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Clóvis Volpi volta a ser prefeito de Ribeirão

Flavia Kurotori/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Candidato pelo PL, político bate Kiko e retorna ao comando da administração depois de oito anos


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

16/11/2020 | 02:12


Clóvis Volpi (PL) está de volta ao comando da Prefeitura de Ribeirão Pires. O ex-chefe do Executivo alcançou 45,91% dos votos válidos (25.905 no total), superando o atual prefeito da cidade, Adler Kiko Teixeira (PSDB), que obteve 34,16% dos válidos (19.273).

Ele regressa ao Paço depois de oito anos. Volpi foi prefeito de Ribeirão entre 2005 e 2012. Ensaiou, por diversas vezes, se aposentar depois do mandato. Porém, foi secretário adjunto de Esportes do Estado e, em 2016, concorreu à Prefeitura de Mauá – ficou em terceiro lugar.

Desta vez, Volpi viu Kiko aglutinar a maior fatia da classe política da cidade, inclusive seu ex-vice-prefeito Edinaldo de Menezes, o Dedé (Cidadania). O ex-prefeito apostou em rejuvenescer sua base de apoio – o vice é o vereador Amigão D’Orto (PSB) – e adotou discurso de necessidade de enxugamento da máquina pública.

Por causa do atraso da apuração, a campanha de Volpi decidiu buscar os BUs (Boletins de Urna) nos cartórios eleitorais. Com base nesses documentos, a volta de Volpi se consolidava. Foi então que a festa no comitê do ex-prefeito foi armada.

Em um palanque ao lado do vice, Volpi fez o que sabe de melhor: discurso que inflama a militância. “Esta apuração que fazemos em paralelo já define uma vitória irreversível. Neste momento, consideramos que saímos das urnas vencedores.”

Aos apoiadores, Volpi admitiu que, embora tenha vencido nas urnas, a disputa vai se arrastar pelos tribunais. Isso porque ele teve as contas de 2012 (seu último mandato) rejeitadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) e também reprovadas na Câmara após reviravolta no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo). Os advogados de Kiko tentam impugnar a candidatura de Volpi, que, se aceita pela Justiça Eleitoral, mudaria completamente o cenário na cidade.

“Temos muitos recursos a serem impetrados, muitos julgamentos. Estamos com o corpo jurídico muito bom, não teremos nenhum problema”, apontou.

Presidente do PL de Ribeirão e um dos mais fiéis aliados de Volpi, Nonô Nardelli já cantava vitória antes da oficialização do resultado. Sobre a questão jurídica, foi taxativo: “Não há o que temer, já que todo mundo pode entrar com um pedido”. Para o dirigente, o departamento jurídico do partido está pronto para defender Volpi.

Candidato a vice-prefeito, Amigão D’Orto disse que está ansioso e aposta na experiência de Volpi para comandar a Prefeitura de Ribeirão Pires. “Ele conhece como funciona. Vamos fazer a mudança necessária”, comentou, em alusão às promessas proferidas durante a campanha, que incluem a redução das secretarias de 21 para 12 e a redução de cargos comissionados de cerca de 400 para 100.

DEMAIS CANDIDATOS
O terceiro colocado foi o professor Felipe Magalhães (PT), com 5.097 votos, atrás da polarização que se desenhou em Ribeirão desde o início. A quarta colocada foi Marisa da Casas Próprias (SD), com 4.665. Carlos Sacomani, o Banana (PSL), com 1.485 votos, completou a lista. Foram 7.425 votos nulos e 4.168 brancos. O número de abstenções atingiu a marca de 24,83% (22.466).


Em eleição polarizada, Volpi e Kiko vão às urnas em clima de tranquilidade
Atual prefeito, Kiko aposta em legado e Volpi chama a atenção para a calma dos eleitores

Miriam Gimenes

Em eleição polarizada, os principais candidatos à Prefeitura de Ribeirão Pires votaram em clima de tranquilidade na tarde de ontem. Atual prefeito da cidade e candidato à reeleição, Adler Kiko Teixeira (PSDB) votou no início da tarde no Colégio São José, na região central da cidade, ao lado da mulher, Flávia Dotto (PSDB).

