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Diadema leva briga para 2º turno com Filippi e Taka

Montagem/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Petista chega perto de liquidar disputa no 1º, mas vê divisão de opositores forçar nova fase da corrida


Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

16/11/2020 | 02:02


 A definição sobre quem levará a disputa pela Prefeitura de Diadema foi adiada para o segundo turno, dia 29. Ex-prefeito e nome do PT, José de Filippi Júnior vislumbrava liquidar a briga ainda ontem, mas enfrentará Taka Yamauchi (PSD) na segunda etapa do pleito. O petista obteve 45,65% dos votos válidos, contra 15,42% do pessedista.

Candidato governista bancado pelo prefeito Lauro Michels (PV), Pretinho do Água Santa (DEM) amargou a quinta colocação, com 10,11%. É a primeira vez em 20 anos que um candidato que representa o Paço diademense sequer chega ao segundo turno. A última vez que isso ocorreu foi na eleição de 2000, quando Gilson Menezes (PSB) ficou em terceiro na briga pela reeleição.

Terceiro colocado,o vereador Ricardo Yoshio (PSDB), que obteve 14,64%, ainda esperava conquistar a outra vaga no segundo turno. A diferença entre Taka e o tucano foi de exatos 2.000 votos. O também vereador Ronaldo Lacerda (PDT) terminou a disputa em quinto, com 5,26%. Na sequência, Marcos Michels (PSB), que alcançou 2,75%. Completam o placar, na sequência: Gesiel Duarte (Republicanos), com 2,49%; Denise Ventrici (PRTB), 0,93%; Rafaela Boani (Psol), 0,90%; Jhonny Rich (PSL), 0,75%; Arquiteto David (PSC), 0,68%; Airton da Costa (PMB), 024%; e Ivanci dos Santos (PSTU), 0,18%.

Esperançosos de celebrarem possível vitória já na noite de ontem, militantes petistas se concentraram em comitê, no Centro, à espera dos resultados. Após quatro horas sem informações, o grupo foi se dispersando por conta do atraso na divulgação dos números. Apesar da apreensão, o clima era de festa. Muitas pessoas deixaram de lado os protocolos sanitários e não usavam máscaras nem mantinham o distanciamento físico.

Por volta das 22h, Filippi fez breve discurso, agradeceu os correligionários e convidou a militância a se reunir hoje para acompanhar a apuração. Àquela altura, porém, ainda não havia perspectivas sobre quando os números seriam consolidados, o que se concretizou por volta da meia noite.

DESALENTO
Já na campanha governista, apesar da resiliência de Pretinho (leia mais abaixo), o clima não era dos melhores no comitê central da campanha governista. A equipe de reportagem do Diário esteve no local e constatou que poucas pessoas acompanhavam a apuração. Nem Pretinho nem Lauro foram aguardar os números no QG.

Já no centro de apuração da campanha de Taka a expectativa era grande desde o início da contagem dos votos. Com números extraoficiais, militantes já comemoravam o segundo turno. “Acho que o apelo da população pede por essa renovação e isso acontece justamente pelas pessoas e para elas. A gente está muito motivado para que a gente possa resgatar a dignidade de Diadema”. comentou Taka que disputa o Paço de Diadema pela segunda vez – concorreu em 2016 e ficou em terceiro.

(Colaboraram Aline Melo e Bia Moço)

 

Petista evitava cantar vitória; Pretinho seguia resiliente e tucano, otimista
Ex-prefeito votou sem saber quem seria adversário; nome governista evocava gestões Lauro

Yara Ferraz

Prefeiturável do PT em Diadema, José de Filippi Júnior votou ontem ao lado da vice, Patrícia Ferreira (PT), na EE João Ramalho, na Vila Conceição, e evitou cantar vitória já no primeiro turno. O oposicionista estava otimista e vislumbrava segundo turno, mas ainda não sabia quem seria seu adversário. “Vamos nos preparar para enfrentar qualquer um dos candidatos com muita coragem, determinação e confiança”, disse.

