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Mauá empurra decisão para o 2º turno entre Atila e Marcelo

Montagem/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Mesmo após prisões e cassação, prefeito sai da 1ª etapa como líder; briga pela outra vaga foi acirrada


Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

16/11/2020 | 02:07


 A corrida pela Prefeitura de Mauá será decidida no segundo turno, dia 29, entre o prefeito Atila Jacomussi (PSB), candidato à reeleição, e o vereador Marcelo Oliveira (PT). Com 100% das urnas apuradas, o socialista obteve 36,48% dos votos válidos e o petista, 19,84%.

A briga pela outra vaga na segunda etapa do pleito foi acirrada. Marcelo abocanhou a posição por uma diferença de 655 votos do terceiro colocado, o ex-juiz João Veríssimo (PSD), que obteve 19,50% dos votos válidos. Em quarto, ficou Zé Lourencini (PSDB), com 9,38%; em seguida, Mauro Roman (PRTB), que teve 3,84%; Donisete Braga (PDT), em quinto (3,68%); Amanda Bispo (UP), com 2,04%, em sexto. O ranking é completado, na sequência, por Ronaldo Pedrosa (PP). 2,02%; Vanessa Damo (MDB), 1,53%; André Sapanos (Psol), 1,26%; Professor Betinho (PSL), 1,03%; Roseni Delmondes (PMN), 0,41%.

O segundo turno entre Atila e Marcelo reeditará a disputa de 2016, quando o socialista também enfrentou o PT – à época, Donisete, então prefeito, era o candidato do petismo e perdeu aquela disputa. Além disso, o desempenho de Marcelo mantém a tradição do PT e coloca o partido novamente no segundo turno da briga pelo Paço mauense. A sigla já governou a cidade por quatro mandatos e o resultado indica que o partido, embora longe do poder há quatro anos no município, ainda guarda recall eleitoral.

Atila vai para o confronto final como favorito. O socialista encerrou a primeira etapa como líder isolado, apesar de todas as adversidades que enfrentou durante o mandato. Em 2018, foi preso duas vezes sob suspeita de integrar organização criminosa de desvio de recursos em contratos de merenda escolar – ele nega as acusações. No ano seguinte, sofreu impeachment. Todos os reveses foram derrubados na Justiça.

CLIMA
Ontem, apoiadores de Atila aguardavam ansiosos pelos resultados da disputa, em clima de festa, no QG central da campanha. Por causa do impasse envolvendo a divulgação dos resultados e a previsão da campanha do socialista de que teria de enfrentar um segundo turno, a festa foi adiada. Antes, Atila falou à militância. “Quero agradecer toda essa cidade, que nos recebeu do primeiro ao último minuto dessa eleição. Cumprimos uma primeira etapa fabulosa”, discursou o prefeito, que comentou sobre os problemas jurídicos, o que chamou de “perseguição”. “Muitos aqui pensavam que o impossível era chegar até aqui. Em nenhum lugar do mundo, depois de tanta luta, tanta perseguição e tantas pedras atiradas – é inimaginável – alguém chegou até aqui”, celebrou o prefeito, que estava sem máscara e gerou aglomeração ao cumprimentar os apoiadores.

Já no PT mauaense o clima era de angústia. Logo no início da apuração, João Veríssimo seguia à frente de Marcelo. Esse quadro se manteve por horas por causa do atraso na divulgação dos números. Pouco antes da meia-noite, o petista se consolidou em segundo. “Quero agradecer a população da nossa cidade, que nos colocou no segundo turno. Estávamos muito confiantes e agora nossa caminhada continua. A nossa campanha foi realizada com muita humildade, com muito carinho. Esse momento é de alegria. Amanhã (hoje) já estaremos na rua dialogando com a população, dizendo da importância de vencermos a eleição”, disse Marcelo, ao Diário.

