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Preso pela morte de Eloá, Lindemberg Alves pede progressão para semiaberto

André Henriques/Lindemberg chega no Fórum, em 2012, para ser julgado Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Defesa alega bom comportamento para que ex-entregador de pizza fique livre em feriados


Da Redação

11/11/2020 | 00:01


Lindemberg Fernandes Alves, que matou a ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, em 2008, no apartamento da jovem no Jardim Santo André, em Santo André, solicitou à Justiça a progressão de sua pena para o regime semiaberto. Não há prazo para que o pedido seja analisado, uma vez que o detento precisa ser submetido a exame criminológico antes da avaliação. Lindemberg foi condenado a 39 anos de prisão e cumpre pena em Tremembé, no Interior, desde 2008.

O pedido da defesa de Lindemberg, que foi realizado em setembro, depende da análise da juíza Sueli Zeraik, da Vara de Execuções Penais. A defesa solicitou o regime semiaberto levando em consideração o tempo de pena cumprido e a remição. Por trabalhar na unidade prisional, o detento já teve 313 dias de pena perdoados. 

O exame exigido pela Justiça é realizado por equipe composta de psiquiatra, psicólogo ou assistente social do sistema prisional nomeado pelo Judiciário. O objetivo é identificar se o preso tem ou não condições de ser liberado em alguns feriados, como Dia dos Pais, Dia das Crianças e Natal. 

Ainda não há data definida para que Lindemberg realize o exame, mas depois da análise, os laudos são avaliados pela juíza, que irá decidir sobre o pedido de progressão. 

O CASO

No dia 13 de outubro de 2008, Lindemberg invadiu o apartamento em que Eloá, 15 anos, morava com os pais. O entregador de pizzas estava armado e queria reatar o romance com a jovem. Lindemberg manteve Eloá e três colegas como reféns – Nayara Rodrigues da Silva, Iago Vilera e Victor Campos. Os dois meninos foram libertados. 

Nayara, que chegou a ser solta pelo acusado, voltou ao apartamento por orientação da PM (Polícia Militar) para tentar resgatar Eloá, e acabou sendo feita refém novamente. Ambas com 15 anos ficaram por 100 horas sob a mira do revólver de Lindemberg. 

Após quatro dias de negociação, em 17 de outubro de 2008, o Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) explodiu bomba e conseguiu invadir o local. Lindemberg conseguiu balear a amiga de Eloá, Nayara, na região do rosto, e ela sobreviveu. Eloá foi baleada pelo ex-companheiro com dois tiros e morreu no local.



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Preso pela morte de Eloá, Lindemberg Alves pede progressão para semiaberto

Defesa alega bom comportamento para que ex-entregador de pizza fique livre em feriados

Da Redação

11/11/2020 | 00:01


Lindemberg Fernandes Alves, que matou a ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, em 2008, no apartamento da jovem no Jardim Santo André, em Santo André, solicitou à Justiça a progressão de sua pena para o regime semiaberto. Não há prazo para que o pedido seja analisado, uma vez que o detento precisa ser submetido a exame criminológico antes da avaliação. Lindemberg foi condenado a 39 anos de prisão e cumpre pena em Tremembé, no Interior, desde 2008.

O pedido da defesa de Lindemberg, que foi realizado em setembro, depende da análise da juíza Sueli Zeraik, da Vara de Execuções Penais. A defesa solicitou o regime semiaberto levando em consideração o tempo de pena cumprido e a remição. Por trabalhar na unidade prisional, o detento já teve 313 dias de pena perdoados. 

O exame exigido pela Justiça é realizado por equipe composta de psiquiatra, psicólogo ou assistente social do sistema prisional nomeado pelo Judiciário. O objetivo é identificar se o preso tem ou não condições de ser liberado em alguns feriados, como Dia dos Pais, Dia das Crianças e Natal. 

Ainda não há data definida para que Lindemberg realize o exame, mas depois da análise, os laudos são avaliados pela juíza, que irá decidir sobre o pedido de progressão. 

O CASO

No dia 13 de outubro de 2008, Lindemberg invadiu o apartamento em que Eloá, 15 anos, morava com os pais. O entregador de pizzas estava armado e queria reatar o romance com a jovem. Lindemberg manteve Eloá e três colegas como reféns – Nayara Rodrigues da Silva, Iago Vilera e Victor Campos. Os dois meninos foram libertados. 

Nayara, que chegou a ser solta pelo acusado, voltou ao apartamento por orientação da PM (Polícia Militar) para tentar resgatar Eloá, e acabou sendo feita refém novamente. Ambas com 15 anos ficaram por 100 horas sob a mira do revólver de Lindemberg. 

Após quatro dias de negociação, em 17 de outubro de 2008, o Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) explodiu bomba e conseguiu invadir o local. Lindemberg conseguiu balear a amiga de Eloá, Nayara, na região do rosto, e ela sobreviveu. Eloá foi baleada pelo ex-companheiro com dois tiros e morreu no local.

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