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Volpi vislumbra retorno em Ribeirão; fora do PT, Claudinho está perto do êxito em Rio Grande

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

14/11/2020 | 23:25


Oito anos depois de sair da Prefeitura sem conseguir emplacar seu sucessor e após disputar a Prefeitura de Mauá (em 2016), o ex-prefeito Clóvis Volpi (PL) está perto de voltar a comandar a única estância turística do Grande ABC.

Como era esperado, o pleito polarizou em Ribeirão entre Volpi e o atual prefeito, Adler Kiko Teixeira (PSDB). Depois de fazer história na região ao ser o segundo chefe do Executivo a comandar duas cidades – repetindo feito de Lauro Gomes, que, nos anos 1950 e 1960, administrou São Bernardo e Santo André –, o tucano vê ameaçada sua reeleição em uma campanha marcada por problemas jurídicos.
Aliás, o campo jurídico virou aposta principal de Kiko para arrastar a disputa eleitoral contra Volpi. O tucano teve sua candidatura indeferida pela juíza Maria Carolina Marques Caro Quintiliano, da 183ª Zona Eleitoral, com argumento de que ele foi condenado em segunda instância pela Justiça paulista. Kiko foi penalizado por, quando prefeito de Rio Grande da Serra, ter contratado filho de um secretário.

Seu corpo jurídico tenta convencer a Justiça Eleitoral a também aplicar o indeferimento para o principal adversário. E um fato ocorrido durante a eleição fortaleceu essa tese. Volpi teve as contas de 2012 rejeitadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), contabilidade essa reprovada também pela Câmara – o que resultaria em problemas jurídicos eleitorais. Porém, a casa reviu sua posição e aprovou as contas em uma nova análise. Só que todo esse processo de reviravolta no Legislativo foi anulado pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) já no curso da corrida eleitoral, com a candidatura de Volpi deferida inicialmente pelo juízo eleitoral de Ribeirão.

Assim como em São Caetano, Volpi precisará sustentar esse deferimento, caso seja eleito hoje, até o fim do ano, para poder ser diplomado e tomar posse para um eventual terceiro mandato. Kiko, por sua vez, uniu quase toda a classe política da cidade em torno de seu projeto eleitoral – o ex-prefeito Luiz Carlos Grecco (PSDB) e o ex-vice-prefeito Edinaldo de Menezes, o Dedé (Cidadania), rivais dele há quatro anos, pedem votos a Kiko. Se Volpi triunfar nas urnas e nos tribunais, Kiko repetirá feito negativo de Saulo Benevides (Avante), que não conseguiu a reeleição.
Sem conseguir impedir a polarização, a empresária Marisa da Casas Próprias (SD), o professor Felipe Magalhães (PT) e Carlos Sacomani, o Banana (PSL), concorrem pelos votos de quem não quer Kiko nem Volpi.

Claudinho está próximo de ganhar em Rio Grande da Serra

A persistência do ex-vereador Claudinho da Geladeira (Podemos) nunca teve tão perto de ser recompensada. O ex-parlamentar, candidato a prefeito de Rio Grande da Serra em 2012 e em 2016, é o favorito na eleição de hoje, curiosamente a primeira dele fora do PT, sigla que o alçou na política rio-grandense.

Após 16 anos de hegemonia do grupo político iniciado pelo ex-prefeito Adler Kiko Teixeira (PSDB) e continuado pelo atual chefe do Executivo, Gabriel Maranhão (Cidadania), Claudinho consolidou um bloco que se desgarrou do time, deixou para atrás o PT e sua rejeição e, pelas pesquisas de intenções de voto, está próximo de se tornar prefeito.

O trunfo para que Claudinho pudesse se apresentar como candidato competitivo na cidade foi a briga entre Kiko e Maranhão. Eleito em 2004 e reeleito em 2008, Kiko bancou a candidatura de Maranhão em 2012. Então secretário de Obras, Maranhão desbancou nomes políticos do governo e, depois, superou Claudinho nas urnas. Em 2016, se reelegeu sem sustos. Porém, dois anos depois, se afastou do padrinho político.

Nos bastidores, embora estivesse governando a vizinha Ribeirão Pires, Kiko se aproximou de Claudinho e reforçou sua campanha. A primeira etapa foi tirar o ex-vereador do PT e afastá-lo do apelido xodó do Lula, alcunha que ganhou em 2012, quando encantou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Aos poucos, o time de oposição foi se reforçando.

Maranhão, por sua vez, apostou as fichas em sua vice, Marilza de Oliveira (PSD). Também agiu para impedir fuga em massa de aliados. Tanto que brecou candidaturas próprias que ameaçavam sair. Ousou também na montagem da chapa, ao escolher Helenice Arruda (PL) como vice – uma dobrada 100% feminina na cidade.

Um dos únicos que Maranhão não conseguiu atrair foi o vereador Akira Auriani (PSB). Em primeiro mandato, o jovem político surpreendeu na corrida eleitoral. Tanto que na pesquisa Diário/Ibope, divulgada dez dias antes do pleito, ele apareceu na terceira colocação, em empate técnico com Marilza. Nos últimos dias, intensificou as carreatas para difundir sua campanha em busca de alcançar o líder Claudinho.

O trio deixou para trás dois ex-prefeitos que também estão na disputa. Ramon Velásquez (PT) e José Teixeira (PSL) enfrentaram dificuldades para encaixar seus discursos, que outrora encantaram os eleitores de Rio Grande.
 