O petista apostava na comparação dos seus governos – geriu o município por três mandados, entre 1993 e 1996, de 2001 a 2004 e de 2005 a 2008 – com a gestão de Lauro Michels (PV) para levar a disputa. “Sem dúvida, ainda mais com um governo que é tão mal avaliado. Tanto é que o candidato (do governo) está empatado com outros dois da oposição. Sem menosprezar ninguém, mas acho que isso já é uma questão que a sociedade está se colocando”, avaliou o ex-prefeito.

Mais cedo, o prefeiturável governista Pretinho do Água Santa (DEM) minimizava o fato de patinar nas pesquisas e acreditava que seria o nome que enfrentaria Filippi no segundo turno. “No segundo turno é outra eleição. Vamos nos unir cada vez mais para que a gente possa sair vitoriosos. A cidade precisa continuar avançando”, declarou Pretinho.

Em seguida, o democrata chegou a acompanhar Lauro na votação, juntamente com a candidata a vice, Regina Gonçalves (PV). Na escola, Pretinho ficou como espécie de coadjuvante ao lado dos verdes e não era tão cumprimentado quanto a dupla. “Com certeza vamos estar no segundo turno, quando vamos poder mostrar melhor quem é o Pretinho e por que o escolhi”, apostava Lauro.

O oposicionista Ricardo Yoshio (PSDB) votou pela manhã, na EE Professora Sylvia Ramos Esquível, e falava em confiança. “Estamos muito otimistas com o resultado. Com certeza estaremos no segundo turno”. Ao votar, Taka Yamauchi (PSD) falou em campanha “calorosa, recheada de esperança”. “Tivemos uma aceitação popular, em clara demonstração de que as pessoas querem algo novo”.

Já Marcos Michels (PSB) apostava na comparação dos candidatos para ir ao segundo turno. “Espero mesmo que esteja consciente da importância de pesquisar o histórico e as propostas antes de escolher o candidato. Acredito na força do povo e na soberania do voto”, disse.



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Diadema leva briga para 2º turno com Filippi e Taka

Petista chega perto de liquidar disputa no 1º, mas vê divisão de opositores forçar nova fase da corrida

Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

16/11/2020 | 02:02


 A definição sobre quem levará a disputa pela Prefeitura de Diadema foi adiada para o segundo turno, dia 29. Ex-prefeito e nome do PT, José de Filippi Júnior vislumbrava liquidar a briga ainda ontem, mas enfrentará Taka Yamauchi (PSD) na segunda etapa do pleito. O petista obteve 45,65% dos votos válidos, contra 15,42% do pessedista.

Candidato governista bancado pelo prefeito Lauro Michels (PV), Pretinho do Água Santa (DEM) amargou a quinta colocação, com 10,11%. É a primeira vez em 20 anos que um candidato que representa o Paço diademense sequer chega ao segundo turno. A última vez que isso ocorreu foi na eleição de 2000, quando Gilson Menezes (PSB) ficou em terceiro na briga pela reeleição.

Terceiro colocado,o vereador Ricardo Yoshio (PSDB), que obteve 14,64%, ainda esperava conquistar a outra vaga no segundo turno. A diferença entre Taka e o tucano foi de exatos 2.000 votos. O também vereador Ronaldo Lacerda (PDT) terminou a disputa em quinto, com 5,26%. Na sequência, Marcos Michels (PSB), que alcançou 2,75%. Completam o placar, na sequência: Gesiel Duarte (Republicanos), com 2,49%; Denise Ventrici (PRTB), 0,93%; Rafaela Boani (Psol), 0,90%; Jhonny Rich (PSL), 0,75%; Arquiteto David (PSC), 0,68%; Airton da Costa (PMB), 024%; e Ivanci dos Santos (PSTU), 0,18%.

