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Sexagenário, Tênis Clube de Santo André busca formas para sobreviver

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

No coração da cidade, tradicional agremiação já foi ponto de encontro da elite andreense


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

09/11/2020 | 07:00


 Tradicional ponto de encontro da cidade, o Tênis Clube Santo André, que fica na Rua Bernardino de Campos, 300, no Centro, celebra hoje 60 anos. A instituição já organizou grandes eventos e abrilhantou seu palco com cantores como Roberto Leal, o cantor e guitarrista britânico Wayne Hussey e a banda Essencial Music, com clássicos dos anos dourados.

Desde 9 de novembro de 1960, o Tênis Clube andreense comemora o aniversário com muita festa, porém, devido a pandemia da Covid-19, esse ano não terá celebração e será apenas para relembrar bons momentos vividos. Como parte da bagagem, a instituição carrega muita luta e conquistas, mas, ao mesmo tempo, dificuldades em driblar problemas financeiros.

O presidente da agremiação, Rui Fernão Mota, ressalta que, antigamente, o local era conhecido como “clube da elite” e era procurado por centenas de pessoas, tanto que, nos primeiros anos da entidade, era necessário elaborar lista de espera para munícipes ficarem sócios da casa. “Logo no início, atendíamos 1.500 sócios com uma lista de espera enorme. As pessoas encontravam distração aqui, então só fazíamos associação de uma família quando outra desistia”, destaca Rui.

Além de grandes shows e eventos, o clube oferece quadra de tênis, quadra poliesportiva, área de piscina e restaurante, espaços para festas que comportam aniversários e casamentos. De acordo com Rui, atualmente a procura em se associar é pequena, já que frequentar clube não é prioridade para muitas pessoas, o que fez com que perdessem boa parte dos associados de antigamente. Atualmente são 200 sócios ativos.

“Ficamos nesse impasse e a procura de novas estratégias, já que hoje os condomínios residenciais oferecem piscina, academia e quadras, então, acaba sendo mais cômodo para os moradores ficarem em seus prédios”, destaca Rui. Além disso, quem é sócio há mais de 30 anos tem o direito vitalício e gratuito para frequentar o espaço. “Seguimos com a situação aceitável, mas não a desejável”, destaca o presidente.

Antes da pandemia, a renda da instituição já era instável, difícil para calcular as despesas e lucros no fim do mês, bem diferente de outras épocas, quando os grandes salões do local reuniam 1.200 pessoas por evento. Hoje, o restaurante self-service no térreo dá fôlego nas contas, além dos aluguéis de algumas áreas do prédio. “Tivemos altos e baixos. Não foi fácil, nunca foi e não está sendo fácil, mas enquanto pudermos, vamos batalhar para que esse espaço tão tradicional permaneça vivo na cidade”, finaliza Rui.

Retomada tem show com Zizi e Luiza Possi em março de 2021
O silêncio toma conta dos corredores do Tênis Clube e serve de espaço de reflexão para o presidente Rui Ferrão Mota e o vice, Norberto Campanella. Juntos, eles buscam solução para driblar a crise que se agravou com a pandemia da Covid.

Segundo Campanella, o clube possui 14 funcionários, mas com a pandemia apenas sete seguem trabalhando, os demais tiveram contratos suspensos ou foram afastados por serem do grupo de risco. “A luta continua muito grande para manter tudo isso, a infraestrutura é enorme e por ser antiga exige muita manutenção também”, comenta.

Em paralelo, com a retomada de alguns eventos, a aposta são as festas. “Nosso maior desejo é que o Tênis Clube volte a ser autossuficiente com as festas, seus sócios e seus dias de glória”, conta o presidente da casa, Rui.

Até por isso, é grande a expectativa para grande evento marcado para 20 de março de 2021, com as cantoras Zizi e Luiza Possi. Os mandatários esperam casa cheia e prometem seguir todos os protocolos de higiene como uso de máscaras de proteção, utilização de álcool gel e distanciamento físico para matar um pouco da saudade dos tempos áureos da agremiação.



