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Ações da CVC têm a maior baixa entre as empresas da bolsa

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Valor dos papéis da companhia de turismo, que tem sede em Santo André, recuaram 23,81% durante o mês de outubro


Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

10/11/2020 | 00:32


As ações da CVC Corp, empresa de turismo com sede em Santo André, registraram o pior desempenho durante o mês de outubro no Ibovespa. Dentre as empresas listadas na bolsa de valores, os papéis tiveram a maior desvalorização mensal, atingindo 23,81%. Em 2020, já acumulam queda de 63%.

O levantamento mensal foi feito pelo buscador de investimentos Yubb. No comparativo entre as 10 ações com pior desempenho durante o último mês, a CVC aparece em primeiro lugar (-23,81%), sendo a única representante do setor de turismo, e também da região, a figurar na lista. Em segundo lugar está a varejista Lojas Americanas com queda de 17,96% na rentabilidade (veja o ranking completo na arte abaixo). No geral, o Ibovespa fechou outubro com queda de 0,69%.

O setor de turismo é um dos que mais sofreu perdas com a pandemia de coronavírus. No caso da CVC, além do cenário macro – que também inclui a alta do dólar –, somam-se momentos complicados que a empresa passa desde o ano passado, dentre eles o aumento da concorrência e a apuração de indícios de erros fiscais.

Há duas semanas, a KPMG, auditoria contratada pela CVC para analisar as contas, afirmou que a continuidade da CVC é de “incerteza relevante”. o último balanço divulgado, com dados do primeiro semestre deste ano, o prejuízo reportado pela companhia foi de R$ 1,4 bilhão. A receita líquida (descontados os impostos) do segundo trimestre foi de R$ 2,95 milhões, queda de 99,4% na comparação com os meses de abril, maio e junho do ano passado.

O economista da Messem Investimentos Gustavo Bertotti analisou que ainda há uma incerteza muito grande em relação as ações da companhia. “A pandemia continua impactando negativamente nas ações de turismo e das empresas áreas. Com novos lockdowns (bloqueios totais ou parciais, anunciados pelas autoridades para conter aglomerações) anunciados em diversos países da Europa (por causa de uma segunda onda de contaminação) e o aumento de casos de Covid-19 nos Estados Unidos, a incerteza destes papéis ainda continua muito grande”, explicou.

Neste ano, as ações da companhia acumulam desvalorização de 63% – computados até o pregão de ontem, que fechou em alta, impactado pela definição das eleições norte-americanas e pelo anúncio de eficácia da vacina da Pfizer em 90% (leia mais abaixo).

"Apesar dos planos de retomada econômica, o setor de turismo será um dos últimos a sentir recuperação” afirmou Bernardo Pascowitch, fundador do Yubb, buscador responsável pelo levantamento das ações. Segundo ele, no atual período de instabilidade econômica, “há um comportamento da sociedade em cortar o consumo do que não é considerado essencial. Nesse cenário, os gastos com lazer acabam sendo cortados, o que inclui o turismo. E esse comportamento atinge as ações envolvidas neste mercado”.

Questionada sobre a pesquisa, a CVC Corp não se pronunciou sobre o assunto até o fechamento desta edição.

‘Efeito Biden’ e vacina da Pfizer puxam alta no Ibovespa

No primeiro dia útil desde que Joe Biden foi declarado o novo presidente dos Estados Unidos, o mercado de ações refletiu o bom humor dos investidores, e isso tanto aqui, no Brasil, quanto no Exterior. As principais bolsas abriram e fecharam seu pregões de ontem, com altas expressivas – o Ibovespa fechou com 103.515 pontos, alta de 2,6%.

Um movimento que, para os analistas, já aponta para um novo estado de espírito dos mercados com relação aos rumos da política na principal economia do mundo.

Ânimo que ontem ganhou fôlego extra, com notícias sobre o avanço no desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus.

A farmacêutica Pfizer e a empresa de biotecnologia BioNTech apresentaram uma análise clínica preliminar apontando que sua vacina, atualmente em fase de desenvolvimento, registrou uma eficácia de mais de 90% na proteção das pessoas contra a infecção da Covid-19 – isso em relação a um placebo. O imunizante é um dos quatro que estão nos estágios finais de testes nos Estados Unidos.

O anúncio, associado ao avanço da apuração das eleições nos Estados Unidos no fim de semana, que resultou na vitória de Joe Biden, levou o Ibovespa, principal índice de ações no Brasil, a fechar o pregão em alta de 2,6%, aos 103.515 pontos, alcançado seu maior nível desde 6 de agosto, quando bateu 104 mil pontos.

