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Voluntária afirma estar confiante com eficácia da Coronavac

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pediatra de São Bernardo acredita que integrar o estudo é um ato de
cidadania; participantes são monitorados de perto pelos pesquisadores


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

11/11/2020 | 00:01


Pediatra e professora da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Simone Holzer, 56 anos, de Santo André, é uma das voluntárias nos testes da fase 3 da Coronavac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech e testada em parceria com o Instituto Butantan. Um dos fatores que motivaram a médica a se voluntariar foi a confiança na segurança do imunizante, cuja pesquisa de eficácia contra o novo coronavírus é uma das mais avançadas do mundo. Ela recebeu a primeira dose dia 8 de outubro.

“Sei da importância das pesquisas para conseguirmos avançar cientificamente e eu, como pessoa e cidadã, sabendo que é uma questão segura, se eu não for, como teremos a vacina em breve? Como sairemos desta situação?”, avalia Simone. Mesmo depois da suspensão do estudo do imunizante pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) após suposto efeito adverso grave (leia mais abaixo), o sentimento é de tranquilidade. “Você pode tomar um antibiótico e morrer. Tenho certeza de que, caso haja algum fator de risco, seremos (os voluntários) comunicados. Não estou insegura, pois a ciência é algo muito sério”.

A pediatra atua em clínica e no HMU (Hospital Municipal Universitário) de São Bernardo. No consultório particular, a profissional não teve casos de pacientes infectados pelo coronavírus. “Por sorte, este vírus está poupando as crianças, mas estou exposta aos pais. Fico na maternidade (do HMU) e temos gestantes ou mulheres que acabaram de ter o bebê, que acabam testando positivo. Fora os alunos, que também estão lá e tem toda a questão do transporte. Estamos usando EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), mas todos têm chance (de se infectar).”

Além da triagem para receber a vacina, Simone é acompanhada de perto pelos médicos. Ela comparece para coleta de sangue e outros procedimentos de check-up, como aferição da pressão arterial, a cada 14 dias e, em casa, preenche diário informando a temperatura, se teve dor local, vermelhidão ou dor de cabeça, por exemplo. Ela manteve a rotina normal e não apresentou nenhum sintoma desde que recebeu as duas doses da Coronavac, com intervalo de duas semanas entre as aplicações.

A voluntária está participando do estudo por meio do centro de pesquisa da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), onde pelo menos 652 profissionais da saúde integram os testes. Ao todo, 13 mil voluntários devem compor a pesquisa, conduzida em cinco Estados. Em São Paulo, os testes também são realizados na Capital, pelo Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), Instituto de Infectologia Emílio Ribas e Hospital Israelita Albert Einstein.

POLITIZAÇÃO DA VACINA
Em relação às polêmicas envolvendo a Conavac no âmbito político (leia mais abaixo), Simone considera que o cenário é triste. “Estão negligenciando a ciência para colocar as questões políticas. Não importa de onde vem a vacina, o que precisamos é de proteção, que ocorra menos mortes e que possamos sair na rua sem medo. Politizou-se uma questão de saúde pública”, lamenta. Para ela, um dos principais prejuízos das declarações contrárias à vacina é à população que não tem conhecimento científico. “As pessoas passam a ter medo. Já temos um movimento antivacina muito grande e, colocando a política no meio, fica ainda mais complicado”, aponta a médica. 



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Voluntária afirma estar confiante com eficácia da Coronavac

Pediatra de São Bernardo acredita que integrar o estudo é um ato de
cidadania; participantes são monitorados de perto pelos pesquisadores

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

11/11/2020 | 00:01


Pediatra e professora da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Simone Holzer, 56 anos, de Santo André, é uma das voluntárias nos testes da fase 3 da Coronavac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech e testada em parceria com o Instituto Butantan. Um dos fatores que motivaram a médica a se voluntariar foi a confiança na segurança do imunizante, cuja pesquisa de eficácia contra o novo coronavírus é uma das mais avançadas do mundo. Ela recebeu a primeira dose dia 8 de outubro.

“Sei da importância das pesquisas para conseguirmos avançar cientificamente e eu, como pessoa e cidadã, sabendo que é uma questão segura, se eu não for, como teremos a vacina em breve? Como sairemos desta situação?”, avalia Simone. Mesmo depois da suspensão do estudo do imunizante pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) após suposto efeito adverso grave (leia mais abaixo), o sentimento é de tranquilidade. “Você pode tomar um antibiótico e morrer. Tenho certeza de que, caso haja algum fator de risco, seremos (os voluntários) comunicados. Não estou insegura, pois a ciência é algo muito sério”.

A pediatra atua em clínica e no HMU (Hospital Municipal Universitário) de São Bernardo. No consultório particular, a profissional não teve casos de pacientes infectados pelo coronavírus. “Por sorte, este vírus está poupando as crianças, mas estou exposta aos pais. Fico na maternidade (do HMU) e temos gestantes ou mulheres que acabaram de ter o bebê, que acabam testando positivo. Fora os alunos, que também estão lá e tem toda a questão do transporte. Estamos usando EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), mas todos têm chance (de se infectar).”

Além da triagem para receber a vacina, Simone é acompanhada de perto pelos médicos. Ela comparece para coleta de sangue e outros procedimentos de check-up, como aferição da pressão arterial, a cada 14 dias e, em casa, preenche diário informando a temperatura, se teve dor local, vermelhidão ou dor de cabeça, por exemplo. Ela manteve a rotina normal e não apresentou nenhum sintoma desde que recebeu as duas doses da Coronavac, com intervalo de duas semanas entre as aplicações.

A voluntária está participando do estudo por meio do centro de pesquisa da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), onde pelo menos 652 profissionais da saúde integram os testes. Ao todo, 13 mil voluntários devem compor a pesquisa, conduzida em cinco Estados. Em São Paulo, os testes também são realizados na Capital, pelo Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), Instituto de Infectologia Emílio Ribas e Hospital Israelita Albert Einstein.

POLITIZAÇÃO DA VACINA
Em relação às polêmicas envolvendo a Conavac no âmbito político (leia mais abaixo), Simone considera que o cenário é triste. “Estão negligenciando a ciência para colocar as questões políticas. Não importa de onde vem a vacina, o que precisamos é de proteção, que ocorra menos mortes e que possamos sair na rua sem medo. Politizou-se uma questão de saúde pública”, lamenta. Para ela, um dos principais prejuízos das declarações contrárias à vacina é à população que não tem conhecimento científico. “As pessoas passam a ter medo. Já temos um movimento antivacina muito grande e, colocando a política no meio, fica ainda mais complicado”, aponta a médica. 

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