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Região avança em ações para combate ao crack

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Fim de pontos viciados e rede assistencial ajudam programas municipais; cenário melhorou desde 2018


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

11/11/2020 | 00:01


Mapeamento produzido pela CNM (Confederação Nacional de Municípios) apontou que as sete cidades do Grande ABC evoluíram nas políticas públicas aplicadas no combate ao crack – droga derivada da cocaína –, se comparado com o cenário de dois anos atrás. Em 2018, o Diário mostrou que a situação regional era estável. Mauá era a única cidade classificada com nível alto de preocupação e os demais municípios tinham sido avaliados com índice médio de alerta. Hoje, todas as cidades receberam a classificação ‘sem problemas’ no cenário do crack.

A classificação, que integra o Observatório do Crack da Confederação, é definida de acordo com os níveis de percepção de circulação da droga e dos problemas que ela causa nas áreas da saúde, assistência social e segurança no País. Na região, as prefeituras estimam que 798 pessoas estejam em tratamento contra o crack. 

Para dar assistência aos viciados, Santo André conta com o programa Consultório na Rua, que visa abordagem ao usuário, atendimento médico, avaliações e encaminhamento para especialidades médicas. Historicamente o município sofre com alta concentração de pessoas que utilizam crack sob o Viaduto Dom Jorge Marcos de Oliveira, na Avenida Prestes Maia. O local também é contemplado pelo programa e monitorado pela equipe semanalmente. 

Outro ponto viciado em Santo André era praça localizada na Rua Camilo Castelo Branco, no bairro Sacadura Cabral, que recentemente foi remodelada e entregue no dia 26 de setembro, após investimento de R$ 565 mil que incluiu área de lazer com quadra poliesportiva, dois playgrounds, academia ao ar livre e circuito de caminhada com área para alongamento.

São Bernardo conta com a Rede de Saúde Mental, com oferta de tratamento psicológico e medicamentoso, sendo três unidades do Caps (Centro de Atenção Psicossocial) Álcool e Drogas.

São Caetano também oferece tratamento no Caps, com multiprofissionais que acompanham os casos mais graves de maneira intensiva no Hospital Dia, enquanto aqueles com quadros mais moderados a leves são monitorados ambulatorialmente. Além disso, as forças de segurança realizam patrulhamentos diários pelos 15 bairros da cidade. 

O Caps de Diadema também reforçou o atendimento. O local possui cerca de 10 mil prontuários, sendo 300 usuários acompanhados intensamente pelos profissionais, além de 12 leitos de acolhimento 24 horas por dia. Na pandemia, 154 usuários são atendidos no plantão de acolhimento. 

Além do acompanhamento em consultas nas UBSs (Unidades Básicas da Saúde) ou no Hospital Nardini, Mauá também acolhe usuários no Centro Pop (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua) que, além do atendimento, oferece leitos pernoite com refeições. Ribeirão Pires disponibiliza atendimento no Caps e a equipe multiprofissional também oferece tratamento e orientação aos usuários e seus familiares. 

“Percebemos que houve melhora, mas pode melhorar ainda mais. Além da integração das políticas, envolvendo educação e lazer, por exemplo, a expansão desses serviços da saúde é fundamental. A saúde sai na frente e os demais serviços acompanham”, aconselha a professora de saúde coletiva da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) Vânia Barbosa. Rio Grande da Serra não retornou ao Diário até o fechamento desta edição.



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Região avança em ações para combate ao crack

Fim de pontos viciados e rede assistencial ajudam programas municipais; cenário melhorou desde 2018

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

11/11/2020 | 00:01


Mapeamento produzido pela CNM (Confederação Nacional de Municípios) apontou que as sete cidades do Grande ABC evoluíram nas políticas públicas aplicadas no combate ao crack – droga derivada da cocaína –, se comparado com o cenário de dois anos atrás. Em 2018, o Diário mostrou que a situação regional era estável. Mauá era a única cidade classificada com nível alto de preocupação e os demais municípios tinham sido avaliados com índice médio de alerta. Hoje, todas as cidades receberam a classificação ‘sem problemas’ no cenário do crack.

A classificação, que integra o Observatório do Crack da Confederação, é definida de acordo com os níveis de percepção de circulação da droga e dos problemas que ela causa nas áreas da saúde, assistência social e segurança no País. Na região, as prefeituras estimam que 798 pessoas estejam em tratamento contra o crack. 

Para dar assistência aos viciados, Santo André conta com o programa Consultório na Rua, que visa abordagem ao usuário, atendimento médico, avaliações e encaminhamento para especialidades médicas. Historicamente o município sofre com alta concentração de pessoas que utilizam crack sob o Viaduto Dom Jorge Marcos de Oliveira, na Avenida Prestes Maia. O local também é contemplado pelo programa e monitorado pela equipe semanalmente. 

Outro ponto viciado em Santo André era praça localizada na Rua Camilo Castelo Branco, no bairro Sacadura Cabral, que recentemente foi remodelada e entregue no dia 26 de setembro, após investimento de R$ 565 mil que incluiu área de lazer com quadra poliesportiva, dois playgrounds, academia ao ar livre e circuito de caminhada com área para alongamento.

São Bernardo conta com a Rede de Saúde Mental, com oferta de tratamento psicológico e medicamentoso, sendo três unidades do Caps (Centro de Atenção Psicossocial) Álcool e Drogas.

São Caetano também oferece tratamento no Caps, com multiprofissionais que acompanham os casos mais graves de maneira intensiva no Hospital Dia, enquanto aqueles com quadros mais moderados a leves são monitorados ambulatorialmente. Além disso, as forças de segurança realizam patrulhamentos diários pelos 15 bairros da cidade. 

O Caps de Diadema também reforçou o atendimento. O local possui cerca de 10 mil prontuários, sendo 300 usuários acompanhados intensamente pelos profissionais, além de 12 leitos de acolhimento 24 horas por dia. Na pandemia, 154 usuários são atendidos no plantão de acolhimento. 

Além do acompanhamento em consultas nas UBSs (Unidades Básicas da Saúde) ou no Hospital Nardini, Mauá também acolhe usuários no Centro Pop (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua) que, além do atendimento, oferece leitos pernoite com refeições. Ribeirão Pires disponibiliza atendimento no Caps e a equipe multiprofissional também oferece tratamento e orientação aos usuários e seus familiares. 

“Percebemos que houve melhora, mas pode melhorar ainda mais. Além da integração das políticas, envolvendo educação e lazer, por exemplo, a expansão desses serviços da saúde é fundamental. A saúde sai na frente e os demais serviços acompanham”, aconselha a professora de saúde coletiva da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) Vânia Barbosa. Rio Grande da Serra não retornou ao Diário até o fechamento desta edição.

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