Esperançosos de celebrarem possível vitória já na noite de ontem, militantes petistas se concentraram em comitê, no Centro, à espera dos resultados. Após quatro horas sem informações, o grupo foi se dispersando por conta do atraso na divulgação dos números. Apesar da apreensão, o clima era de festa. Muitas pessoas deixaram de lado os protocolos sanitários e não usavam máscaras nem mantinham o distanciamento físico.

Por volta das 22h, Filippi fez breve discurso, agradeceu os correligionários e convidou a militância a se reunir hoje para acompanhar a apuração. Àquela altura, porém, ainda não havia perspectivas sobre quando os números seriam consolidados, o que se concretizou por volta da meia noite.

DESALENTO
Já na campanha governista, apesar da resiliência de Pretinho (leia mais abaixo), o clima não era dos melhores no comitê central da campanha governista. A equipe de reportagem do Diário esteve no local e constatou que poucas pessoas acompanhavam a apuração. Nem Pretinho nem Lauro foram aguardar os números no QG.

Já no centro de apuração da campanha de Taka a expectativa era grande desde o início da contagem dos votos. Com números extraoficiais, militantes já comemoravam o segundo turno. “Acho que o apelo da população pede por essa renovação e isso acontece justamente pelas pessoas e para elas. A gente está muito motivado para que a gente possa resgatar a dignidade de Diadema”. comentou Taka que disputa o Paço de Diadema pela segunda vez – concorreu em 2016 e ficou em terceiro.

(Colaboraram Aline Melo e Bia Moço)

 

Petista evitava cantar vitória; Pretinho seguia resiliente e tucano, otimista
Ex-prefeito votou sem saber quem seria adversário; nome governista evocava gestões Lauro

Yara Ferraz

Prefeiturável do PT em Diadema, José de Filippi Júnior votou ontem ao lado da vice, Patrícia Ferreira (PT), na EE João Ramalho, na Vila Conceição, e evitou cantar vitória já no primeiro turno. O oposicionista estava otimista e vislumbrava segundo turno, mas ainda não sabia quem seria seu adversário. “Vamos nos preparar para enfrentar qualquer um dos candidatos com muita coragem, determinação e confiança”, disse.

O petista apostava na comparação dos seus governos – geriu o município por três mandados, entre 1993 e 1996, de 2001 a 2004 e de 2005 a 2008 – com a gestão de Lauro Michels (PV) para levar a disputa. “Sem dúvida, ainda mais com um governo que é tão mal avaliado. Tanto é que o candidato (do governo) está empatado com outros dois da oposição. Sem menosprezar ninguém, mas acho que isso já é uma questão que a sociedade está se colocando”, avaliou o ex-prefeito.

Mais cedo, o prefeiturável governista Pretinho do Água Santa (DEM) minimizava o fato de patinar nas pesquisas e acreditava que seria o nome que enfrentaria Filippi no segundo turno. “No segundo turno é outra eleição. Vamos nos unir cada vez mais para que a gente possa sair vitoriosos. A cidade precisa continuar avançando”, declarou Pretinho.

Em seguida, o democrata chegou a acompanhar Lauro na votação, juntamente com a candidata a vice, Regina Gonçalves (PV). Na escola, Pretinho ficou como espécie de coadjuvante ao lado dos verdes e não era tão cumprimentado quanto a dupla. “Com certeza vamos estar no segundo turno, quando vamos poder mostrar melhor quem é o Pretinho e por que o escolhi”, apostava Lauro.

O oposicionista Ricardo Yoshio (PSDB) votou pela manhã, na EE Professora Sylvia Ramos Esquível, e falava em confiança. “Estamos muito otimistas com o resultado. Com certeza estaremos no segundo turno”. Ao votar, Taka Yamauchi (PSD) falou em campanha “calorosa, recheada de esperança”. “Tivemos uma aceitação popular, em clara demonstração de que as pessoas querem algo novo”.

Já Marcos Michels (PSB) apostava na comparação dos candidatos para ir ao segundo turno. “Espero mesmo que esteja consciente da importância de pesquisar o histórico e as propostas antes de escolher o candidato. Acredito na força do povo e na soberania do voto”, disse.

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