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Candidatos à reeleição nas Câmaras concentram volume de 22% da arrecadação total da disputa

Vereadores que tentam renovar mandato na região – são 119, ao todo - registram arrecadação de R$ 3,4 milhões


Fabio Martins
Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

14/11/2020 | 03:30


Candidatos à reeleição para as Câmaras do Grande ABC concentram quase um quarto da receita, ou mais especificamente 22,4%, do cenário geral das campanhas de postulantes a vereador neste ano. Levantamento do Diário, baseado em dados oficiais disponibilizados no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), aponta que os parlamentares que tentam renovar mandato na região – são 119 nesta disputa entre 142 edis no quadro das sete cidades – registram, juntos, recursos no patamar de R$ 3,4 milhões, enquanto que as empreitadas de 3.743 nomes alcançaram R$ 15,2 milhões no total.

A diferença do volume financeiro de boa parte das campanhas daqueles que possuem cargo eletivo é marcada pela estrutura do bloco de apoio nas ruas, sustentada, principalmente, pelo investimento da máquina partidária, o que auxilia no projeto de reeleição, diante de repasses do fundo especial de financiamento, bem como da ajuda de colaboradores do gabinete. O panorama pode ainda ter sido favorável em decorrência da pandemia de Covid-19 contra quem usa expediente de contato físico e entra na corrida para garantir assento pela primeira vez ou outros que buscam retornar à cadeira.

Diadema tem o maior percentual de concentração da receita entre os candidatos à reeleição: 30%. Os vereadores somaram entrada de valores na ordem de R$ 272 mil para a campanha de manutenção do trabalho na casa – 16 neste prisma – ante R$ 903,6 mil no total (confira detalhes na tabela acima), englobando 603 postulantes ao posto. Em índice aproximado está Mauá, onde os parlamentares, 19 no caso, já receberam R$ 756,6 mil (28,74%) no período, com destaque ao presidente da Câmara, Neycar (SD, veja mais abaixo). O quadro geral atinge R$ 2,63 milhões de aporte na empreitada, e envolve 642 pleiteantes.

As cifras, por sua vez, aparecem mais robustas em São Bernardo, considerando que o município possui quantidade superior de vereadores. Destes, 25 vão concorrer novamente na eleição. Esse contingente computou R$ 1,06 milhão na campanha (18,19%). São 873 figuras no páreo, que contabilizam R$ 5,8 milhões no processo. Número menos expressivo neste contexto na esfera regional surge em Rio Grande da Serra, com 4,96%. A maioria dos edis não informou à Justiça Eleitoral receita até a data de ontem – apenas dois dos dez possíveis relataram recursos arrecadados.

Em Santo André, o percentual de concentração das verbas entre os vereadores ficou em 23,16%. Isso porque 19 parlamentares angariaram R$ 754 mil, sendo que o total de 611 nomes na briga obtiveram R$ 3,25 milhões no intervalo. Os valores levantados por Toninho de Jesus (PSL) chamam a atenção no âmbito local. Já os postulantes à reeleição em São Caetano (17) contabilizaram R$ 419,3 mil, sendo que o total de candidatos arrebatou R$ 1,88 milhão. O município tem o vice-prefeito Beto Vidoski (PSDB) como um dos campeões de receita. 

Região tem nomes com R$ 200 mil de verbas

Presidente da Câmara de Mauá, Neycar (SD) compõe rol entre os nomes do topo do ranking de maiores arrecadadores de campanha do Grande ABC por vaga no Legislativo. O dirigente da casa formalizou R$ 214,7 mil na empreitada pela reeleição. A direção nacional do Solidariedade bancou R$ 146 mil via fundo eleitoral de financiamento. A comissão provisória municipal do partido, na qual ele é presidente, investiu mais R$ 35 mil no pleito, totalizando R$ 181 mil da legenda.

Em solo mauaense, Admir Jacomussi (Patriota), pai do prefeito Atila Jacomussi (PSB), computou R$ 87,7 mil, sendo R$ 25 mil do próprio bolso, e o aliado Bodinho, também do Patriota, tem R$ 75,9 mil para a corrida à reeleição (R$ 20 mil de autofinanciamento). Em Diadema, Josa Queiroz (PT) levantou R$ 50,2 mil, enquanto que Pastor João Gomes (Republicanos), 41,9 mil. Em Ribeirão Pires, Guto Volpi (PL) – filho do prefeiturável Clóvis Volpi (PL) –, que herdou assento com a morte de João Lessa, angariou R$ 48,6 mil.

Santo André apresenta lista extensa com nomes acima da margem de R$ 50 mil de receita. Toninho de Jesus (PSL) computa R$ 113,3 mil. Destes, R$ 105 mil do PSL estadual. Coronel Edson Sardano (PSD) detalhou R$ 108,3 mil, sendo R$ 35,2 mil da direção municipal do PSDB. Fábio Lopes (Cidadania) recebeu R$ 102,4 mil – ele próprio depositou R$ 9.608. Os tucanos Pedrinho Botaro e Marcelo Chehade anotaram R$ 74,7 mil e R$ 61,7 mil, respectivamente. 

Entre os nomes que encabeçam a lista em São Bernardo estão Pery Cartola (PSDB), com R$ 99,9 mil, Hiroyuki Minami (PSDB, R$ 82,2 mil), Ana Nice (PT, R$ 67,6 mil) e Alex Mognon (PSDB, R$ 62 mil). Na vizinha São Caetano há outros nomes com peso financeiro, a exemplo de Edison Parra (Podemos), que angariou R$ 67,3 mil, sendo R$ 26 mil de autofinanciamento, além de Pio Mielo (PSDB), com R$ 61,2 mil na empreitada, e Daniel Córdoba, também do tucanato, com R$ 60,8 mil. 

Apesar da acentuada diferença de arrecadação apresentada de quem detém mandato, há casos de figuras conhecidas no meio político que mostram grandes receitas, como o vice-prefeito de São Caetano e candidato a vereador neste ano, Beto Vidoski (PSDB), que registrou R$ 201,5 mil, a ex-deputada Ana do Carmo (PT, com R$ 102,3 mil), postulante em São Bernardo, e o ex-prefeito de Santo André Carlos Grana (PT, com R$ 62,6 mil).



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