Com isso, as ações de maior volatilidade – caso da CVC Corp, que dependem da vacina para uma retomada total das viagens – também foram impactadas pelo ‘bom-humor’ do mercado. Os papéis fecharam em alta de 10,42%, ontem, mas ainda acumulam desvalorização de 63% no ano. (com Estadão Conteúdo) 



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Ações da CVC têm a maior baixa entre as empresas da bolsa

Valor dos papéis da companhia de turismo, que tem sede em Santo André, recuaram 23,81% durante o mês de outubro

Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

10/11/2020 | 00:32


As ações da CVC Corp, empresa de turismo com sede em Santo André, registraram o pior desempenho durante o mês de outubro no Ibovespa. Dentre as empresas listadas na bolsa de valores, os papéis tiveram a maior desvalorização mensal, atingindo 23,81%. Em 2020, já acumulam queda de 63%.

O levantamento mensal foi feito pelo buscador de investimentos Yubb. No comparativo entre as 10 ações com pior desempenho durante o último mês, a CVC aparece em primeiro lugar (-23,81%), sendo a única representante do setor de turismo, e também da região, a figurar na lista. Em segundo lugar está a varejista Lojas Americanas com queda de 17,96% na rentabilidade (veja o ranking completo na arte abaixo). No geral, o Ibovespa fechou outubro com queda de 0,69%.

O setor de turismo é um dos que mais sofreu perdas com a pandemia de coronavírus. No caso da CVC, além do cenário macro – que também inclui a alta do dólar –, somam-se momentos complicados que a empresa passa desde o ano passado, dentre eles o aumento da concorrência e a apuração de indícios de erros fiscais.

Há duas semanas, a KPMG, auditoria contratada pela CVC para analisar as contas, afirmou que a continuidade da CVC é de “incerteza relevante”. o último balanço divulgado, com dados do primeiro semestre deste ano, o prejuízo reportado pela companhia foi de R$ 1,4 bilhão. A receita líquida (descontados os impostos) do segundo trimestre foi de R$ 2,95 milhões, queda de 99,4% na comparação com os meses de abril, maio e junho do ano passado.

O economista da Messem Investimentos Gustavo Bertotti analisou que ainda há uma incerteza muito grande em relação as ações da companhia. “A pandemia continua impactando negativamente nas ações de turismo e das empresas áreas. Com novos lockdowns (bloqueios totais ou parciais, anunciados pelas autoridades para conter aglomerações) anunciados em diversos países da Europa (por causa de uma segunda onda de contaminação) e o aumento de casos de Covid-19 nos Estados Unidos, a incerteza destes papéis ainda continua muito grande”, explicou.

Neste ano, as ações da companhia acumulam desvalorização de 63% – computados até o pregão de ontem, que fechou em alta, impactado pela definição das eleições norte-americanas e pelo anúncio de eficácia da vacina da Pfizer em 90% (leia mais abaixo).

"Apesar dos planos de retomada econômica, o setor de turismo será um dos últimos a sentir recuperação” afirmou Bernardo Pascowitch, fundador do Yubb, buscador responsável pelo levantamento das ações. Segundo ele, no atual período de instabilidade econômica, “há um comportamento da sociedade em cortar o consumo do que não é considerado essencial. Nesse cenário, os gastos com lazer acabam sendo cortados, o que inclui o turismo. E esse comportamento atinge as ações envolvidas neste mercado”.

Questionada sobre a pesquisa, a CVC Corp não se pronunciou sobre o assunto até o fechamento desta edição.

‘Efeito Biden’ e vacina da Pfizer puxam alta no Ibovespa

No primeiro dia útil desde que Joe Biden foi declarado o novo presidente dos Estados Unidos, o mercado de ações refletiu o bom humor dos investidores, e isso tanto aqui, no Brasil, quanto no Exterior. As principais bolsas abriram e fecharam seu pregões de ontem, com altas expressivas – o Ibovespa fechou com 103.515 pontos, alta de 2,6%.

Um movimento que, para os analistas, já aponta para um novo estado de espírito dos mercados com relação aos rumos da política na principal economia do mundo.

Ânimo que ontem ganhou fôlego extra, com notícias sobre o avanço no desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus.

A farmacêutica Pfizer e a empresa de biotecnologia BioNTech apresentaram uma análise clínica preliminar apontando que sua vacina, atualmente em fase de desenvolvimento, registrou uma eficácia de mais de 90% na proteção das pessoas contra a infecção da Covid-19 – isso em relação a um placebo. O imunizante é um dos quatro que estão nos estágios finais de testes nos Estados Unidos.

O anúncio, associado ao avanço da apuração das eleições nos Estados Unidos no fim de semana, que resultou na vitória de Joe Biden, levou o Ibovespa, principal índice de ações no Brasil, a fechar o pregão em alta de 2,6%, aos 103.515 pontos, alcançado seu maior nível desde 6 de agosto, quando bateu 104 mil pontos.

Com isso, as ações de maior volatilidade – caso da CVC Corp, que dependem da vacina para uma retomada total das viagens – também foram impactadas pelo ‘bom-humor’ do mercado. Os papéis fecharam em alta de 10,42%, ontem, mas ainda acumulam desvalorização de 63% no ano. (com Estadão Conteúdo) 

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