casada há nove meses, espera o momento certo para presentear o marido. “Se tudo der certo, a grande noite será em outubro, quando comemoramos aniversário de casamento”, conta. Até lá, a moradora de Santo André escuta, com atenção, todas as dicas práticas do curso. “Minha dificuldade visual ajuda, faz com que eu tenha menos vergonha em me expor”, garante.

Segundo Fátima, a surpresa deve mesmo ser guardada para momentos especiais. “Depois que a atriz Ana Paula Arósio fez um strip-tease na lua-de-mel, na novela Páginas da Vida, as pessoas começaram a se interessar mais pela experiência”, garante. A novidade pode e deve ser utilizada sempre que a mulher tiver vontade, e coragem, de ousar.

De acordo com as organizadoras do curso, as noivas têm aprovado a proposta, apresentada durante um especial chá de lingerie. Em vez de reunir as amigas para o tradicional chá de cozinha, a idéia, agora, é transformar a festa em uma reunião com informações sobre sexo. “As pessoas estão cansadas de ouvir o óbvio. Às vezes, é preciso alterar a rotina, propor e fazer coisas novas, mesmo na lua-de-mel”, garante Fátima.

Entre as principais dicas, orientações sobre o figurino (salto alto e cinta-liga são itens obrigatórios), música (de preferência sensuais e animadas) e ambiente (que deve ser preparado com velas aromáticas). “Espero que o investimento seja compensado. Estou ansiosa, meu marido também”, completa Priscila.



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