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Em 2021, Pix deve contar com saques

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sistema entrou em operação hoje e já permite transferências entre bancos diferentes sem custo


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

16/11/2020 | 21:55


O Pix, sistema de pagamentos instantâneos anunciado pelo BC (Banco Central), entrou em funcionamento pleno hoje por meio de mais 700 instituições bancárias credenciadas. Com objetivo de simplificar transações, como transferência para bancos diferentes que serão feitos sem a cobrança de taxas para a PF (Pessoa Física), a expectativa é que mais etapas sejam incorporadas. Os saques e parcelamentos de pagamentos devem fazer parte do sistema no primeiro semestre de 2021.

A avaliação do BC é que o primeiro dia de operação ampla transcorreu de forma normal, “com incidentes pontuais esperados”. Foram feitos mais de 1 milhão de transações. “Embora tenha havido situações pontuais em que o efetivo crédito na conta do cliente tenha sido feito em tempo superior ao exigido nos requisitos de nível de serviço, esses incidentes foram considerados naturais pela equipe técnica do Banco Central, dada a complexidade dessa inovação tecnológica”, informou a instituição, por meio de nota. 

De fato, a equipe do Diário testou o sistema à noite e tudo funcionou com normalidade. E, em poucos minutos, o dinheiro estava na conta.

A expectativa é a de que no primeiro semestre do ano que vem mais funcionalidades sejam incorporados ao sistema, entre eles o saque e o parcelamento de compras, parecido com o que já é feito no cartão de crédito.

Inicialmente, o correntista já economiza nas transferências pelo Pix, uma vez que não há custos e o dinheiro cai na hora. Não é preciso mais esperar horário comercial para transferir o dinheiro nem dia útil para compensar a operação. Por exemplo, se uma pessoa precisa fazer cinco transferências para bancos diferentes, e cada taxa é de R$ 15, serão poupados R$ 75 mensalmente.

“Ao optar pelo recurso, o consumidor tem, instantaneamente, mais liquidez. Com a pandemia do novo coronavírus e o distanciamento social, muita gente começou a operar pelo on-line, e houve aceleração no comportamento do uso de soluções digitais. Muita gente usou o celular para abrir uma conta digital", afirmou o consultor financeiro Bruno Diniz.

E, mesmo assim, ainda existem 45 milhões de brasileiros desbancarizados, que podem ingressar no sistema a partir de agora, com a isenção dos custos de transferência.

Diniz completou que outra vantagem é que as fintechs também estarão incluídas, o que gera maior concorrência. “O Pix derruba um componente importante que são as taxas da TED (Transferência Eletrônica DIsponível). Vai existir uma perda para os bancos em termos de tarifa. Com a entrada das fintechs haverá uma competição maior, já que elas tendem a praticamente zerar qualquer taxa (que atualmente podem ser cobradas para empresas e pessoas jurídicas).”

“Muitos empresários pequenos não podem pagar taxas de maquininhas, por exemplo, mas agora vão poder receber o dinheiro na hora e em um sistema seguro”, disse Manoel Alexandre Bueno e Silva, head do CAPCO Digital Lab São Paulo, ao citar que é possível efetuar o pagamento por meio de QR Code gerado na hora, o que também tender a substituir os boletos no curto prazo. 



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Em 2021, Pix deve contar com saques

Sistema entrou em operação hoje e já permite transferências entre bancos diferentes sem custo

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

16/11/2020 | 21:55


O Pix, sistema de pagamentos instantâneos anunciado pelo BC (Banco Central), entrou em funcionamento pleno hoje por meio de mais 700 instituições bancárias credenciadas. Com objetivo de simplificar transações, como transferência para bancos diferentes que serão feitos sem a cobrança de taxas para a PF (Pessoa Física), a expectativa é que mais etapas sejam incorporadas. Os saques e parcelamentos de pagamentos devem fazer parte do sistema no primeiro semestre de 2021.

A avaliação do BC é que o primeiro dia de operação ampla transcorreu de forma normal, “com incidentes pontuais esperados”. Foram feitos mais de 1 milhão de transações. “Embora tenha havido situações pontuais em que o efetivo crédito na conta do cliente tenha sido feito em tempo superior ao exigido nos requisitos de nível de serviço, esses incidentes foram considerados naturais pela equipe técnica do Banco Central, dada a complexidade dessa inovação tecnológica”, informou a instituição, por meio de nota. 

De fato, a equipe do Diário testou o sistema à noite e tudo funcionou com normalidade. E, em poucos minutos, o dinheiro estava na conta.

A expectativa é a de que no primeiro semestre do ano que vem mais funcionalidades sejam incorporados ao sistema, entre eles o saque e o parcelamento de compras, parecido com o que já é feito no cartão de crédito.

Inicialmente, o correntista já economiza nas transferências pelo Pix, uma vez que não há custos e o dinheiro cai na hora. Não é preciso mais esperar horário comercial para transferir o dinheiro nem dia útil para compensar a operação. Por exemplo, se uma pessoa precisa fazer cinco transferências para bancos diferentes, e cada taxa é de R$ 15, serão poupados R$ 75 mensalmente.

“Ao optar pelo recurso, o consumidor tem, instantaneamente, mais liquidez. Com a pandemia do novo coronavírus e o distanciamento social, muita gente começou a operar pelo on-line, e houve aceleração no comportamento do uso de soluções digitais. Muita gente usou o celular para abrir uma conta digital", afirmou o consultor financeiro Bruno Diniz.

E, mesmo assim, ainda existem 45 milhões de brasileiros desbancarizados, que podem ingressar no sistema a partir de agora, com a isenção dos custos de transferência.

Diniz completou que outra vantagem é que as fintechs também estarão incluídas, o que gera maior concorrência. “O Pix derruba um componente importante que são as taxas da TED (Transferência Eletrônica DIsponível). Vai existir uma perda para os bancos em termos de tarifa. Com a entrada das fintechs haverá uma competição maior, já que elas tendem a praticamente zerar qualquer taxa (que atualmente podem ser cobradas para empresas e pessoas jurídicas).”

“Muitos empresários pequenos não podem pagar taxas de maquininhas, por exemplo, mas agora vão poder receber o dinheiro na hora e em um sistema seguro”, disse Manoel Alexandre Bueno e Silva, head do CAPCO Digital Lab São Paulo, ao citar que é possível efetuar o pagamento por meio de QR Code gerado na hora, o que também tender a substituir os boletos no curto prazo. 

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