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Com Petrobras e bancos, Bolsa fecha em alta de 1,50% e avança 11,83% em novembro

Hugo Arce/Fotos Públicas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


10/11/2020 | 18:59


Mesmo em dia pouco firme em Nova York, sem direção única após o entusiasmo observado nas últimas sessões com a definição da eleição americana e o progresso na vacina da Pfizer, o Ibovespa emendou nesta terça-feira a sexta sessão de ganhos, estendendo a melhor série desde a passagem de maio para junho, e alcançando, na máxima intradia, o maior nível do ciclo de recuperação iniciado em abril na B3. Hoje, o índice de referência foi a 105.758,29 pontos, superando a marca de 105.703,62 pontos registrada em 29 de julho, que até aqui era a melhor desde o fundo de vale observado em março, mês em que acumulou perda de 29,90%.

Nesta terça-feira, o Ibovespa fechou em alta de 1,50%, aos 105.066,96 pontos, também o melhor nível de fechamento desde 29 de julho, então a 105.605,17 pontos, o mais alto desde a mínima de encerramento do ano, a 63.569,62 pontos, em 23 de março. Considerando o encerramento de hoje, foi a terceira vez em que o índice da B3 conseguiu fechar na casa de 105 mil pontos desde que superou o pior momento da crise global deflagrada pela pandemia - em 30 de julho, estava em 105.008,70 pontos. Considerando o fechamento de 23 de março, o Ibovespa acumula até aqui avanço de 65,27%, mas ainda tem perda de 9,15% no ano.

Mais uma vez bem reforçado, o giro financeiro desta terça-feira foi de R$ 51,2 bilhões, em sessão na qual o índice da B3 saiu de mínima a 103.452,64, com abertura a 103.516,37 pontos. No mês, ainda sem revés nestas seis primeiras sessões de novembro, o Ibovespa acumula ganho de 11,83%, superando o avanço de 10,25% em abril, até aqui o maior do ciclo de recuperação que se estendeu até o fim de julho. Na semana, o índice sobe 4,10%, superando Wall Street.

"A notícia de ontem (da Pfizer) era algo que o mercado precisava ouvir. Uma vacina tangível, próxima, melhora a perspectiva para a retomada global e a propensão do investidor a assumir risco maior, inclusive o estrangeiro. O modo volta a ser ''risk on'', o que beneficia os emergentes", observa João Vitor Freitas, analista da Toro Investimentos.

"Nos EUA, há agora uma rotação de setores, o que pressiona em particular o Nasdaq, que reúne empresas que performaram bem ao longo deste ano de pandemia, as de tecnologia. Assim, as ações que haviam ficado um pouco largadas, como as industriais, voltam a ser procuradas, o que se reflete nesta recuperação do Dow Jones", acrescenta o analista. Neste começo de novembro, o índice blue chip de NY avança 11,02%, acima do desempenho de S&P 500 (+8,43%) e Nasdaq (+5,89%).

"O mercado está engatando em perspectiva de alta mesmo, com rotação de setores, que impacta positivamente aqui também. Na B3, a alta é bem heterogênea, favorecendo alguns setores, como bancos, shoppings, aviação, e não outros. Há assim uma rotação a partir de setores que estavam mais esticados no ano, como o de siderurgia, em direção a aqueles que avançaram menos", aponta Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Nova Futura.

No quadro doméstico, o mercado deixou em segundo plano novos ruídos políticos em torno da vacina da chinesa Sinovac, cujos testes foram suspensos ontem à noite por determinação da Anvisa, em razão de intercorrência considerada grave, mas não especificada, em participante. As autoridades de saúde de São Paulo reafirmaram hoje a segurança da vacina, desenvolvida em conjunto com o Instituto Butantan, e disseram que o evento não tem relação com o teste.

Declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a necessidade de colocar em movimento o programa de privatizações agradaram ao mercado, assim como comentários da noite anterior do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que não há opção para 2021 que não seja a votação no Congresso da agenda de ajuste fiscal - uma combinação que contribuiu para que o Ibovespa levasse um pouco mais adiante o movimento de recuperação.

Como ontem, a retomada do petróleo impulsionou os ganhos em Petrobras ON (+7,95%) e PN (+6,80%), após avanço entre 9% e 10% nas ações da empresa no dia anterior, quando o Brent fechou em alta de 7,5% - hoje, o avanço da commodity foi relativamente moderado, ainda assim de 2,85% na referência global. Destaque também, como na segunda-feira, para outro segmento de peso, bancos, no qual os ganhos nesta sessão ficaram entre 4,52% (Itaú PN) e 7,66% (Santander), com os investidores mostrando apetite aguçado por ações ainda muito atrasadas no ano - em 2020, as perdas em Petrobras ON ainda estão em 25,38% e, entre os bancos, chegam a 33,21% (BB ON).

Na ponta do Ibovespa, Ultrapar fechou hoje em alta de 8,45%, à frente de Petrobras ON (+7,95%) e de Santander (+7,66%). No lado oposto, B2W cedeu 8,31%, seguida por Totvs (-6,81%) e Gerdau PN (-5,32%) - o dia foi negativo para as ações de mineração (Vale ON -0,05%) e siderurgia (CSN -4,49%, Usiminas -3,87%).



