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Auricchio perto de recorde em eleição que vai se arrastar

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

14/11/2020 | 23:16


O prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), está perto de quebrar um recorde no Grande ABC, mas a disputa eleitoral na cidade vai se arrastar no âmbito jurídico. O tucano é favorito para, no voto, ser reeleito e conquistar o quarto mandato de chefe do Executivo – marca inalcançada na região. Entretanto, impasse jurídico fará com que a eleição prossiga nos bastidores.

Eleito em 2004, em 2008 e em 2016, Auricchio liderou, durante toda a corrida eleitoral, as pesquisas de intenções de voto com distância considerável para os adversários. Entretanto, o indeferimento de sua candidatura, decretado pela juíza Ana Lúcia Fusaro, da 166ª Zona Eleitoral da cidade, embaralhou completamente o panorama político.

O tucano foi condenado por captação irregular de doação eleitoral na eleição de 2016. Mas conseguiu, já com o pleito correndo, recurso especial no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo), para suspender os efeitos da condenação anterior – de perda dos direitos políticos. Esse recurso, porém, foi confirmado pela corte depois que o juízo eleitoral de São Caetano havia divulgado sua decisão.

Com a mudança de dispositivos da Lei Eleitoral, se Auricchio vencer no voto – confirmando, assim, a expectativa das pesquisas –, ele precisará reverter o indeferimento até o fim do ano. Caso contrário, há possibilidade real de nova eleição. Outra alteração na legislação determina que a foto de Auricchio esteja na urna e os votos apareçam na contabilidade oficial, mesmo com destaque de ‘sub júdice’.

O principal adversário é o ex-vereador Fabio Palacio (PSD), que, no passado, foi aliado de Auricchio e, agora, se posta como opositor mais estruturado contra o tucano. Em sua segunda aparição na corrida eleitoral de São Caetano, tem uma campanha mais robusta.

O pessedista buscou apoio do ex-prefeito Paulo Pinheiro (DEM), segundo colocado no pleito de 2016 – quando Palacio foi o terceiro. Para vice, recorreu ao sobrenome Klein. Filho de Samuel Klein, fundador da Casas Bahia, emblemática empresa varejista nascida em São Caetano, Saul Klein (PSD) aceitou ser vice de Palacio para debutar na política eleitoral.

Por falar em herança de sobrenome, Thiago Tortorello (PRTB) tenta resgatar a força do clã, que, entre os anos 1980 e 2000, dominava a política municipal. Luiz Olinto Tortorello, prefeito por três oportunidades, era tio de Thiago, que concorre pela primeira vez na eleição de São Caetano. A aposta de ingressar no partido do vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), foi para se colocar à direita no campo político.

Mario Bohm (Novo) também debuta na eleição na esteira do sucesso do partido em solo são-caetanense em 2018. Ainda concorrem os ex-vereadores João Morais (PT) e Horácio Neto (Psol), além dos ex-secretários Nilson Bonome (PSL) e Eduardo Casonato (Rede). 
 



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Auricchio perto de recorde em eleição que vai se arrastar

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

14/11/2020 | 23:16


O prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), está perto de quebrar um recorde no Grande ABC, mas a disputa eleitoral na cidade vai se arrastar no âmbito jurídico. O tucano é favorito para, no voto, ser reeleito e conquistar o quarto mandato de chefe do Executivo – marca inalcançada na região. Entretanto, impasse jurídico fará com que a eleição prossiga nos bastidores.

Eleito em 2004, em 2008 e em 2016, Auricchio liderou, durante toda a corrida eleitoral, as pesquisas de intenções de voto com distância considerável para os adversários. Entretanto, o indeferimento de sua candidatura, decretado pela juíza Ana Lúcia Fusaro, da 166ª Zona Eleitoral da cidade, embaralhou completamente o panorama político.

O tucano foi condenado por captação irregular de doação eleitoral na eleição de 2016. Mas conseguiu, já com o pleito correndo, recurso especial no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo), para suspender os efeitos da condenação anterior – de perda dos direitos políticos. Esse recurso, porém, foi confirmado pela corte depois que o juízo eleitoral de São Caetano havia divulgado sua decisão.

Com a mudança de dispositivos da Lei Eleitoral, se Auricchio vencer no voto – confirmando, assim, a expectativa das pesquisas –, ele precisará reverter o indeferimento até o fim do ano. Caso contrário, há possibilidade real de nova eleição. Outra alteração na legislação determina que a foto de Auricchio esteja na urna e os votos apareçam na contabilidade oficial, mesmo com destaque de ‘sub júdice’.

O principal adversário é o ex-vereador Fabio Palacio (PSD), que, no passado, foi aliado de Auricchio e, agora, se posta como opositor mais estruturado contra o tucano. Em sua segunda aparição na corrida eleitoral de São Caetano, tem uma campanha mais robusta.

O pessedista buscou apoio do ex-prefeito Paulo Pinheiro (DEM), segundo colocado no pleito de 2016 – quando Palacio foi o terceiro. Para vice, recorreu ao sobrenome Klein. Filho de Samuel Klein, fundador da Casas Bahia, emblemática empresa varejista nascida em São Caetano, Saul Klein (PSD) aceitou ser vice de Palacio para debutar na política eleitoral.

Por falar em herança de sobrenome, Thiago Tortorello (PRTB) tenta resgatar a força do clã, que, entre os anos 1980 e 2000, dominava a política municipal. Luiz Olinto Tortorello, prefeito por três oportunidades, era tio de Thiago, que concorre pela primeira vez na eleição de São Caetano. A aposta de ingressar no partido do vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), foi para se colocar à direita no campo político.

Mario Bohm (Novo) também debuta na eleição na esteira do sucesso do partido em solo são-caetanense em 2018. Ainda concorrem os ex-vereadores João Morais (PT) e Horácio Neto (Psol), além dos ex-secretários Nilson Bonome (PSL) e Eduardo Casonato (Rede). 
 

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