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Anvisa autoriza retomada de testes da Coronavac

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Testagem havia sido suspensa segunda-feira pela Agência, o que causou surpresa e indignação por parte do Butantan, responsável pelo desenvolvimento do imunizante


Da Redação

11/11/2020 | 11:35


 A Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) acaba de autorizar a retomada dos testes da vacina Coronavac. A testagem havia sido suspensa segunda-feira pela Agência, em razão da morte de um dos voluntários. A determinação causou surpresa e indignação por parte do Butantan, responsável pelo desenvolvimento do imunizante. 

"A Anvisa entende que tem subsídios suficientes para permitir a retomada da vacinação e segue acompanhando a investigação do desfecho do caso para que seja definida a possível relação de causalidade entre o EAG (evento adverso grave) inesperado e a vacina", disse, em nota. A agência comunicou, ainda, que "não está divulgando a natureza" do evento adverso ocorrido "em respeito à privacidade e integridade dos voluntários de pesquisa." Ontem foi divulgado que o voluntário cometeu suicídio.

A suspensão provocou um mal-estar entre a agência federal e o governo de São Paulo, comandado por João Doria (PSDB), adversário político do presidente Jair Bolsonaro. Mesmo com informações incompletas sobre o caso, Bolsonaro atribuiu à vacina chinesa "morte, invalidez e anomalias" e disse que ganhou de Doria "mais uma vez", em comentário nas redes sociais.

A Anvisa recebeu o parecer do comitê internacional por volta de 17h de terça-feira, 10. Técnicos do órgão debateram a análise do comitê internacional até depois das 22h do mesmo dia e retomaram as discussões na manhã desta quarta.

O caso que levou à interrupção da vacina trata-se da morte de um voluntário dos estudos que, para a Polícia Civil de São Paulo, cometeu suicídio. O governo Doria diz ser "impossível" que haja relação da morte com o imunizante, mas o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, afirma que está análise deve partir apenas do Comitê Internacional Independente.

A suspensão dos testes impedia novas aplicações da vacina, mas não interfere no monitoramento de voluntários que já receberam doses do imunizante nem na fabricação do produto.



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Anvisa autoriza retomada de testes da Coronavac

Testagem havia sido suspensa segunda-feira pela Agência, o que causou surpresa e indignação por parte do Butantan, responsável pelo desenvolvimento do imunizante

Da Redação

11/11/2020 | 11:35


 A Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) acaba de autorizar a retomada dos testes da vacina Coronavac. A testagem havia sido suspensa segunda-feira pela Agência, em razão da morte de um dos voluntários. A determinação causou surpresa e indignação por parte do Butantan, responsável pelo desenvolvimento do imunizante. 

"A Anvisa entende que tem subsídios suficientes para permitir a retomada da vacinação e segue acompanhando a investigação do desfecho do caso para que seja definida a possível relação de causalidade entre o EAG (evento adverso grave) inesperado e a vacina", disse, em nota. A agência comunicou, ainda, que "não está divulgando a natureza" do evento adverso ocorrido "em respeito à privacidade e integridade dos voluntários de pesquisa." Ontem foi divulgado que o voluntário cometeu suicídio.

A suspensão provocou um mal-estar entre a agência federal e o governo de São Paulo, comandado por João Doria (PSDB), adversário político do presidente Jair Bolsonaro. Mesmo com informações incompletas sobre o caso, Bolsonaro atribuiu à vacina chinesa "morte, invalidez e anomalias" e disse que ganhou de Doria "mais uma vez", em comentário nas redes sociais.

A Anvisa recebeu o parecer do comitê internacional por volta de 17h de terça-feira, 10. Técnicos do órgão debateram a análise do comitê internacional até depois das 22h do mesmo dia e retomaram as discussões na manhã desta quarta.

O caso que levou à interrupção da vacina trata-se da morte de um voluntário dos estudos que, para a Polícia Civil de São Paulo, cometeu suicídio. O governo Doria diz ser "impossível" que haja relação da morte com o imunizante, mas o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, afirma que está análise deve partir apenas do Comitê Internacional Independente.

A suspensão dos testes impedia novas aplicações da vacina, mas não interfere no monitoramento de voluntários que já receberam doses do imunizante nem na fabricação do produto.

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