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Com Petrobras e bancos, Bolsa fecha em alta de 1,50% e avança 11,83% em novembro


10/11/2020 | 18:59


Mesmo em dia pouco firme em Nova York, sem direção única após o entusiasmo observado nas últimas sessões com a definição da eleição americana e o progresso na vacina da Pfizer, o Ibovespa emendou nesta terça-feira a sexta sessão de ganhos, estendendo a melhor série desde a passagem de maio para junho, e alcançando, na máxima intradia, o maior nível do ciclo de recuperação iniciado em abril na B3. Hoje, o índice de referência foi a 105.758,29 pontos, superando a marca de 105.703,62 pontos registrada em 29 de julho, que até aqui era a melhor desde o fundo de vale observado em março, mês em que acumulou perda de 29,90%.

Nesta terça-feira, o Ibovespa fechou em alta de 1,50%, aos 105.066,96 pontos, também o melhor nível de fechamento desde 29 de julho, então a 105.605,17 pontos, o mais alto desde a mínima de encerramento do ano, a 63.569,62 pontos, em 23 de março. Considerando o encerramento de hoje, foi a terceira vez em que o índice da B3 conseguiu fechar na casa de 105 mil pontos desde que superou o pior momento da crise global deflagrada pela pandemia - em 30 de julho, estava em 105.008,70 pontos. Considerando o fechamento de 23 de março, o Ibovespa acumula até aqui avanço de 65,27%, mas ainda tem perda de 9,15% no ano.

Mais uma vez bem reforçado, o giro financeiro desta terça-feira foi de R$ 51,2 bilhões, em sessão na qual o índice da B3 saiu de mínima a 103.452,64, com abertura a 103.516,37 pontos. No mês, ainda sem revés nestas seis primeiras sessões de novembro, o Ibovespa acumula ganho de 11,83%, superando o avanço de 10,25% em abril, até aqui o maior do ciclo de recuperação que se estendeu até o fim de julho. Na semana, o índice sobe 4,10%, superando Wall Street.

"A notícia de ontem (da Pfizer) era algo que o mercado precisava ouvir. Uma vacina tangível, próxima, melhora a perspectiva para a retomada global e a propensão do investidor a assumir risco maior, inclusive o estrangeiro. O modo volta a ser ''risk on'', o que beneficia os emergentes", observa João Vitor Freitas, analista da Toro Investimentos.

"Nos EUA, há agora uma rotação de setores, o que pressiona em particular o Nasdaq, que reúne empresas que performaram bem ao longo deste ano de pandemia, as de tecnologia. Assim, as ações que haviam ficado um pouco largadas, como as industriais, voltam a ser procuradas, o que se reflete nesta recuperação do Dow Jones", acrescenta o analista. Neste começo de novembro, o índice blue chip de NY avança 11,02%, acima do desempenho de S&P 500 (+8,43%) e Nasdaq (+5,89%).

"O mercado está engatando em perspectiva de alta mesmo, com rotação de setores, que impacta positivamente aqui também. Na B3, a alta é bem heterogênea, favorecendo alguns setores, como bancos, shoppings, aviação, e não outros. Há assim uma rotação a partir de setores que estavam mais esticados no ano, como o de siderurgia, em direção a aqueles que avançaram menos", aponta Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Nova Futura.

No quadro doméstico, o mercado deixou em segundo plano novos ruídos políticos em torno da vacina da chinesa Sinovac, cujos testes foram suspensos ontem à noite por determinação da Anvisa, em razão de intercorrência considerada grave, mas não especificada, em participante. As autoridades de saúde de São Paulo reafirmaram hoje a segurança da vacina, desenvolvida em conjunto com o Instituto Butantan, e disseram que o evento não tem relação com o teste.

Declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a necessidade de colocar em movimento o programa de privatizações agradaram ao mercado, assim como comentários da noite anterior do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que não há opção para 2021 que não seja a votação no Congresso da agenda de ajuste fiscal - uma combinação que contribuiu para que o Ibovespa levasse um pouco mais adiante o movimento de recuperação.

Como ontem, a retomada do petróleo impulsionou os ganhos em Petrobras ON (+7,95%) e PN (+6,80%), após avanço entre 9% e 10% nas ações da empresa no dia anterior, quando o Brent fechou em alta de 7,5% - hoje, o avanço da commodity foi relativamente moderado, ainda assim de 2,85% na referência global. Destaque também, como na segunda-feira, para outro segmento de peso, bancos, no qual os ganhos nesta sessão ficaram entre 4,52% (Itaú PN) e 7,66% (Santander), com os investidores mostrando apetite aguçado por ações ainda muito atrasadas no ano - em 2020, as perdas em Petrobras ON ainda estão em 25,38% e, entre os bancos, chegam a 33,21% (BB ON).

Na ponta do Ibovespa, Ultrapar fechou hoje em alta de 8,45%, à frente de Petrobras ON (+7,95%) e de Santander (+7,66%). No lado oposto, B2W cedeu 8,31%, seguida por Totvs (-6,81%) e Gerdau PN (-5,32%) - o dia foi negativo para as ações de mineração (Vale ON -0,05%) e siderurgia (CSN -4,49%, Usiminas -3,87%).

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