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Claudinho prevê que encontrará ‘arapuca’ no Paço de Rio Grande

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeito eleito promete raio X da máquina após quebrar hegemonia de grupo que governou cidade por 16 anos


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande do ABC

17/11/2020 | 00:12


Prefeito eleito de Rio Grande da Serra, Claudinho da Geladeira (Podemos) afirmou que fará diagnóstico da máquina pública a partir do dia 1º de janeiro. Depois de bater na trave duas vezes, o ex-vereador foi eleito no domingo, com 35,56% dos votos válidos (8.656).

A análise do Paço, segundo Claudinho, se faz necessária por causa do tempo em que o grupo do governo do atual prefeito, Gabriel Maranhão (Cidadania), geriu o município: 16 anos. “Nós vamos ter que fazer raio X da máquina, porque são 16 anos, são altos vícios. Não é fácil. Deve ter uma arapuca lá”, brincou o prefeito eleito, em visita ao Diário. acompanhado da vice, Penha Fumagalli (PTB).

Depois de construir hegemonia em Rio Grande da Serra, o grupo governista sucumbiu neste pleito e viu a prefeiturável indicada por Maranhão, a vice-prefeita Marilza de Oliveira (PSD), amargar a terceira colocação, com 27,24% (6.630 votos). O segundo lugar ficou com o vereador Akira Auriani (PSB), que recebeu 33,75% dos votos (8.225). “Acho que o desgaste (contribuiu com a derrota do governo). Foram 16 anos, é natural. Virou um governo acomodado. Quando o casal é acomodado, a casa não vai para frente”, comparou.

O eleito, inclusive, atribuiu o desempenho de Akira ao apoio velado dos próprios governistas na reta final da campanha. A vitória do agora prefeito eleito foi a mais apertada dos últimos anos. A diferença entre ele e Akira foi de apenas 431 votos. “Agora zerou a campanha, o processo eleitoral (acabou). Agora vamos governar e isso é a arte de agregar e fazer um governo para todos”, disse Claudinho, ao projetar a possibilidade de convidar integrantes do atual governo para compor a futura gestão. “Tem gente boa do lado de lá.”

Claudinho, enfim, foi eleito prefeito de Rio Grande após duas tentativas frustradas, nos pleitos de 2012 e 2016. Nas duas vezes em que foi candidato, Claudinho disputou pelo PT – deixou a sigla há dois anos . Na briga de oito anos atrás, ficou marcado por ser o “xodó de Lula”, após fisgar apoio público do ex-presidente à sua empreitada. O hoje prefeito eleito, porém, não acredita que a vitória se deu justamente por ter deixado o petismo. “Não acho (que precisou deixar o PT para vencer). Acho que chegou o nosso momento. A gente aprendeu muitas coisas boas dentro da sigla, tive um grande aprendizado. Mas acho que tudo tem o seu momento. Foram duas candidaturas. A primeira, em 2012, foi para entender como funcionava a coisa. Na segunda vez, tivemos mais uma preparação e, agora, Deus falou: ‘Agora você pode receber o seu diploma’”.

KIKO
O futuro chefe do Executivo evitou antecipar sobre a possível participação do hoje prefeito da vizinha Ribeirão Pires, Adler Kiko Teixeira (PSDB), que foi derrotado por Clóvis Volpi (PL) no domingo, em seu governo. Prefeito de Rio Grande da Serra por dois mandatos, Kiko rompeu com Maranhão – seu sucessor – e se aproximou de Claudinho. “Acho que agora é muito cedo para falar sobre isso. Estamos num período de ter de fazer diagnóstico da cidade, mas foi primordial juntar as pessoas que amam essa cidade”, desconversou Claudinho, ao citar que não recebeu os cumprimentos de Maranhão pela vitória. “Até agora não recebi nenhuma ligação deles”. 



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Claudinho prevê que encontrará ‘arapuca’ no Paço de Rio Grande

Prefeito eleito promete raio X da máquina após quebrar hegemonia de grupo que governou cidade por 16 anos

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande do ABC

17/11/2020 | 00:12


Prefeito eleito de Rio Grande da Serra, Claudinho da Geladeira (Podemos) afirmou que fará diagnóstico da máquina pública a partir do dia 1º de janeiro. Depois de bater na trave duas vezes, o ex-vereador foi eleito no domingo, com 35,56% dos votos válidos (8.656).

A análise do Paço, segundo Claudinho, se faz necessária por causa do tempo em que o grupo do governo do atual prefeito, Gabriel Maranhão (Cidadania), geriu o município: 16 anos. “Nós vamos ter que fazer raio X da máquina, porque são 16 anos, são altos vícios. Não é fácil. Deve ter uma arapuca lá”, brincou o prefeito eleito, em visita ao Diário. acompanhado da vice, Penha Fumagalli (PTB).

Depois de construir hegemonia em Rio Grande da Serra, o grupo governista sucumbiu neste pleito e viu a prefeiturável indicada por Maranhão, a vice-prefeita Marilza de Oliveira (PSD), amargar a terceira colocação, com 27,24% (6.630 votos). O segundo lugar ficou com o vereador Akira Auriani (PSB), que recebeu 33,75% dos votos (8.225). “Acho que o desgaste (contribuiu com a derrota do governo). Foram 16 anos, é natural. Virou um governo acomodado. Quando o casal é acomodado, a casa não vai para frente”, comparou.

O eleito, inclusive, atribuiu o desempenho de Akira ao apoio velado dos próprios governistas na reta final da campanha. A vitória do agora prefeito eleito foi a mais apertada dos últimos anos. A diferença entre ele e Akira foi de apenas 431 votos. “Agora zerou a campanha, o processo eleitoral (acabou). Agora vamos governar e isso é a arte de agregar e fazer um governo para todos”, disse Claudinho, ao projetar a possibilidade de convidar integrantes do atual governo para compor a futura gestão. “Tem gente boa do lado de lá.”

Claudinho, enfim, foi eleito prefeito de Rio Grande após duas tentativas frustradas, nos pleitos de 2012 e 2016. Nas duas vezes em que foi candidato, Claudinho disputou pelo PT – deixou a sigla há dois anos . Na briga de oito anos atrás, ficou marcado por ser o “xodó de Lula”, após fisgar apoio público do ex-presidente à sua empreitada. O hoje prefeito eleito, porém, não acredita que a vitória se deu justamente por ter deixado o petismo. “Não acho (que precisou deixar o PT para vencer). Acho que chegou o nosso momento. A gente aprendeu muitas coisas boas dentro da sigla, tive um grande aprendizado. Mas acho que tudo tem o seu momento. Foram duas candidaturas. A primeira, em 2012, foi para entender como funcionava a coisa. Na segunda vez, tivemos mais uma preparação e, agora, Deus falou: ‘Agora você pode receber o seu diploma’”.

KIKO
O futuro chefe do Executivo evitou antecipar sobre a possível participação do hoje prefeito da vizinha Ribeirão Pires, Adler Kiko Teixeira (PSDB), que foi derrotado por Clóvis Volpi (PL) no domingo, em seu governo. Prefeito de Rio Grande da Serra por dois mandatos, Kiko rompeu com Maranhão – seu sucessor – e se aproximou de Claudinho. “Acho que agora é muito cedo para falar sobre isso. Estamos num período de ter de fazer diagnóstico da cidade, mas foi primordial juntar as pessoas que amam essa cidade”, desconversou Claudinho, ao citar que não recebeu os cumprimentos de Maranhão pela vitória. “Até agora não recebi nenhuma ligação deles”. 

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