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Claudinho, enfim, se torna prefeito de Rio Grande da Serra

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Por diferença de 431 votos, ex-vereador se elege em corrida acirrada contra Akira; Marilza fica em terceiro


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

16/11/2020 | 02:17


 O ex-vereador Claudinho da Geladeira (Podemos), enfim, se elegeu prefeito de Rio Grande da Serra. Em sua terceira tentativa de chegar ao Paço, a primeira fora do PT, o ex-parlamentar encarou uma eleição acirrada e superou o vereador Akira Auriani (PSB) por uma diferença de 431 votos. Claudinho conquistou 8.656 votos (35,56% dos válidos), ante 8.225 (33,79%) de Akira. A terceira colocada foi a atual vice-prefeita da cidade, Marilza de Oliveira (PSD), indicada pelo prefeito Gabriel Maranhão (Cidadania). Ela obteve 6.630 votos (27,24% dos válidos).

O desânimo com a candidatura governista foi tamanho que Maranhão nem sequer esperou a apuração começar para abandonar sua candidata e ir festejar na cidade vizinha – no começo da noite, apareceu na festa da vitória de Clóvis Volpi (PL), prefeito eleito de Ribeirão Pires, puxou uma reza e discursou. Depois de ser xodó do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando, em 2012, pelo PT, encantou o cacique petista pela simplicidade em uma visita ao Instituto Lula, Claudinho decidiu que era hora de deixar o petismo. E, no Podemos, encontrou guarida para fortalecer seu projeto e encarar um grupo que se sustentava havia 16 anos à frente da Prefeitura de Rio Grande.

Para isso, além da mudança de partido, Claudinho contou com um ingrediente vital: o racha, nos bastidores, de Maranhão e do ex-prefeito Adler Kiko Teixeira (PSDB) – atual prefeito de Ribeirão, derrotado por Volpi. Kiko articulou uma candidatura mais robusta a Claudinho no município. Maranhão deu troco ao figurar no festejo de Volpi, algoz do ex-padrinho político.

Antes de a apuração se tornar pública, o clima era de apreensão. Na contagem informal, dirigentes da campanha de Claudinho apostavam em uma vitória por margem apertada. A avaliação era a de que, ciente da dificuldade da candidatura de Marilza, Maranhão autorizou o desembarque em massa para fortalecer a campanha de Akira.

Mesmo nesse cenário, Claudinho foi para a galera. Apareceu no comitê, no Centro da cidade. Discursou, abraçou apoiadores, foi aos braços dos aliados. Tudo desrespeitando os protocolos sanitários. Mas Claudinho não escondeu a emoção. “Nunca desista de seus sonhos e sempre acredite em você. Não foi fácil chegar aqui. É a vitória do povo para o povo. No nosso governo, faremos coisas para toda a cidade. Rio Grande não pode continuar sendo um bairro do Grande ABC”, disse Claudinho. A declaração emocionada foi seguida pela sua vice, Penha Fumagalli (PTB). “Vamos, sim, governar essa cidade para o povo e com povo. Ouvimos pessoas que não eram ouvidas em administrações passadas”, comentou.

Em um telão, apoiadores acompanhavam a atualização. Houve frustração no primeiro momento pelo atraso na divulgação dos números. Mas com o anúncio extraoficial da campanha, a festa foi formada. Claudinho, depois do discurso, saiu em carreata pela cidade.

DEMAIS CANDIDATOS
Os dois ex-prefeitos na disputa decepcionaram. Ramon Velásquez (PT) teve 487 votos (2% dos válidos). José Teixeira (PSL), 345 (1,42%). Foram 1.125 votos em branco e outros 2.013 nulos. O índice de abstenção foi de 22,3% (7.903 eleitores). Favorito, ex-vereador mantinha pés no chão; Marilza agradeceu eleitores e vice Claudinho evitou cantar vitória, embora falasse sobre futuro da cidade; peso da máquina a Akira vira comentário

Raphael Rocha

O ex-vereador Claudinho da Geladeira (Podemos) manteve os pés no chão, apesar do favoritismo na corrida à Prefeitura de Rio Grande da Serra. Ele disse que “não está nada ganho”, a despeito de ressaltar a boa receptividade nas ruas.

