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Em reedição, Morando vive expectativa de vitória hoje

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

14/11/2020 | 23:03


A reedição da disputa entre Orlando Morando (PSDB) e Luiz Marinho (PT) marcou a eleição em São Bernardo e o pleito chega com expectativa de terminar hoje.
Na condição de prefeito, o tucano parte para a reeleição como favorito. Pesquisas de intenções de voto apresentam o atual chefe do Executivo com percentuais que lhe garantiriam mais quatro anos – e, assim, a manutenção da tradição da cidade de sempre conferir a reeleição aos detentores do cargo máximo da política municipal.

Vencedor da eleição em 2008, Marinho mantém esperança de levar a corrida ao segundo turno. Doze anos atrás, o petista também era azarão. Ministro do Trabalho e da Previdência dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o sindicalista contou justamente com o apadrinhamento do então presidente da República para ter mola propulsora de sua candidatura. Morando era o prefeiturável que defendia a continuidade do governo de William Dib. O duelo foi ao segundo turno e Marinho superou o então deputado estadual.

Para repetir aquele pleito, Marinho torce para um impulso na reta final do vereador Rafael Demarchi (PSL). Em sua primeira aparição na eleição majoritária, Demarchi se coloca como candidato defensor dos ideais do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Nas últimas semanas, subiu o tom contra os dois adversários, bateu na tecla de denúncias de corrupção de PT e PSDB e acredita ser possível seguir a trilha de Bolsonaro: sem muito recurso, contar com apoio silencioso para alcançar o segundo turno.

A eleição de 2020 ficou marcada por uma aliança que era impensada por quem acompanha a política do Grande ABC. Adversários ferrenhos por décadas, Morando e o deputado federal Alex Manente (Cidadania) decidiram se unir. Em 2008, naquela eleição em que Marinho superou Morando, Alex foi fundamental para o triunfo petista. Terceiro colocado naquele pleito, apoiou Marinho – fotos de Alex ao lado dele e de Lula são usadas até hoje para taxar o parlamentar federal de petista. Alex, que foi o principal rival de Morando em 2016 (perdeu no segundo turno para o tucano), está do outro lado, pedindo votos ao atual prefeito.

Outro nome que buscou, durante a eleição, furar a polarização entre PT e PSDB foi o médico Leandro Altrão (PSB). Primeiro suplente de vereador pelo PT em 2016, superando figurões do petismo na cidade – como Zé Ferreira e Marcos Lula –, doutor Leandro decidiu sair do partido em busca de brilho próprio. Encontrou guarida no PSB. Afiado no discurso contra os adversários, em especial Morando, Leandro se destacou em debate e nas redes sociais. Empacou, porém, na falta de estrutura de campanha.

O pleito em São Bernardo conta ainda com Lourdes da Chapa Coletiva, alternativa do Psol para expandir representatividade dentro da campanha após desempenhos tímidos do ex-vereador Aldo Santos em corridas anteriores, e Cláudio Donizete (PSTU). 
 



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Em reedição, Morando vive expectativa de vitória hoje

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

14/11/2020 | 23:03


A reedição da disputa entre Orlando Morando (PSDB) e Luiz Marinho (PT) marcou a eleição em São Bernardo e o pleito chega com expectativa de terminar hoje.
Na condição de prefeito, o tucano parte para a reeleição como favorito. Pesquisas de intenções de voto apresentam o atual chefe do Executivo com percentuais que lhe garantiriam mais quatro anos – e, assim, a manutenção da tradição da cidade de sempre conferir a reeleição aos detentores do cargo máximo da política municipal.

Vencedor da eleição em 2008, Marinho mantém esperança de levar a corrida ao segundo turno. Doze anos atrás, o petista também era azarão. Ministro do Trabalho e da Previdência dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o sindicalista contou justamente com o apadrinhamento do então presidente da República para ter mola propulsora de sua candidatura. Morando era o prefeiturável que defendia a continuidade do governo de William Dib. O duelo foi ao segundo turno e Marinho superou o então deputado estadual.

Para repetir aquele pleito, Marinho torce para um impulso na reta final do vereador Rafael Demarchi (PSL). Em sua primeira aparição na eleição majoritária, Demarchi se coloca como candidato defensor dos ideais do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Nas últimas semanas, subiu o tom contra os dois adversários, bateu na tecla de denúncias de corrupção de PT e PSDB e acredita ser possível seguir a trilha de Bolsonaro: sem muito recurso, contar com apoio silencioso para alcançar o segundo turno.

A eleição de 2020 ficou marcada por uma aliança que era impensada por quem acompanha a política do Grande ABC. Adversários ferrenhos por décadas, Morando e o deputado federal Alex Manente (Cidadania) decidiram se unir. Em 2008, naquela eleição em que Marinho superou Morando, Alex foi fundamental para o triunfo petista. Terceiro colocado naquele pleito, apoiou Marinho – fotos de Alex ao lado dele e de Lula são usadas até hoje para taxar o parlamentar federal de petista. Alex, que foi o principal rival de Morando em 2016 (perdeu no segundo turno para o tucano), está do outro lado, pedindo votos ao atual prefeito.

Outro nome que buscou, durante a eleição, furar a polarização entre PT e PSDB foi o médico Leandro Altrão (PSB). Primeiro suplente de vereador pelo PT em 2016, superando figurões do petismo na cidade – como Zé Ferreira e Marcos Lula –, doutor Leandro decidiu sair do partido em busca de brilho próprio. Encontrou guarida no PSB. Afiado no discurso contra os adversários, em especial Morando, Leandro se destacou em debate e nas redes sociais. Empacou, porém, na falta de estrutura de campanha.

O pleito em São Bernardo conta ainda com Lourdes da Chapa Coletiva, alternativa do Psol para expandir representatividade dentro da campanha após desempenhos tímidos do ex-vereador Aldo Santos em corridas anteriores, e Cláudio Donizete (PSTU). 
 

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