(Colaborou Soraia Abreu Pedrozo)


Prefeito queria liquidar disputa ontem; PT torcia por 2º turno
Atila diz que Mauá abraçou campanha; Marcelo e Veríssimo duelavam no voto por ida à reta final

Tauana Marin

O prefeito de Mauá e candidato à reeleição, Atila Jacomussi (PSB), compareceu, às 15h30, no Colégio Opção, na Vila Bocaina, para votar. Acompanhado de sua mulher, Andreia Rolim Rios, e de assessores, o socialista dizia estar tranquilo e confiante de que a reeleição aconteceria ainda ontem. “Está nas mãos de Deus e dos eleitores da cidade. A cidade abraçou a campanha e estamos tranquilos.”

Atila chegou à reta final da eleição vislumbrando vencer no primeiro turno após mandato tumultuado. O socialista foi preso duas vezes e teve mandato cassado pela Câmara. Reverteu todos os reveses na Justiça.

Já o oposicionista Marcelo Oliveira (PT), ao votar, teceu críticas à gestão Atila e se dizia confiante em estar no segundo turno. “Fizemos uma campanha propositiva e estou confiante de que iremos ao segundo turno derrotar esse desgoverno que representou grande retrocesso para nossa cidade. Temos o melhor programa de governo para reverter essa triste situação em que Mauá se encontra, voltar a garantir os desenvolvimentos social e econômico para cuidar das pessoas e de nossa cidade.”

O prefeiturável do PSD à Prefeitura de Mauá, o ex-juiz João Veríssimo, votou na EE Leia Aparecida de Oliveira, no Parque das Américas, e também falava em enfrentar Atila na fase final do pleito. “Eu sou uma pessoa com bastante pé no chão. Estou tranquilo. O que eu vejo nas ruas é que a população me credencia a ir ao segundo turno, mas vamos aguardar a eleição, já que eu estou disputando voto a voto com o PT”. ponderou.

Ex-prefeito e candidato do PDT , Donisete Braga também depositou seu voto no Colégio Opção, acompanhado de sua vice, Teka (PDT). Ao deixar a cabine, exaltou: “Viva a democracia”.



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Mauá empurra decisão para o 2º turno entre Atila e Marcelo

Mesmo após prisões e cassação, prefeito sai da 1ª etapa como líder; briga pela outra vaga foi acirrada

Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

16/11/2020 | 02:07


 A corrida pela Prefeitura de Mauá será decidida no segundo turno, dia 29, entre o prefeito Atila Jacomussi (PSB), candidato à reeleição, e o vereador Marcelo Oliveira (PT). Com 100% das urnas apuradas, o socialista obteve 36,48% dos votos válidos e o petista, 19,84%.

A briga pela outra vaga na segunda etapa do pleito foi acirrada. Marcelo abocanhou a posição por uma diferença de 655 votos do terceiro colocado, o ex-juiz João Veríssimo (PSD), que obteve 19,50% dos votos válidos. Em quarto, ficou Zé Lourencini (PSDB), com 9,38%; em seguida, Mauro Roman (PRTB), que teve 3,84%; Donisete Braga (PDT), em quinto (3,68%); Amanda Bispo (UP), com 2,04%, em sexto. O ranking é completado, na sequência, por Ronaldo Pedrosa (PP). 2,02%; Vanessa Damo (MDB), 1,53%; André Sapanos (Psol), 1,26%; Professor Betinho (PSL), 1,03%; Roseni Delmondes (PMN), 0,41%.

O segundo turno entre Atila e Marcelo reeditará a disputa de 2016, quando o socialista também enfrentou o PT – à época, Donisete, então prefeito, era o candidato do petismo e perdeu aquela disputa. Além disso, o desempenho de Marcelo mantém a tradição do PT e coloca o partido novamente no segundo turno da briga pelo Paço mauense. A sigla já governou a cidade por quatro mandatos e o resultado indica que o partido, embora longe do poder há quatro anos no município, ainda guarda recall eleitoral.

