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Eritréia exige que Etiópia seja reconhecida responsável pela guerra


Do Diário do Grande ABC

10/02/1999 | 11:03


A Eritréia pediu esta quarta-feira que se reconheça a responsabilidade da Etiópia no último episódio da guerra que envolve os dois países do chamado "Chifre da Africa" (Nordeste do continente), antes de qualquer diálogo sobre a paz.

As autoridades da Eritréia também consideraram positivo o pedido do presidente norte-americano, Bill Clinton, para que a Etiopía nao utilize sua aviaçao militar. Um dos bombardeios matou cinco civis da Eritréia nesta terça-feira. Desde 6 de fevereiro, os combates entre os dois países vizinhos, na fronteira comum, de cerca de 1.000 km, têm provocado centenas de baixas nos dois exércitos.

A guerra entre a Eritréia, banhada pelo Mar Vermelho e seu vizinho - vinte vezes mais populoso, com 60 milhoes de habitantes e sem acesso direto ao mar - pode desestabilizar ainda mais o Nordeste africano.

O chanceler da Eritréia, Haile Woldensae, fez um apelo à comunidade internacional - que por sua vez enviou mensagens pela paz aos rivais - para que se reconheça previamente a responsabilidade de Addis Abeba. Segundo ele, é ``injusto, nas atuais circunstâncias, enviar mensagens deste tipo a ambas as partes''. "A Etiópia é o agressor, como sempre foi, mas a comunidade internacional nunca quis pressionar os etíopes para que renunciassem à força", afirmou. Ele disse ainda que a comunidade internacional deve agora "condenar a Etiópia por ter retomado a guerra" e exigir "seu compromisso em resolver, de forma pacífica, os conflitos".

A Eritréia - independente desde maio de 1993, após 30 anos de luta contra Addis Abeba - e a Etiópia estao em guerra por causa de seus limites territoriais.

A Eritréia acusa a Etiópia de ter modificado unilateralmente a fronteira e quer que seja reconhecida a fronteira demarcada na época da colonizaçao italiana.

Além dos EUA, a ONU, a Itália, o Egito e a Argélia pediram a Asmara e a Addis Abeba o cessar-fogo, para evitar que o conflito nao desestabilize ainda mais a já conturbada situaçao política do "Chifre da Africa". O Conselho de Segurança deve votar esta quarta-feira uma resoluçao nesse sentido.

Para as autoridades da Eritréia, a crise tem uma soluçao simples: passa pelo cessar-fogo, pela presença de observadores internacionais ao longo da fronteira e pela demarcaçao da fronteira, a ser confiada a uma comissao de especialistas.



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