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Banda podre da classe média


Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

13/09/2009 | 07:00


A vida de um medíocre, com habilidade notável para bajular superiores e tirar proveito disso, confunde-se com a história política recente do País no espetáculo Mediano. Primeiro monólogo do ator paulistano Marco Antônio Pâmio em 25 anos de carreira, a peça será apresentada hoje, às 20h, no Teatro do Sesc Santo André.

Sem apelar para o didatismo ou julgamento moral, o texto assinado por Otávio Martins narra a trajetória ascendente do oportunista Zé Carlos a partir da adolescência, em 1977, até 2007.

“Ele tem pelo menos um talento reconhecido na vida: conseguir, sem fazer muita força, mascarar falcatruas alheias e dar jeitinho nas más condutas de seus chefes. É um cara que vive na sombra, que faz com que os esquemas não sejam revelados e ganha as sobras”, afirma o ator.

Definido pelo intérprete como “Macunaíma da classe média brasileira”, o personagem envolve-se com políticos e acompanha as profundas transformações que marcaram a sociedade brasileira nas últimas três décadas, entre elas o processo de redemocratização e a reeleição de Lula.

Politicamente, muda de lado conforme lhe convém. “O personagem é transferido para Brasília e o irmão reclama que não recebe mais a visita dele em São Paulo. O Zé Carlos responde: ‘Tenho que lhe visitar porque preciso participar do comício das Diretas Já! na Praça da Sé. Antes era contra, mas agora sou a favor”, exemplifica Pâmio.

Durante a produção, dirigida por Naum Alves de Souza, ele interpreta outros 15 personagens com único figurino. “Tive propostas para fazer monólogo, mas confesso que senti medo de não depender de ninguém. Hoje, não me sinto sozinho nunca em cena, porque a plateia acompanha cada cena e faz o espetáculo em parceria comigo.”
 
Mediano – Hoje, às 20h. No Teatro do Sesc Santo André – Rua Tamarutaca, 302. Tel.: 4469-1200. Ingr.: R$ 4 a R$ 16.



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