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Filippi vê chances de quarto mandato e, Pretinho, incerteza

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

14/11/2020 | 23:30


A corrida pela Prefeitura de Diadema carrega dois possíveis fatos históricos. Na raia oposicionista, o ex-prefeito José de Filippi Júnior (PT) vê chances reais de conquistar seu quarto mandato, recorde inalcançado por políticos do Grande ABC. O petista, que governou o município entre 1993 e 1996, de 2001 a 2004 e de 2005 a 2008, desponta como favorito nas pesquisas e vislumbra, inclusive, vitória já no primeiro turno.

Já o prefeiturável governista, Pretinho do Água Santa (DEM), enfrenta incertezas e pode assistir ao cenário repetir o de 20 anos atrás, última vez em que um candidato que representa o Paço nas urnas nem sequer foi ao segundo turno. Na eleição de 2000, o então prefeito Gilson Menezes (PSB), candidato à reeleição, ficou de fora do confronto final. A fase derradeira foi decidida entre Filippi e José Augusto da Silva Ramos (PSDB), com o petista levando a melhor.

Na pesquisa Diário/Ibope publicada no dia 5, Pretinho apareceu com 9%, empatado numericamente em segundo lugar com Taka Yamauchi (PSD), que ficou em quarto lugar na disputa de 2016 e que, nos últimos anos, se afastou da política da cidade para ser secretário de Obras do governo Adler Kiko Teixeira (PSDB), em Ribeirão Pires. Também brigam pela outra vaga em eventual segundo turno os vereadores Ricardo Yoshio (PSDB), Ronaldo Lacerda (PDT) e Marcos Michels (PSB), primo de Lauro.

Escolhido como espécie de plano B do prefeito Lauro Michels (PV) – o preferido para a empreitada era o deputado estadual Márcio da Farmácia (Podemos), que rejeitou o convite –, Pretinho não foi consenso no governo, que acabou se dividindo em mais quatro candidaturas dissidentes: Marcos Michels; Denise Ventrici (PRTB), Gesiel Duarte (Republicanos) e Arquiteto David (PSC). Marcos, inclusive, passou a campanha tentando camuflar o sobrenome Michels para driblar a rejeição acumulada dos oito anos de gestão do primo.

Oficialmente, o PT diademense evita falar em liquidar a disputa já no primeiro turno, mas, internamente, trabalha para liquidar o confronto hoje. Em 2012, o partido governava a cidade – o então prefeito era Mário Reali – e saiu de um confortável primeiro turno assistindo a uma vitória de virada de Lauro no segundo turno. O resultado interrompeu 12 anos de vitórias consecutivas do petismo na cidade.
Filippi chegou a ter o nome ventilado para ser o prefeiturável em 2016, mas, naquela época, a sigla ainda se recuperava do impacto do impeachment de Dilma Rousseff (PT). Também foi no início daquele ano que o ex-prefeito foi levado coercitivamente pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos à Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato. O escolhido foi Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), que ficou em terceiro e foi o primeiro petista que não foi ao segundo turno na cidade.
 



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Filippi vê chances de quarto mandato e, Pretinho, incerteza

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

14/11/2020 | 23:30


A corrida pela Prefeitura de Diadema carrega dois possíveis fatos históricos. Na raia oposicionista, o ex-prefeito José de Filippi Júnior (PT) vê chances reais de conquistar seu quarto mandato, recorde inalcançado por políticos do Grande ABC. O petista, que governou o município entre 1993 e 1996, de 2001 a 2004 e de 2005 a 2008, desponta como favorito nas pesquisas e vislumbra, inclusive, vitória já no primeiro turno.

Já o prefeiturável governista, Pretinho do Água Santa (DEM), enfrenta incertezas e pode assistir ao cenário repetir o de 20 anos atrás, última vez em que um candidato que representa o Paço nas urnas nem sequer foi ao segundo turno. Na eleição de 2000, o então prefeito Gilson Menezes (PSB), candidato à reeleição, ficou de fora do confronto final. A fase derradeira foi decidida entre Filippi e José Augusto da Silva Ramos (PSDB), com o petista levando a melhor.

Na pesquisa Diário/Ibope publicada no dia 5, Pretinho apareceu com 9%, empatado numericamente em segundo lugar com Taka Yamauchi (PSD), que ficou em quarto lugar na disputa de 2016 e que, nos últimos anos, se afastou da política da cidade para ser secretário de Obras do governo Adler Kiko Teixeira (PSDB), em Ribeirão Pires. Também brigam pela outra vaga em eventual segundo turno os vereadores Ricardo Yoshio (PSDB), Ronaldo Lacerda (PDT) e Marcos Michels (PSB), primo de Lauro.

Escolhido como espécie de plano B do prefeito Lauro Michels (PV) – o preferido para a empreitada era o deputado estadual Márcio da Farmácia (Podemos), que rejeitou o convite –, Pretinho não foi consenso no governo, que acabou se dividindo em mais quatro candidaturas dissidentes: Marcos Michels; Denise Ventrici (PRTB), Gesiel Duarte (Republicanos) e Arquiteto David (PSC). Marcos, inclusive, passou a campanha tentando camuflar o sobrenome Michels para driblar a rejeição acumulada dos oito anos de gestão do primo.

Oficialmente, o PT diademense evita falar em liquidar a disputa já no primeiro turno, mas, internamente, trabalha para liquidar o confronto hoje. Em 2012, o partido governava a cidade – o então prefeito era Mário Reali – e saiu de um confortável primeiro turno assistindo a uma vitória de virada de Lauro no segundo turno. O resultado interrompeu 12 anos de vitórias consecutivas do petismo na cidade.
Filippi chegou a ter o nome ventilado para ser o prefeiturável em 2016, mas, naquela época, a sigla ainda se recuperava do impacto do impeachment de Dilma Rousseff (PT). Também foi no início daquele ano que o ex-prefeito foi levado coercitivamente pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos à Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato. O escolhido foi Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), que ficou em terceiro e foi o primeiro petista que não foi ao segundo turno na cidade.
 

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