Atila vai para o confronto final como favorito. O socialista encerrou a primeira etapa como líder isolado, apesar de todas as adversidades que enfrentou durante o mandato. Em 2018, foi preso duas vezes sob suspeita de integrar organização criminosa de desvio de recursos em contratos de merenda escolar – ele nega as acusações. No ano seguinte, sofreu impeachment. Todos os reveses foram derrubados na Justiça.

CLIMA
Ontem, apoiadores de Atila aguardavam ansiosos pelos resultados da disputa, em clima de festa, no QG central da campanha. Por causa do impasse envolvendo a divulgação dos resultados e a previsão da campanha do socialista de que teria de enfrentar um segundo turno, a festa foi adiada. Antes, Atila falou à militância. “Quero agradecer toda essa cidade, que nos recebeu do primeiro ao último minuto dessa eleição. Cumprimos uma primeira etapa fabulosa”, discursou o prefeito, que comentou sobre os problemas jurídicos, o que chamou de “perseguição”. “Muitos aqui pensavam que o impossível era chegar até aqui. Em nenhum lugar do mundo, depois de tanta luta, tanta perseguição e tantas pedras atiradas – é inimaginável – alguém chegou até aqui”, celebrou o prefeito, que estava sem máscara e gerou aglomeração ao cumprimentar os apoiadores.

Já no PT mauaense o clima era de angústia. Logo no início da apuração, João Veríssimo seguia à frente de Marcelo. Esse quadro se manteve por horas por causa do atraso na divulgação dos números. Pouco antes da meia-noite, o petista se consolidou em segundo. “Quero agradecer a população da nossa cidade, que nos colocou no segundo turno. Estávamos muito confiantes e agora nossa caminhada continua. A nossa campanha foi realizada com muita humildade, com muito carinho. Esse momento é de alegria. Amanhã (hoje) já estaremos na rua dialogando com a população, dizendo da importância de vencermos a eleição”, disse Marcelo, ao Diário.

(Colaborou Soraia Abreu Pedrozo)


Prefeito queria liquidar disputa ontem; PT torcia por 2º turno
Atila diz que Mauá abraçou campanha; Marcelo e Veríssimo duelavam no voto por ida à reta final

Tauana Marin

O prefeito de Mauá e candidato à reeleição, Atila Jacomussi (PSB), compareceu, às 15h30, no Colégio Opção, na Vila Bocaina, para votar. Acompanhado de sua mulher, Andreia Rolim Rios, e de assessores, o socialista dizia estar tranquilo e confiante de que a reeleição aconteceria ainda ontem. “Está nas mãos de Deus e dos eleitores da cidade. A cidade abraçou a campanha e estamos tranquilos.”

Atila chegou à reta final da eleição vislumbrando vencer no primeiro turno após mandato tumultuado. O socialista foi preso duas vezes e teve mandato cassado pela Câmara. Reverteu todos os reveses na Justiça.

Já o oposicionista Marcelo Oliveira (PT), ao votar, teceu críticas à gestão Atila e se dizia confiante em estar no segundo turno. “Fizemos uma campanha propositiva e estou confiante de que iremos ao segundo turno derrotar esse desgoverno que representou grande retrocesso para nossa cidade. Temos o melhor programa de governo para reverter essa triste situação em que Mauá se encontra, voltar a garantir os desenvolvimentos social e econômico para cuidar das pessoas e de nossa cidade.”

O prefeiturável do PSD à Prefeitura de Mauá, o ex-juiz João Veríssimo, votou na EE Leia Aparecida de Oliveira, no Parque das Américas, e também falava em enfrentar Atila na fase final do pleito. “Eu sou uma pessoa com bastante pé no chão. Estou tranquilo. O que eu vejo nas ruas é que a população me credencia a ir ao segundo turno, mas vamos aguardar a eleição, já que eu estou disputando voto a voto com o PT”. ponderou.

Ex-prefeito e candidato do PDT , Donisete Braga também depositou seu voto no Colégio Opção, acompanhado de sua vice, Teka (PDT). Ao deixar a cabine, exaltou: “Viva a democracia”.

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