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Grupo de teatro da região completa 45 anos cheio de planos para o pós-pandemia

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

MCTA, de São Caetano, planeja peça para falar sobre a doença de Alzheimer em 2021


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

13/11/2020 | 00:01


Grupo da região, o MCTA (Movimento Cultural Teatral e de Artes) celebra hoje 45 anos de existência. Formado por Carlinhos Lira, 62 anos, figura apaixonada por Nelson Rodrigues, pelo teatro marginal e popular, o projeto nasceu em Diadema e em seguida se instalou em São Caetano, de onde as atividades são pensadas até hoje.

Distante dos palcos há três anos porque “precisava me reciclar artisticamente”, Lira diz que está com energia para retomar as atividades em 2021 e cheio de planos. Um deles é montar uma peça para falar sobre a doença Alzheimer, intitulada Prisioneiro de Mim Mesmo.

Os trabalhos estão em andamento e quem teve acesso ao conteúdo se emociona, garante Lira. “Teve pessoas próximas me contando de pai, mãe, passando por essa doença. Isso tocou meu coração”, explica. E quem tem lido o texto está se emocionando, garante. 

Além desse projeto, Lira quer retomar o espetáculo Cante Para eu Dormir (1994), premiado em diversos festivais do Brasil e exibido em Portugal. 

E algo que é tradição do grupo é a encenação da Via Crucis. “Em 2021 quero encenar em várias praças, com apresentações sexta, sábado e domingo”.

Ao olhar para o passado, Lira recorda que enquanto o teatro de elite, na década de 1970, tratava de textos clássicos, o MCTA preferiu retratar a vida como era. O grupo começou a atuar em plena ditadura militar (1964-1985). “Meu teatro era marginal”, lembra. 

O dramaturgo conta que naquela época vários de seus textos foram censurados pela ditadura. “Quantas vezes não fui parar no Dops (Departamento de Ordem Política e Social)”, diz. É que algumas de suas peças eram consideradas inadequadas naquele período. 

Enquanto grupos eram formados por artistas com estrada, Lira convidava anônimos para o MCTA e os formava. O grupo se tornou projeto social e porta de entrada para os que não tinham possibilidade de ingressar no mundo artístico. Ao longo dos 45 anos passaram pelo grupo cerca de 400 pessoas.

Hoje Lira comemora as conquistas do MCTA. “Escrevi 52 peças teatrais”, diz, orgulhoso. O grupo rodou o País com diversos espetáculos, entre eles o diretor pincela obras como O Último Trem das Onze (1982), homenagem ao cantor e compositor Adoniran Barbosa (1910-1982). 

Ao olhar para a história, Lira sabe da importância do que construiu ao longo dos anos. “Poucos grupos de teatro no mundo conseguem completar 45 anos. Dá orgulho de ver esses 45 anos. Vejo troféus (que o MCTA) conquistou e me emociono. Sei o quanto foi trabalhoso montar cada cena” finaliza



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Grupo de teatro da região completa 45 anos cheio de planos para o pós-pandemia

MCTA, de São Caetano, planeja peça para falar sobre a doença de Alzheimer em 2021

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

13/11/2020 | 00:01


Grupo da região, o MCTA (Movimento Cultural Teatral e de Artes) celebra hoje 45 anos de existência. Formado por Carlinhos Lira, 62 anos, figura apaixonada por Nelson Rodrigues, pelo teatro marginal e popular, o projeto nasceu em Diadema e em seguida se instalou em São Caetano, de onde as atividades são pensadas até hoje.

Distante dos palcos há três anos porque “precisava me reciclar artisticamente”, Lira diz que está com energia para retomar as atividades em 2021 e cheio de planos. Um deles é montar uma peça para falar sobre a doença Alzheimer, intitulada Prisioneiro de Mim Mesmo.

Os trabalhos estão em andamento e quem teve acesso ao conteúdo se emociona, garante Lira. “Teve pessoas próximas me contando de pai, mãe, passando por essa doença. Isso tocou meu coração”, explica. E quem tem lido o texto está se emocionando, garante. 

Além desse projeto, Lira quer retomar o espetáculo Cante Para eu Dormir (1994), premiado em diversos festivais do Brasil e exibido em Portugal. 

E algo que é tradição do grupo é a encenação da Via Crucis. “Em 2021 quero encenar em várias praças, com apresentações sexta, sábado e domingo”.

Ao olhar para o passado, Lira recorda que enquanto o teatro de elite, na década de 1970, tratava de textos clássicos, o MCTA preferiu retratar a vida como era. O grupo começou a atuar em plena ditadura militar (1964-1985). “Meu teatro era marginal”, lembra. 

O dramaturgo conta que naquela época vários de seus textos foram censurados pela ditadura. “Quantas vezes não fui parar no Dops (Departamento de Ordem Política e Social)”, diz. É que algumas de suas peças eram consideradas inadequadas naquele período. 

Enquanto grupos eram formados por artistas com estrada, Lira convidava anônimos para o MCTA e os formava. O grupo se tornou projeto social e porta de entrada para os que não tinham possibilidade de ingressar no mundo artístico. Ao longo dos 45 anos passaram pelo grupo cerca de 400 pessoas.

Hoje Lira comemora as conquistas do MCTA. “Escrevi 52 peças teatrais”, diz, orgulhoso. O grupo rodou o País com diversos espetáculos, entre eles o diretor pincela obras como O Último Trem das Onze (1982), homenagem ao cantor e compositor Adoniran Barbosa (1910-1982). 

Ao olhar para a história, Lira sabe da importância do que construiu ao longo dos anos. “Poucos grupos de teatro no mundo conseguem completar 45 anos. Dá orgulho de ver esses 45 anos. Vejo troféus (que o MCTA) conquistou e me emociono. Sei o quanto foi trabalhoso montar cada cena” finaliza

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