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Paulo Serra, próximo líder político regional


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

17/11/2020 | 00:36


Os 266.591 votos recebidos no domingo colocaram o prefeito reeleito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), em outro patamar dentro do tucanato. Ele foi o político mais bem votado de todo o Grande ABC, apesar de Santo André não possuir o maior colégio eleitoral regional. Soma-se a isso o fato de nenhum opositor conseguir minimamente se consolidar na cidade. Dentro do PSDB, começou a ganhar corpo movimento para transformar Paulo Serra em líder regional da legenda. O posto estava reservado para Orlando Morando (PSDB), que, no pleito de 2016, havia sido considerado o maior vitorioso do Grande ABC. Mas em vez de construir, Morando destruiu. Muitas vezes taxado de truculento, o prefeito de São Bernardo nem de longe se colocou na condição de liderança regional. A expectativa com Paulo Serra, porém, é completamente diferente. Respaldado pela expressiva – e histórica – votação, o prefeito de Santo André deve, conforme avaliações de diversos tucanos, se consolidar como figura de destaque do partido, inclusive para voos muito maiores em outras eleições.

Missão dada
E, ao que parece, o prefeito reeleito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), está disposto a ser esse líder regional, de fato atuando em prol do Grande ABC, não apenas de seu reduto eleitoral. Ontem, em entrevistas – inclusive ao Diário –, disse que uma de suas missões será cobrar do governo do Estado, gerenciado pelo correligionário João Doria, as promessas das obras de mobilidade à região. Citou a Estação Pirelli da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e a Linha 18-Bronze do Metrô como pautas prioritárias do próximo mandato. A primeira obra foi prometida, mas não avançou. A segunda, que interligaria o Grande ABC à malha metroviária da Capital via monotrilho, foi enterrada por Doria, substituída por um BRT (sigla em inglês para ônibus de alta velocidade) e também não andou.

Inferno astral
O advogado Walter Estevam Junior (Republicanos) iniciou, em 2017, movimento na tentativa de ser candidato a prefeito de São Caetano. Termina o pleito deste ano com saldo nada animador. Estevam, que é dono do jornal ABC Repórter, viu sua empresa ser multada em R$ 53 mil por divulgar pesquisa irregular. Depois, seu periódico foi alvo de ação judicial eleitoral de busca e apreensão por divulgação de notícia inverídica contra o prefeito reeleito José Auricchio Júnior (PSDB). Para terminar o inferno astral, sua campanha a vereador – já que a de prefeito naufragou antes mesmo de desatracar – registrou somente 467 votos, desempenho muito longe de ser eleito.

Incertezas
Atual vice-prefeito de São Caetano, Beto Vidoski (PSDB) recebeu 1.921 votos para vereador na eleição de outubro. Porém, como ele teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral, suas adesões aparecem sub júdice. Se o desempenho for validado, duas possibilidades são comentadas nos bastidores da política local. A primeira é a de que haveria recálculo do quociente eleitoral e, assim, o PSDB teria mais uma cadeira – ou seja, Beto herdaria vaga de Edison Parra (Podemos). Porém, há outra tese comentada. Que a contabilização dos votos não mudaria a composição dos partidos na casa. Assim, Beto pegaria o lugar de Daniel Córdoba (PSDB).

Licença à vista
Nem bem foi reeleito prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB) já falou na possibilidade de pedir licença da função de chefe do Executivo são-bernardense para fazer campanha. Morando disse que se colocou à disposição do prefeito Bruno Covas (PSDB), que está no segundo turno na Capital contra Guilherme Boulos (Psol). Ele aguarda resposta do correligionário. Se houver o aceite, Morando avisou: vai se licenciar do cargo de prefeito, passará o comando da cidade ao vice, Marcelo Lima (PSD), e pedirá votos a Covas.

Poderio
Por falar no vice-prefeito Marcelo Lima (PSD), aumentou a bancada ligada a ele na Câmara de São Bernardo, fato que adicionará força ao pessedista dentro do governo. Foram eleitos Danilo Lima (PSDB, primo de Marcelo e o mais votado da cidade, com 8.930 votos), Ivan Silva (PP), Fran Silva (PSD) e Netinho Rodrigues (PP) – com exceção de Netinho, o restante figurou no top 5 do desempenho eleitoral por cadeiras no Legislativo de São Bernardo.



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