“A campanha foi muito positiva, foi diferente, com uma recepção incrível da população. Rio Grande da Serra tem 31 quilômetros quadrados, mas eu e a minha vice, a Penha (Fumagalli, PTB), rodamos com certeza uns 100 quilômetros, porque fomos a vários cantos dessa cidade, mostrando o lado positivo de Rio Grande, mostrando o nosso plano de governo, que é dar uma cara econômica ao município”, disse Claudinho, que votou em colégio no bairro Santa Tereza.

Pela terceira vez na disputa pela Prefeitura de Rio Grande, Claudinho garantiu que a ansiedade não atrapalha. “Estou tranquilo, bem tranquilo. Está nas mãos de Deus. Foi trabalho positivo e bom.”

“A gente está sempre defendendo a cidade, que Rio Grande possa deixar de ser um bairro do Grande ABC. Essa é nossa luta, sempre foi. A população conhece Paranapiacaba (distrito de Santo André) e o Riacho Grande (distrito de São Bernardo), mas não conhece Rio Grande”, emendou Claudinho. “Rio Grande precisa deixar de ser uma cidade dormitório. Temos apenas um posto de gasolina. Não temos farmácia 24 horas. O povo vai buscar emprego na cidade vizinha porque aqui, de fato, não tem. É preciso dar identidade econômica a Rio Grande.”

Candidata apoiada pelo prefeito Gabriel Maranhão (Cidadania), a vice-prefeita Marilza de Oliveira (PSD) agradeceu o trabalho dos apoiadores, da candidata a vice-prefeita Helenice Arruda (PL) e da adesão da população à campanha. “Hoje (ontem) decidiremos quem comandará nossa cidade. Quero agradecer primeiramente a Deus, a todas as famílias que me receberam com muito carinho, aos colaboradores de nossa caminhada, à nossa vice-prefeita Helenice e ao atual prefeito Gabriel Maranhão. Dever cumprido, com várias visitas levando nossas propostas, agora vamos aguardar a decisão democrática da população.”

Como as pesquisas de intenções de voto mostraram dificuldade de Marilza em rivalizar com Claudinho da Geladeira, circulou nos bastidores da política de Rio Grande que o peso da máquina pública seria despejado no vereador Akira Auriani (PSB), que está pela primeira vez na corrida eleitoral majoritária. O socialista se coloca como candidatura independente, de terceira via, evitando colar a imagem nos dois principais adversários.



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Claudinho, enfim, se torna prefeito de Rio Grande da Serra

Por diferença de 431 votos, ex-vereador se elege em corrida acirrada contra Akira; Marilza fica em terceiro

Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

16/11/2020 | 02:17


 O ex-vereador Claudinho da Geladeira (Podemos), enfim, se elegeu prefeito de Rio Grande da Serra. Em sua terceira tentativa de chegar ao Paço, a primeira fora do PT, o ex-parlamentar encarou uma eleição acirrada e superou o vereador Akira Auriani (PSB) por uma diferença de 431 votos. Claudinho conquistou 8.656 votos (35,56% dos válidos), ante 8.225 (33,79%) de Akira. A terceira colocada foi a atual vice-prefeita da cidade, Marilza de Oliveira (PSD), indicada pelo prefeito Gabriel Maranhão (Cidadania). Ela obteve 6.630 votos (27,24% dos válidos).

O desânimo com a candidatura governista foi tamanho que Maranhão nem sequer esperou a apuração começar para abandonar sua candidata e ir festejar na cidade vizinha – no começo da noite, apareceu na festa da vitória de Clóvis Volpi (PL), prefeito eleito de Ribeirão Pires, puxou uma reza e discursou. Depois de ser xodó do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando, em 2012, pelo PT, encantou o cacique petista pela simplicidade em uma visita ao Instituto Lula, Claudinho decidiu que era hora de deixar o petismo. E, no Podemos, encontrou guarida para fortalecer seu projeto e encarar um grupo que se sustentava havia 16 anos à frente da Prefeitura de Rio Grande.

Para isso, além da mudança de partido, Claudinho contou com um ingrediente vital: o racha, nos bastidores, de Maranhão e do ex-prefeito Adler Kiko Teixeira (PSDB) – atual prefeito de Ribeirão, derrotado por Volpi. Kiko articulou uma candidatura mais robusta a Claudinho no município. Maranhão deu troco ao figurar no festejo de Volpi, algoz do ex-padrinho político.

Antes de a apuração se tornar pública, o clima era de apreensão. Na contagem informal, dirigentes da campanha de Claudinho apostavam em uma vitória por margem apertada. A avaliação era a de que, ciente da dificuldade da candidatura de Marilza, Maranhão autorizou o desembarque em massa para fortalecer a campanha de Akira.

