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Paulo Serra quebra marca e bate índice histórico em Santo André

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Candidato à reeleição obteve 76,88% dos votos, interrompendo série de derrotas em projetos governistas


Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

16/11/2020 | 03:00


Paulo Serra (PSDB) queria quebrar o tabu de Santo André, que desde 2004 não reelegia um prefeito. Acabou fazendo história. Com 100% das urnas apuradas, o chefe do Executivo foi reconduzido ao cargo com 266.591 votos, 76,88% dos válidos, pulverizando recorde que pertencia ao ex-prefeito Celso Daniel (PT). Contra oito adversários, Paulo Serra não deu chances aos rivais. Em 2000, quando Celso conquistou a reeleição, o então petista atingiu 250.506 votos – 70,13% dos válidos. À época, o político disputou o Paço contra outros quatro concorrentes. De quebra, Paulo Serra foi o mais bem votado, em índices nominais, no Grande ABC, superando o correligionário Orlando Morando, de São Bernardo.

A segunda colocação ficou com a vereadora Bete Siraque (PT). Em sua primeira aparição na corrida majoritária, a petista obteve 7,35% dos válidos (25.493 votos). Foi a primeira vez, desde a fundação do PT, em 1980, que o partido não é protagonista do pleito andreense, apesar de ela ter superado Bruno Daniel (Psol), irmão de Celso, que terminou na terceira posição, ao atingir 25.018 votos (7,21% dos válidos) – 475 sufrágios de diferença.

Ex-vereador e ex-secretário, Ailton Lima (PSB) decepcionou. Com votação surpreendente em 2016, quando terminou com 49,9 mil votos, Ailton repetiu a quarta colocação da eleição municipal anterior, mas com um desabamento do número de adesões – obteve 17.636 (5,09%) desta vez. Sargento Lobo (Patriota) chegou a 1,95% dos válidos; Dennis Ferrão (PRTB), a 1,02%; o ex-prefeito João Avamileno (SD), 0,28%; Alex Arrais (PTC), 0,16%; e Simone Souza (PCO), 0,07%. Foram 4,61% de votos em branco e outros 9,66% nulos. O índice de abstenção ficou em 28,9%.

O tucano admitiu que foi pego de surpreso com o tamanho do resultado. “Com o número, sim. Havia perspectiva, números, receptividade, pesquisas mostravam grande possibilidade de vencer no primeiro turno. Mas sem dúvida que esse número acima de 70% é histórico. A maior votação que um prefeito teve na história, nos surpreende positivamente, mas é reconhecimento das pessoas que o poder público voltou a chegar até elas”, disse Paulo Serra, em entrevista depois de confirmado o resultado.

Para evitar aglomerações, a campanha tucana não abriu comitês para acompanhamento da apuração. A demora na divulgação dos resultados somente adicionava doses de tensão durante a avaliação final. Mesmo com a abertura das primeiras urnas – e a consolidação do percentual acima da casa dos 70% de Paulo Serra –, o tucano adotou cautela. Somente com a marcha da apuração avançada que ele traçou seu panorama sobre o recorde.

“(Resultado) Recoloca Santo André como protagonista nesta questão política como há muito tempo não se via. Cidade tinha 20 anos que não via reeleição, que não existia esse reconhecimento, que não havia materialização do sentimento das pessoas com relação à gestão que validou de forma positiva. Isso sem dúvida emplaca esse reconhecimento político”, analisou o prefeito.

Chance de não ter 2º turno motiva os discursos
Tucano falou em quebrar tabu histórico sobre reeleição e Bruno Daniel pregou oposição real

A possibilidade de encerrar a disputa em Santo André já no primeiro turno foi o assunto central do prefeito Paulo Serra (PSDB), que tentava a reeleição, e Bruno Daniel (Psol), que, conforme pesquisas de intenções de voto realizadas durante a corrida eleitoral, foi quem se consolidou na segunda colocação.

O tucano depositou seu voto na escola Educandário Santo Antônio, na Vila Alpina, acompanhado da mulher, Ana Carolina. Se durante a eleição o chefe do Executivo evitava polemizar sobre o favoritismo, ontem, desceu do muro.

“Tabu existe para ser quebrado”, disse, em referência a dois feitos que há décadas não acontecem em Santo André. Desde 2004, quando João Avamileno (ex-PT, agora no SD) se reelegeu, o eleitor da cidade não reconduz um gestor à principal cadeira do Paço. E desde 2000 um prefeito eleito e reeleito, situação ocorrida com Celso Daniel (PT) – Avamileno herdou a cadeira de Celso depois da morte do petista, em 2002.

“Não duvidamos de pesquisas sérias, que têm apontado possibilidade de vitória (no primeiro turno). Mas a gente está preparado também para, se necessário, enfrentar segundo turno. Respeitamos muito a vontade democrática, materialização da vontade popular por meio do voto. Claro que desejamos muito que as expectativas materializadas nas pesquisas se confirmem, mas estamos preparados, se for o caso, para mais 15 dias”, emendou.

Em sua primeira aparição como candidato, Bruno Daniel fez balanço positivo de sua campanha e a de seu partido em Santo André. Depois de votar na EE Hermínia Lopes Lobo, na Vila Assunção, o irmão do ex-prefeito Celso Daniel (PT) fez reflexão sobre a empreitada, reconheceu o favoritismo de Paulo Serra, mas avaliou que o Psol terá bancada no Legislativo e que ela será de oposição “para valer” ao governo tucano. “Agora, vamos imaginar que não cheguemos ao segundo turno, a partir de 2021, teremos certamente bancada na Câmara e uma verdadeira oposição ao Paulo Serra. De qualquer forma, acredito que vamos decidir no segundo turno. Aí é outra eleição, outro engajamento.”