“Fizemos tudo o que podíamos para passar nossa mensagem sobre o que fizemos e que ainda vamos fazer por nossa cidade. Agora tenho certeza de que as pessoas vão escolher manter Ribeirão Pires no caminho certo”, afirmou.

O ex-prefeito Clóvis Volpi (PL) votou na EE Pandolfi Arnoni, acompanhado da mulher, Ligia Volpi, pela manhã. Ele, que já foi prefeito da cidade por dois mandatos, entre 2005 e 2012, ressaltou o clima de paz nos locais de votação.

“Hoje (ontem) até me surpreendi com a calma com que as pessoas foram voltar. Não tivemos em Ribeirão Pires nenhuma disputa ferrenha. Foi tudo muito tranquilo. Isso tem um significado muito grande, que é o conceito e o conhecimento do direito do voto, a liberdade que nós temos, o exercício da democracia, tanto eu quanto os adversários. A urna vai dizer quem de fato passou a melhor mensagem para a população”, analisou.

Porém, além dos adversários, alguns problemas jurídicos também contracenaram na corrida eleitoral para comandar a única estância turística da região.

Kiko teve a canditadura indeferida com a justificativa de que foi condenado em segunda instância. Quando foi prefeito de Rio Grande da Serra, foi penalizado por ter contratado o filho de um secretário.

Volpi teve as contas de 2012 rejeitadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) e reprovadas pela Câmara, que reviu sua posição e aprovou as contas em uma nova análise. Porém, todo este processo de reviravolta foi anulado pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) com a corrida eleitoral já em curso.

Também concorreram ao pleito a empresária Marisa da Casas Próprias (SD), o professor Felipe Magalhães (PT) e Carlos Sacomani, o Banana (PSL).



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Clóvis Volpi volta a ser prefeito de Ribeirão

Candidato pelo PL, político bate Kiko e retorna ao comando da administração depois de oito anos

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

16/11/2020 | 02:12


Clóvis Volpi (PL) está de volta ao comando da Prefeitura de Ribeirão Pires. O ex-chefe do Executivo alcançou 45,91% dos votos válidos (25.905 no total), superando o atual prefeito da cidade, Adler Kiko Teixeira (PSDB), que obteve 34,16% dos válidos (19.273).

Ele regressa ao Paço depois de oito anos. Volpi foi prefeito de Ribeirão entre 2005 e 2012. Ensaiou, por diversas vezes, se aposentar depois do mandato. Porém, foi secretário adjunto de Esportes do Estado e, em 2016, concorreu à Prefeitura de Mauá – ficou em terceiro lugar.

Desta vez, Volpi viu Kiko aglutinar a maior fatia da classe política da cidade, inclusive seu ex-vice-prefeito Edinaldo de Menezes, o Dedé (Cidadania). O ex-prefeito apostou em rejuvenescer sua base de apoio – o vice é o vereador Amigão D’Orto (PSB) – e adotou discurso de necessidade de enxugamento da máquina pública.

Por causa do atraso da apuração, a campanha de Volpi decidiu buscar os BUs (Boletins de Urna) nos cartórios eleitorais. Com base nesses documentos, a volta de Volpi se consolidava. Foi então que a festa no comitê do ex-prefeito foi armada.

Em um palanque ao lado do vice, Volpi fez o que sabe de melhor: discurso que inflama a militância. “Esta apuração que fazemos em paralelo já define uma vitória irreversível. Neste momento, consideramos que saímos das urnas vencedores.”