Mesmo nesse cenário, Claudinho foi para a galera. Apareceu no comitê, no Centro da cidade. Discursou, abraçou apoiadores, foi aos braços dos aliados. Tudo desrespeitando os protocolos sanitários. Mas Claudinho não escondeu a emoção. “Nunca desista de seus sonhos e sempre acredite em você. Não foi fácil chegar aqui. É a vitória do povo para o povo. No nosso governo, faremos coisas para toda a cidade. Rio Grande não pode continuar sendo um bairro do Grande ABC”, disse Claudinho. A declaração emocionada foi seguida pela sua vice, Penha Fumagalli (PTB). “Vamos, sim, governar essa cidade para o povo e com povo. Ouvimos pessoas que não eram ouvidas em administrações passadas”, comentou.

Em um telão, apoiadores acompanhavam a atualização. Houve frustração no primeiro momento pelo atraso na divulgação dos números. Mas com o anúncio extraoficial da campanha, a festa foi formada. Claudinho, depois do discurso, saiu em carreata pela cidade.

DEMAIS CANDIDATOS
Os dois ex-prefeitos na disputa decepcionaram. Ramon Velásquez (PT) teve 487 votos (2% dos válidos). José Teixeira (PSL), 345 (1,42%). Foram 1.125 votos em branco e outros 2.013 nulos. O índice de abstenção foi de 22,3% (7.903 eleitores). Favorito, ex-vereador mantinha pés no chão; Marilza agradeceu eleitores e vice Claudinho evitou cantar vitória, embora falasse sobre futuro da cidade; peso da máquina a Akira vira comentário

Raphael Rocha

O ex-vereador Claudinho da Geladeira (Podemos) manteve os pés no chão, apesar do favoritismo na corrida à Prefeitura de Rio Grande da Serra. Ele disse que “não está nada ganho”, a despeito de ressaltar a boa receptividade nas ruas.

“A campanha foi muito positiva, foi diferente, com uma recepção incrível da população. Rio Grande da Serra tem 31 quilômetros quadrados, mas eu e a minha vice, a Penha (Fumagalli, PTB), rodamos com certeza uns 100 quilômetros, porque fomos a vários cantos dessa cidade, mostrando o lado positivo de Rio Grande, mostrando o nosso plano de governo, que é dar uma cara econômica ao município”, disse Claudinho, que votou em colégio no bairro Santa Tereza.

Pela terceira vez na disputa pela Prefeitura de Rio Grande, Claudinho garantiu que a ansiedade não atrapalha. “Estou tranquilo, bem tranquilo. Está nas mãos de Deus. Foi trabalho positivo e bom.”

“A gente está sempre defendendo a cidade, que Rio Grande possa deixar de ser um bairro do Grande ABC. Essa é nossa luta, sempre foi. A população conhece Paranapiacaba (distrito de Santo André) e o Riacho Grande (distrito de São Bernardo), mas não conhece Rio Grande”, emendou Claudinho. “Rio Grande precisa deixar de ser uma cidade dormitório. Temos apenas um posto de gasolina. Não temos farmácia 24 horas. O povo vai buscar emprego na cidade vizinha porque aqui, de fato, não tem. É preciso dar identidade econômica a Rio Grande.”

Candidata apoiada pelo prefeito Gabriel Maranhão (Cidadania), a vice-prefeita Marilza de Oliveira (PSD) agradeceu o trabalho dos apoiadores, da candidata a vice-prefeita Helenice Arruda (PL) e da adesão da população à campanha. “Hoje (ontem) decidiremos quem comandará nossa cidade. Quero agradecer primeiramente a Deus, a todas as famílias que me receberam com muito carinho, aos colaboradores de nossa caminhada, à nossa vice-prefeita Helenice e ao atual prefeito Gabriel Maranhão. Dever cumprido, com várias visitas levando nossas propostas, agora vamos aguardar a decisão democrática da população.”

Como as pesquisas de intenções de voto mostraram dificuldade de Marilza em rivalizar com Claudinho da Geladeira, circulou nos bastidores da política de Rio Grande que o peso da máquina pública seria despejado no vereador Akira Auriani (PSB), que está pela primeira vez na corrida eleitoral majoritária. O socialista se coloca como candidatura independente, de terceira via, evitando colar a imagem nos dois principais adversários.

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