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MPF denuncia fundador da CVC devido à propina

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Guilherme Paulus e outros cinco foram acusados de pagar R$ 966 mil a auditores da Receita


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

17/11/2020 | 00:07


O MPF (Ministério Público Federal) denunciou seis pessoas por propinas de R$ 966 mil a auditores da Receita Federal em troca da liberação de restituições travadas no Fisco. Entre os denunciados, estão o fundador da CVC Corp, empresa do setor de turismo sediada em Santo André – Guilherme Paulus, que se tornou delator no caso.

Além dele, também há envolvimento do auditor-fiscal Rubens Fernando Ribas, o advogado e ex-auditor Jackson Matsui, os empresários Átila Reys Silva e Fábio Claro, e o contador Válter Gonçalves, que também fechou acordo de colaboração premiada.

A Procuradoria relata que as propinas correspondem a 10% dos valores liberados pelos auditores do Fisco para empresas de Paulus entre 2014 e 2015.

As propinas foram lavadas por meio de cheques depositados em nome de empresas administradas por ‘laranjas’ e em depósito de valores fracionados. Segundo o MPF, apesar de integrarem o esquema com Paulus, os auditores da Receita já miravam movimentações do empresário – na casa de Ribas foram localizados documentos relacionados às empresas de Paulus, além de R$ 55 mil em espécie.

O grupo foi investigado na Operação Checkout, deflagrada em março do ano passado. O inquérito ficou suspenso entre julho e dezembro por causa da liminar do ministro Dias Toffoli, então presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), que paralisou os casos envolvendo relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). As investigações voltaram a andar após a Corte derrubar a liminar, no início de dezembro.

Questionada, a CVC informou que Guilherme Paulus não ocupa cargo executivo ou na administração da companhia. Procurados por O Estado de S.Paulo, os demais citados não se manifestaram.

BALANÇO

Ontem, a CVC Corp comentou os resultados do terceiro trimestre com o mercado. A pandemia segue impactando vendas e embarques. As reservas confirmadas no Brasil somaram R$ 874 milhões no terceiro trimestre, queda de 78,2% em ao mesmo período do ano passado. O prejuízo líquido no período chegou a R$ 215,5 milhões.

Apesar dos números, a companhia manteve narrativa otimista. Em nota, diz que aposta nos destinos nacionais para a retomada. “Nossa venda de setembro de 2020 atingiu 35% da registrada em setembro de 2019. Ainda em abril de 2020, esse percentual foi de 2%”, informou.

(com Estadão Conteúdo)
 



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MPF denuncia fundador da CVC devido à propina

Guilherme Paulus e outros cinco foram acusados de pagar R$ 966 mil a auditores da Receita

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

17/11/2020 | 00:07


O MPF (Ministério Público Federal) denunciou seis pessoas por propinas de R$ 966 mil a auditores da Receita Federal em troca da liberação de restituições travadas no Fisco. Entre os denunciados, estão o fundador da CVC Corp, empresa do setor de turismo sediada em Santo André – Guilherme Paulus, que se tornou delator no caso.

Além dele, também há envolvimento do auditor-fiscal Rubens Fernando Ribas, o advogado e ex-auditor Jackson Matsui, os empresários Átila Reys Silva e Fábio Claro, e o contador Válter Gonçalves, que também fechou acordo de colaboração premiada.

A Procuradoria relata que as propinas correspondem a 10% dos valores liberados pelos auditores do Fisco para empresas de Paulus entre 2014 e 2015.

As propinas foram lavadas por meio de cheques depositados em nome de empresas administradas por ‘laranjas’ e em depósito de valores fracionados. Segundo o MPF, apesar de integrarem o esquema com Paulus, os auditores da Receita já miravam movimentações do empresário – na casa de Ribas foram localizados documentos relacionados às empresas de Paulus, além de R$ 55 mil em espécie.

O grupo foi investigado na Operação Checkout, deflagrada em março do ano passado. O inquérito ficou suspenso entre julho e dezembro por causa da liminar do ministro Dias Toffoli, então presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), que paralisou os casos envolvendo relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). As investigações voltaram a andar após a Corte derrubar a liminar, no início de dezembro.

Questionada, a CVC informou que Guilherme Paulus não ocupa cargo executivo ou na administração da companhia. Procurados por O Estado de S.Paulo, os demais citados não se manifestaram.

BALANÇO

Ontem, a CVC Corp comentou os resultados do terceiro trimestre com o mercado. A pandemia segue impactando vendas e embarques. As reservas confirmadas no Brasil somaram R$ 874 milhões no terceiro trimestre, queda de 78,2% em ao mesmo período do ano passado. O prejuízo líquido no período chegou a R$ 215,5 milhões.

Apesar dos números, a companhia manteve narrativa otimista. Em nota, diz que aposta nos destinos nacionais para a retomada. “Nossa venda de setembro de 2020 atingiu 35% da registrada em setembro de 2019. Ainda em abril de 2020, esse percentual foi de 2%”, informou.

(com Estadão Conteúdo)
 

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