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Volpi vislumbra retorno em Ribeirão; fora do PT, Claudinho está perto do êxito em Rio Grande

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

14/11/2020 | 23:25


Oito anos depois de sair da Prefeitura sem conseguir emplacar seu sucessor e após disputar a Prefeitura de Mauá (em 2016), o ex-prefeito Clóvis Volpi (PL) está perto de voltar a comandar a única estância turística do Grande ABC.

Como era esperado, o pleito polarizou em Ribeirão entre Volpi e o atual prefeito, Adler Kiko Teixeira (PSDB). Depois de fazer história na região ao ser o segundo chefe do Executivo a comandar duas cidades – repetindo feito de Lauro Gomes, que, nos anos 1950 e 1960, administrou São Bernardo e Santo André –, o tucano vê ameaçada sua reeleição em uma campanha marcada por problemas jurídicos.
Aliás, o campo jurídico virou aposta principal de Kiko para arrastar a disputa eleitoral contra Volpi. O tucano teve sua candidatura indeferida pela juíza Maria Carolina Marques Caro Quintiliano, da 183ª Zona Eleitoral, com argumento de que ele foi condenado em segunda instância pela Justiça paulista. Kiko foi penalizado por, quando prefeito de Rio Grande da Serra, ter contratado filho de um secretário.

Seu corpo jurídico tenta convencer a Justiça Eleitoral a também aplicar o indeferimento para o principal adversário. E um fato ocorrido durante a eleição fortaleceu essa tese. Volpi teve as contas de 2012 rejeitadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), contabilidade essa reprovada também pela Câmara – o que resultaria em problemas jurídicos eleitorais. Porém, a casa reviu sua posição e aprovou as contas em uma nova análise. Só que todo esse processo de reviravolta no Legislativo foi anulado pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) já no curso da corrida eleitoral, com a candidatura de Volpi deferida inicialmente pelo juízo eleitoral de Ribeirão.

Assim como em São Caetano, Volpi precisará sustentar esse deferimento, caso seja eleito hoje, até o fim do ano, para poder ser diplomado e tomar posse para um eventual terceiro mandato. Kiko, por sua vez, uniu quase toda a classe política da cidade em torno de seu projeto eleitoral – o ex-prefeito Luiz Carlos Grecco (PSDB) e o ex-vice-prefeito Edinaldo de Menezes, o Dedé (Cidadania), rivais dele há quatro anos, pedem votos a Kiko. Se Volpi triunfar nas urnas e nos tribunais, Kiko repetirá feito negativo de Saulo Benevides (Avante), que não conseguiu a reeleição.
Sem conseguir impedir a polarização, a empresária Marisa da Casas Próprias (SD), o professor Felipe Magalhães (PT) e Carlos Sacomani, o Banana (PSL), concorrem pelos votos de quem não quer Kiko nem Volpi.

Claudinho está próximo de ganhar em Rio Grande da Serra

A persistência do ex-vereador Claudinho da Geladeira (Podemos) nunca teve tão perto de ser recompensada. O ex-parlamentar, candidato a prefeito de Rio Grande da Serra em 2012 e em 2016, é o favorito na eleição de hoje, curiosamente a primeira dele fora do PT, sigla que o alçou na política rio-grandense.

Após 16 anos de hegemonia do grupo político iniciado pelo ex-prefeito Adler Kiko Teixeira (PSDB) e continuado pelo atual chefe do Executivo, Gabriel Maranhão (Cidadania), Claudinho consolidou um bloco que se desgarrou do time, deixou para atrás o PT e sua rejeição e, pelas pesquisas de intenções de voto, está próximo de se tornar prefeito.

O trunfo para que Claudinho pudesse se apresentar como candidato competitivo na cidade foi a briga entre Kiko e Maranhão. Eleito em 2004 e reeleito em 2008, Kiko bancou a candidatura de Maranhão em 2012. Então secretário de Obras, Maranhão desbancou nomes políticos do governo e, depois, superou Claudinho nas urnas. Em 2016, se reelegeu sem sustos. Porém, dois anos depois, se afastou do padrinho político.

Nos bastidores, embora estivesse governando a vizinha Ribeirão Pires, Kiko se aproximou de Claudinho e reforçou sua campanha. A primeira etapa foi tirar o ex-vereador do PT e afastá-lo do apelido xodó do Lula, alcunha que ganhou em 2012, quando encantou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Aos poucos, o time de oposição foi se reforçando.

Maranhão, por sua vez, apostou as fichas em sua vice, Marilza de Oliveira (PSD). Também agiu para impedir fuga em massa de aliados. Tanto que brecou candidaturas próprias que ameaçavam sair. Ousou também na montagem da chapa, ao escolher Helenice Arruda (PL) como vice – uma dobrada 100% feminina na cidade.

Um dos únicos que Maranhão não conseguiu atrair foi o vereador Akira Auriani (PSB). Em primeiro mandato, o jovem político surpreendeu na corrida eleitoral. Tanto que na pesquisa Diário/Ibope, divulgada dez dias antes do pleito, ele apareceu na terceira colocação, em empate técnico com Marilza. Nos últimos dias, intensificou as carreatas para difundir sua campanha em busca de alcançar o líder Claudinho.

O trio deixou para trás dois ex-prefeitos que também estão na disputa. Ramon Velásquez (PT) e José Teixeira (PSL) enfrentaram dificuldades para encaixar seus discursos, que outrora encantaram os eleitores de Rio Grande.
 

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