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Auricchio cita motivação e desafios para o quarto mandato

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeito de S.Caetano afirma que pode ser sua última passagem pelo Paço: ‘Quero dar o melhor’


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

17/11/2020 | 00:01


Prefeito reeleito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB) não tem dúvidas: o quarto mandato será o mais desafiador de sua carreira política. O tucano fez história no domingo, ao ser a primeira figura do Grande ABC a comandar um município em quatro oportunidades – havia gerido a cidade de 2005 a 2008, de 2009 a 2012 e de 2017 a 2020. No domingo, recebeu 42.842 votos (45,28% dos válidos).

“Como provavelmente será meu último mandato, quero dar meu melhor. As circunstâncias colocadas pelo momento exigem medidas efetivas e acredito que o cenário atual mostrará quem veio para fazer trabalho sério. Será hora de separar os homens dos meninos”, afirmou Auricchio. “Estou motivado para fazer meu melhor por São Caetano. Evidentemente que estaremos em um quadro de pandemia, com queda de receita, e desafio redobrado. É o principal desafio da próxima leva de prefeitos. Mas quero fazer deste o melhor mandato.”

Ao vencer o pleito de domingo, Auricchio também superou duas lendas da política são-caetanense: Hermógenes Walter Braido e Luiz Olinto Tortorello. Os dois foram prefeitos por três oportunidades.

“O número de mandatos a gente supera. Mas o carinho, o respeito e a memória são permanentes. A estatura dos ex-prefeitos Braido e Tortorello são históricas para a política da cidade. Quando me colocam ao lado deles, eu me sinto pequeno do ponto de vista da política. Eu me dou por muito satisfeito de ter aprendido com eles a cuidar dos interesses públicos de São Caetano”, disse o tucano.

Auricchio passou o dia no Hospital Sírio-Libanês, na Capital, se recuperando de quadro de Covid-19. Ele foi diagnosticado com o vírus na semana passada, o que impediu até mesmo seu voto. Além de não ter conseguido votar em si mesmo, o prefeito eleito criticou o comportamento da oposição, em especial do ex-vereador Fabio Palacio (PSD).

Ao analisar os motivos pelos quais a diferença no voto para Palacio não foi maior, o tucano reclamou do pessedista e do advogado Walter Estevam Junior (Republicanos), candidato derrotado a vereador e dono do jornal ABC Repórter, que, no sábado, divulgou informação de que os votos de Auricchio seriam anulados – a Justiça Eleitoral determinou a apreensão dos periódicos.

“Houve uma manifestação da oposição de forma sorrateira e ilegal com informação inverídica por meio de veículo de comunicação que tenho dúvidas se posso chamá-lo dessa maneira. (Esse material foi) Replicado pela campanha do adversário (Palacio). A gente acometido pela Covid, estava em casa sem poder sair. Formou caldo que se transformou em desidratação de votos. Mas tínhamos gordura para queimar”, ponderou.

Sobre sua situação jurídica, Auricchio mostrou confiança em reverter o atual cenário. O tucano teve candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral em São Caetano por condenação por doação irregular na campanha de 2016. Sua defesa conseguiu efeito suspensivo no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) e aguarda que o próprio TRE-SP reverta a condição de indeferimento da campanha. “Não foi uma medida periférica (o efeito suspensivo), foi do presidente do TRE (Waldir Nuevo Campos). O efeito suspensivo é claro quando à suspensão da questão da inelegibilidade. Houve também a vontade soberana da população, que mostrou seu desejo (pela continuidade do governo). Tenho impressão que a somatória desses pontos dará segurança para ter o registro validado”, apontou. “Agora queremos que o TRE-SP acelere essa análise”, emendou. Auricchio tem até o dia 31 de dezembro para conseguir reverter a punição e ver os votos liberados. 



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Auricchio cita motivação e desafios para o quarto mandato

Prefeito de S.Caetano afirma que pode ser sua última passagem pelo Paço: ‘Quero dar o melhor’

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

17/11/2020 | 00:01


Prefeito reeleito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB) não tem dúvidas: o quarto mandato será o mais desafiador de sua carreira política. O tucano fez história no domingo, ao ser a primeira figura do Grande ABC a comandar um município em quatro oportunidades – havia gerido a cidade de 2005 a 2008, de 2009 a 2012 e de 2017 a 2020. No domingo, recebeu 42.842 votos (45,28% dos válidos).

“Como provavelmente será meu último mandato, quero dar meu melhor. As circunstâncias colocadas pelo momento exigem medidas efetivas e acredito que o cenário atual mostrará quem veio para fazer trabalho sério. Será hora de separar os homens dos meninos”, afirmou Auricchio. “Estou motivado para fazer meu melhor por São Caetano. Evidentemente que estaremos em um quadro de pandemia, com queda de receita, e desafio redobrado. É o principal desafio da próxima leva de prefeitos. Mas quero fazer deste o melhor mandato.”

Ao vencer o pleito de domingo, Auricchio também superou duas lendas da política são-caetanense: Hermógenes Walter Braido e Luiz Olinto Tortorello. Os dois foram prefeitos por três oportunidades.

“O número de mandatos a gente supera. Mas o carinho, o respeito e a memória são permanentes. A estatura dos ex-prefeitos Braido e Tortorello são históricas para a política da cidade. Quando me colocam ao lado deles, eu me sinto pequeno do ponto de vista da política. Eu me dou por muito satisfeito de ter aprendido com eles a cuidar dos interesses públicos de São Caetano”, disse o tucano.

Auricchio passou o dia no Hospital Sírio-Libanês, na Capital, se recuperando de quadro de Covid-19. Ele foi diagnosticado com o vírus na semana passada, o que impediu até mesmo seu voto. Além de não ter conseguido votar em si mesmo, o prefeito eleito criticou o comportamento da oposição, em especial do ex-vereador Fabio Palacio (PSD).

Ao analisar os motivos pelos quais a diferença no voto para Palacio não foi maior, o tucano reclamou do pessedista e do advogado Walter Estevam Junior (Republicanos), candidato derrotado a vereador e dono do jornal ABC Repórter, que, no sábado, divulgou informação de que os votos de Auricchio seriam anulados – a Justiça Eleitoral determinou a apreensão dos periódicos.

“Houve uma manifestação da oposição de forma sorrateira e ilegal com informação inverídica por meio de veículo de comunicação que tenho dúvidas se posso chamá-lo dessa maneira. (Esse material foi) Replicado pela campanha do adversário (Palacio). A gente acometido pela Covid, estava em casa sem poder sair. Formou caldo que se transformou em desidratação de votos. Mas tínhamos gordura para queimar”, ponderou.

Sobre sua situação jurídica, Auricchio mostrou confiança em reverter o atual cenário. O tucano teve candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral em São Caetano por condenação por doação irregular na campanha de 2016. Sua defesa conseguiu efeito suspensivo no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) e aguarda que o próprio TRE-SP reverta a condição de indeferimento da campanha. “Não foi uma medida periférica (o efeito suspensivo), foi do presidente do TRE (Waldir Nuevo Campos). O efeito suspensivo é claro quando à suspensão da questão da inelegibilidade. Houve também a vontade soberana da população, que mostrou seu desejo (pela continuidade do governo). Tenho impressão que a somatória desses pontos dará segurança para ter o registro validado”, apontou. “Agora queremos que o TRE-SP acelere essa análise”, emendou. Auricchio tem até o dia 31 de dezembro para conseguir reverter a punição e ver os votos liberados. 

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