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Sexagenário, Tênis Clube de Santo André busca formas para sobreviver

No coração da cidade, tradicional agremiação já foi ponto de encontro da elite andreense

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

09/11/2020 | 07:00


 Tradicional ponto de encontro da cidade, o Tênis Clube Santo André, que fica na Rua Bernardino de Campos, 300, no Centro, celebra hoje 60 anos. A instituição já organizou grandes eventos e abrilhantou seu palco com cantores como Roberto Leal, o cantor e guitarrista britânico Wayne Hussey e a banda Essencial Music, com clássicos dos anos dourados.

Desde 9 de novembro de 1960, o Tênis Clube andreense comemora o aniversário com muita festa, porém, devido a pandemia da Covid-19, esse ano não terá celebração e será apenas para relembrar bons momentos vividos. Como parte da bagagem, a instituição carrega muita luta e conquistas, mas, ao mesmo tempo, dificuldades em driblar problemas financeiros.

O presidente da agremiação, Rui Fernão Mota, ressalta que, antigamente, o local era conhecido como “clube da elite” e era procurado por centenas de pessoas, tanto que, nos primeiros anos da entidade, era necessário elaborar lista de espera para munícipes ficarem sócios da casa. “Logo no início, atendíamos 1.500 sócios com uma lista de espera enorme. As pessoas encontravam distração aqui, então só fazíamos associação de uma família quando outra desistia”, destaca Rui.

Além de grandes shows e eventos, o clube oferece quadra de tênis, quadra poliesportiva, área de piscina e restaurante, espaços para festas que comportam aniversários e casamentos. De acordo com Rui, atualmente a procura em se associar é pequena, já que frequentar clube não é prioridade para muitas pessoas, o que fez com que perdessem boa parte dos associados de antigamente. Atualmente são 200 sócios ativos.

“Ficamos nesse impasse e a procura de novas estratégias, já que hoje os condomínios residenciais oferecem piscina, academia e quadras, então, acaba sendo mais cômodo para os moradores ficarem em seus prédios”, destaca Rui. Além disso, quem é sócio há mais de 30 anos tem o direito vitalício e gratuito para frequentar o espaço. “Seguimos com a situação aceitável, mas não a desejável”, destaca o presidente.

Antes da pandemia, a renda da instituição já era instável, difícil para calcular as despesas e lucros no fim do mês, bem diferente de outras épocas, quando os grandes salões do local reuniam 1.200 pessoas por evento. Hoje, o restaurante self-service no térreo dá fôlego nas contas, além dos aluguéis de algumas áreas do prédio. “Tivemos altos e baixos. Não foi fácil, nunca foi e não está sendo fácil, mas enquanto pudermos, vamos batalhar para que esse espaço tão tradicional permaneça vivo na cidade”, finaliza Rui.

Retomada tem show com Zizi e Luiza Possi em março de 2021
O silêncio toma conta dos corredores do Tênis Clube e serve de espaço de reflexão para o presidente Rui Ferrão Mota e o vice, Norberto Campanella. Juntos, eles buscam solução para driblar a crise que se agravou com a pandemia da Covid.

Segundo Campanella, o clube possui 14 funcionários, mas com a pandemia apenas sete seguem trabalhando, os demais tiveram contratos suspensos ou foram afastados por serem do grupo de risco. “A luta continua muito grande para manter tudo isso, a infraestrutura é enorme e por ser antiga exige muita manutenção também”, comenta.

Em paralelo, com a retomada de alguns eventos, a aposta são as festas. “Nosso maior desejo é que o Tênis Clube volte a ser autossuficiente com as festas, seus sócios e seus dias de glória”, conta o presidente da casa, Rui.

Até por isso, é grande a expectativa para grande evento marcado para 20 de março de 2021, com as cantoras Zizi e Luiza Possi. Os mandatários esperam casa cheia e prometem seguir todos os protocolos de higiene como uso de máscaras de proteção, utilização de álcool gel e distanciamento físico para matar um pouco da saudade dos tempos áureos da agremiação.

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