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Covid-19 põe comparecimento em xeque

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

14/11/2020 | 23:06


As abstenções nas eleições do Grande ABC, que no pleito municipal passado superaram a votação de vários candidatos vitoriosos, somam-se na corrida deste ano a outro fator que contribui com o ‘não voto’: a pandemia de Covid-19. Pesquisas Diário/Ibope revelam que a parcela de eleitores que dizem que ainda não sabem se vão votar no pleito de hoje em razão do vírus varia de 9% a 15% do eleitorado das sete cidades.

O maior índice, de 15%, é registrado entre os eleitores de Diadema e de Ribeirão Pires. Em território diademense, 3% dos entrevistados avisaram que não vão comparecer para votar de jeito nenhum, contra 4% entre os eleitores ribeirão-pirenses. Na sequência aparece Mauá, onde 13% do eleitorado declarou que ainda está em dúvida sobre ir às urnas – 4% decretaram que não vão votar.
Em Santo André e em São Bernardo, a parcela dos que ainda não sabem se comparecerão é de 12%, ante 3% e 2%, respectivamente, que já decidiram não ir. Completam o ranking: São Caetano (8% estão na dúvida e 3% não comparecerão) e Rio Grande da Serra (9% e 3%).

Os dados integram a lista de questionamentos realizados nas pesquisas eleitorais publicadas pelo Diário no dia 5 – entrevistas ocorreram na primeira semana deste mês.

Para o cientista político Ivan Felipe Fernandes, professor de políticas públicas da UFABC (Universidade Federal do ABC), a expectativa é de aumento da taxa de abstenção nessas eleições. “O fator que prepondera no momento é mais contextual. Uma parte dessa abstenção é decorrente de um desgaste e da crise política que o Brasil vem atravessando, mas a gente acredita que vai ter um choque maior porque as pessoas estão preocupadas com a pandemia”, avalia, ao emendar que entre os eleitores bolsonaristas o efeito tende a ser inverso em decorrência do negacionismo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação à Covid-19.

Na eleição de 2016, apenas dois dos sete prefeitos eleitos tiveram a maioria dos votos totais: Paulo Serra (PSDB, Santo André) e Gabriel Maranhão (Cidadania, Rio Grande da Serra). A votação recebida pelos demais – Orlando Morando (PSDB, São Bernardo); José Auricchio Júnior (PSDB, São Caetano); Lauro Michels (PV, Diadema); Atila Jacomussi (PSB, Mauá) e Adler Kiko Teixeira (PSDB, Ribeirão Pires) – não superou a soma dos votos brancos, nulos e abstenções em suas cidades. Na época, o País havia acabado de passar pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT).
(Colaborou Daniel Tossato) 



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Covid-19 põe comparecimento em xeque

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

14/11/2020 | 23:06


As abstenções nas eleições do Grande ABC, que no pleito municipal passado superaram a votação de vários candidatos vitoriosos, somam-se na corrida deste ano a outro fator que contribui com o ‘não voto’: a pandemia de Covid-19. Pesquisas Diário/Ibope revelam que a parcela de eleitores que dizem que ainda não sabem se vão votar no pleito de hoje em razão do vírus varia de 9% a 15% do eleitorado das sete cidades.

O maior índice, de 15%, é registrado entre os eleitores de Diadema e de Ribeirão Pires. Em território diademense, 3% dos entrevistados avisaram que não vão comparecer para votar de jeito nenhum, contra 4% entre os eleitores ribeirão-pirenses. Na sequência aparece Mauá, onde 13% do eleitorado declarou que ainda está em dúvida sobre ir às urnas – 4% decretaram que não vão votar.
Em Santo André e em São Bernardo, a parcela dos que ainda não sabem se comparecerão é de 12%, ante 3% e 2%, respectivamente, que já decidiram não ir. Completam o ranking: São Caetano (8% estão na dúvida e 3% não comparecerão) e Rio Grande da Serra (9% e 3%).

Os dados integram a lista de questionamentos realizados nas pesquisas eleitorais publicadas pelo Diário no dia 5 – entrevistas ocorreram na primeira semana deste mês.

Para o cientista político Ivan Felipe Fernandes, professor de políticas públicas da UFABC (Universidade Federal do ABC), a expectativa é de aumento da taxa de abstenção nessas eleições. “O fator que prepondera no momento é mais contextual. Uma parte dessa abstenção é decorrente de um desgaste e da crise política que o Brasil vem atravessando, mas a gente acredita que vai ter um choque maior porque as pessoas estão preocupadas com a pandemia”, avalia, ao emendar que entre os eleitores bolsonaristas o efeito tende a ser inverso em decorrência do negacionismo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação à Covid-19.

Na eleição de 2016, apenas dois dos sete prefeitos eleitos tiveram a maioria dos votos totais: Paulo Serra (PSDB, Santo André) e Gabriel Maranhão (Cidadania, Rio Grande da Serra). A votação recebida pelos demais – Orlando Morando (PSDB, São Bernardo); José Auricchio Júnior (PSDB, São Caetano); Lauro Michels (PV, Diadema); Atila Jacomussi (PSB, Mauá) e Adler Kiko Teixeira (PSDB, Ribeirão Pires) – não superou a soma dos votos brancos, nulos e abstenções em suas cidades. Na época, o País havia acabado de passar pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT).
(Colaborou Daniel Tossato) 

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