Aos apoiadores, Volpi admitiu que, embora tenha vencido nas urnas, a disputa vai se arrastar pelos tribunais. Isso porque ele teve as contas de 2012 (seu último mandato) rejeitadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) e também reprovadas na Câmara após reviravolta no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo). Os advogados de Kiko tentam impugnar a candidatura de Volpi, que, se aceita pela Justiça Eleitoral, mudaria completamente o cenário na cidade.

“Temos muitos recursos a serem impetrados, muitos julgamentos. Estamos com o corpo jurídico muito bom, não teremos nenhum problema”, apontou.

Presidente do PL de Ribeirão e um dos mais fiéis aliados de Volpi, Nonô Nardelli já cantava vitória antes da oficialização do resultado. Sobre a questão jurídica, foi taxativo: “Não há o que temer, já que todo mundo pode entrar com um pedido”. Para o dirigente, o departamento jurídico do partido está pronto para defender Volpi.

Candidato a vice-prefeito, Amigão D’Orto disse que está ansioso e aposta na experiência de Volpi para comandar a Prefeitura de Ribeirão Pires. “Ele conhece como funciona. Vamos fazer a mudança necessária”, comentou, em alusão às promessas proferidas durante a campanha, que incluem a redução das secretarias de 21 para 12 e a redução de cargos comissionados de cerca de 400 para 100.

DEMAIS CANDIDATOS
O terceiro colocado foi o professor Felipe Magalhães (PT), com 5.097 votos, atrás da polarização que se desenhou em Ribeirão desde o início. A quarta colocada foi Marisa da Casas Próprias (SD), com 4.665. Carlos Sacomani, o Banana (PSL), com 1.485 votos, completou a lista. Foram 7.425 votos nulos e 4.168 brancos. O número de abstenções atingiu a marca de 24,83% (22.466).


Em eleição polarizada, Volpi e Kiko vão às urnas em clima de tranquilidade
Atual prefeito, Kiko aposta em legado e Volpi chama a atenção para a calma dos eleitores

Miriam Gimenes

Em eleição polarizada, os principais candidatos à Prefeitura de Ribeirão Pires votaram em clima de tranquilidade na tarde de ontem. Atual prefeito da cidade e candidato à reeleição, Adler Kiko Teixeira (PSDB) votou no início da tarde no Colégio São José, na região central da cidade, ao lado da mulher, Flávia Dotto (PSDB).

“Fizemos tudo o que podíamos para passar nossa mensagem sobre o que fizemos e que ainda vamos fazer por nossa cidade. Agora tenho certeza de que as pessoas vão escolher manter Ribeirão Pires no caminho certo”, afirmou.

O ex-prefeito Clóvis Volpi (PL) votou na EE Pandolfi Arnoni, acompanhado da mulher, Ligia Volpi, pela manhã. Ele, que já foi prefeito da cidade por dois mandatos, entre 2005 e 2012, ressaltou o clima de paz nos locais de votação.

“Hoje (ontem) até me surpreendi com a calma com que as pessoas foram voltar. Não tivemos em Ribeirão Pires nenhuma disputa ferrenha. Foi tudo muito tranquilo. Isso tem um significado muito grande, que é o conceito e o conhecimento do direito do voto, a liberdade que nós temos, o exercício da democracia, tanto eu quanto os adversários. A urna vai dizer quem de fato passou a melhor mensagem para a população”, analisou.

Porém, além dos adversários, alguns problemas jurídicos também contracenaram na corrida eleitoral para comandar a única estância turística da região.

Kiko teve a canditadura indeferida com a justificativa de que foi condenado em segunda instância. Quando foi prefeito de Rio Grande da Serra, foi penalizado por ter contratado o filho de um secretário.

Volpi teve as contas de 2012 rejeitadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) e reprovadas pela Câmara, que reviu sua posição e aprovou as contas em uma nova análise. Porém, todo este processo de reviravolta foi anulado pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) com a corrida eleitoral já em curso.

Também concorreram ao pleito a empresária Marisa da Casas Próprias (SD), o professor Felipe Magalhães (PT) e Carlos Sacomani, o Banana (PSL).

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