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Paulo Serra quebra marca e bate índice histórico em Santo André

Candidato à reeleição obteve 76,88% dos votos, interrompendo série de derrotas em projetos governistas

Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

16/11/2020 | 03:00


Paulo Serra (PSDB) queria quebrar o tabu de Santo André, que desde 2004 não reelegia um prefeito. Acabou fazendo história. Com 100% das urnas apuradas, o chefe do Executivo foi reconduzido ao cargo com 266.591 votos, 76,88% dos válidos, pulverizando recorde que pertencia ao ex-prefeito Celso Daniel (PT). Contra oito adversários, Paulo Serra não deu chances aos rivais. Em 2000, quando Celso conquistou a reeleição, o então petista atingiu 250.506 votos – 70,13% dos válidos. À época, o político disputou o Paço contra outros quatro concorrentes. De quebra, Paulo Serra foi o mais bem votado, em índices nominais, no Grande ABC, superando o correligionário Orlando Morando, de São Bernardo.

A segunda colocação ficou com a vereadora Bete Siraque (PT). Em sua primeira aparição na corrida majoritária, a petista obteve 7,35% dos válidos (25.493 votos). Foi a primeira vez, desde a fundação do PT, em 1980, que o partido não é protagonista do pleito andreense, apesar de ela ter superado Bruno Daniel (Psol), irmão de Celso, que terminou na terceira posição, ao atingir 25.018 votos (7,21% dos válidos) – 475 sufrágios de diferença.

Ex-vereador e ex-secretário, Ailton Lima (PSB) decepcionou. Com votação surpreendente em 2016, quando terminou com 49,9 mil votos, Ailton repetiu a quarta colocação da eleição municipal anterior, mas com um desabamento do número de adesões – obteve 17.636 (5,09%) desta vez. Sargento Lobo (Patriota) chegou a 1,95% dos válidos; Dennis Ferrão (PRTB), a 1,02%; o ex-prefeito João Avamileno (SD), 0,28%; Alex Arrais (PTC), 0,16%; e Simone Souza (PCO), 0,07%. Foram 4,61% de votos em branco e outros 9,66% nulos. O índice de abstenção ficou em 28,9%.

O tucano admitiu que foi pego de surpreso com o tamanho do resultado. “Com o número, sim. Havia perspectiva, números, receptividade, pesquisas mostravam grande possibilidade de vencer no primeiro turno. Mas sem dúvida que esse número acima de 70% é histórico. A maior votação que um prefeito teve na história, nos surpreende positivamente, mas é reconhecimento das pessoas que o poder público voltou a chegar até elas”, disse Paulo Serra, em entrevista depois de confirmado o resultado.

Para evitar aglomerações, a campanha tucana não abriu comitês para acompanhamento da apuração. A demora na divulgação dos resultados somente adicionava doses de tensão durante a avaliação final. Mesmo com a abertura das primeiras urnas – e a consolidação do percentual acima da casa dos 70% de Paulo Serra –, o tucano adotou cautela. Somente com a marcha da apuração avançada que ele traçou seu panorama sobre o recorde.

“(Resultado) Recoloca Santo André como protagonista nesta questão política como há muito tempo não se via. Cidade tinha 20 anos que não via reeleição, que não existia esse reconhecimento, que não havia materialização do sentimento das pessoas com relação à gestão que validou de forma positiva. Isso sem dúvida emplaca esse reconhecimento político”, analisou o prefeito.

Chance de não ter 2º turno motiva os discursos
Tucano falou em quebrar tabu histórico sobre reeleição e Bruno Daniel pregou oposição real

A possibilidade de encerrar a disputa em Santo André já no primeiro turno foi o assunto central do prefeito Paulo Serra (PSDB), que tentava a reeleição, e Bruno Daniel (Psol), que, conforme pesquisas de intenções de voto realizadas durante a corrida eleitoral, foi quem se consolidou na segunda colocação.

O tucano depositou seu voto na escola Educandário Santo Antônio, na Vila Alpina, acompanhado da mulher, Ana Carolina. Se durante a eleição o chefe do Executivo evitava polemizar sobre o favoritismo, ontem, desceu do muro.

“Tabu existe para ser quebrado”, disse, em referência a dois feitos que há décadas não acontecem em Santo André. Desde 2004, quando João Avamileno (ex-PT, agora no SD) se reelegeu, o eleitor da cidade não reconduz um gestor à principal cadeira do Paço. E desde 2000 um prefeito eleito e reeleito, situação ocorrida com Celso Daniel (PT) – Avamileno herdou a cadeira de Celso depois da morte do petista, em 2002.

“Não duvidamos de pesquisas sérias, que têm apontado possibilidade de vitória (no primeiro turno). Mas a gente está preparado também para, se necessário, enfrentar segundo turno. Respeitamos muito a vontade democrática, materialização da vontade popular por meio do voto. Claro que desejamos muito que as expectativas materializadas nas pesquisas se confirmem, mas estamos preparados, se for o caso, para mais 15 dias”, emendou.

Em sua primeira aparição como candidato, Bruno Daniel fez balanço positivo de sua campanha e a de seu partido em Santo André. Depois de votar na EE Hermínia Lopes Lobo, na Vila Assunção, o irmão do ex-prefeito Celso Daniel (PT) fez reflexão sobre a empreitada, reconheceu o favoritismo de Paulo Serra, mas avaliou que o Psol terá bancada no Legislativo e que ela será de oposição “para valer” ao governo tucano. “Agora, vamos imaginar que não cheguemos ao segundo turno, a partir de 2021, teremos certamente bancada na Câmara e uma verdadeira oposição ao Paulo Serra. De qualquer forma, acredito que vamos decidir no segundo turno. Aí é outra eleição, outro engajamento.”

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