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Exercício da cidadania

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No próximo domingo, eleitores brasileiros vão às urnas eleger prefeitos e vereadores


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

08/11/2020 | 12:49


Muitos torcem o nariz quando o assunto é política, no entanto, é muito importante estar atento aos direitos e deveres das pessoas. E, por fazer parte de nossas vidas, se informar, ler e conversar sobre o tema nos ajudam a compreender como tudo funciona à nossa volta.

Uma vez que vivemos em País democrático, temos o direito de escolher nossos representantes. Fazemos isso durante as eleições. No dia 15, será a hora de eleger os prefeitos e vereadores. O direito ao voto é extremamente importante para o exercício da cidadania. Ao se inteirar das questões que estão na agenda do governo municipal, os cidadãos conseguem formar suas próprias opiniões e tomar decisões mais próximas de seus interesses.

O voto é obrigatório no Brasil desde 1934 para quem tem a partir de 18 anos. É optativo para jovens entre 16 e 17 anos, adultos com mais de 70 anos e para analfabetos. Ana Beatriz de Melo Bonifácio, 12 anos, de Diadema, pretende legitimar esse direito assim que completar 16 anos. “É importante você fazer sua parte como cidadão. É uma lógica bem simples, na verdade: tem o candidato A e o candidato B. Você não gosta do plano de governo do B, mas não quer votar porque também não gosta muito do candidato A. Você tem que avaliar qual deles é ‘o menos pior’ e votar. Porque, se não fizer isso, outras pessoas irão eleger o candidato que você não gosta.”

Bia, como é chamada, conta que acompanha o cenário político por meio da sua mãe, que é jornalista. “Sei que as informações são seguras”, brinca.

A estudante acredita que é olhando para o passado que conseguimos aprender com os erros, tirando, assim, lições. Bia aproveita para dar seu recado: “Espero que na próxima eleição os cidadãos tenham aprendido a lição, por terem votado em um candidato a presidente machista, preconceituoso, racista, capitalista, homofóbico e ditador”.

Acompanhar os pais nas eleições fez com que Lara Camargo Rodrigues, 9 anos, se interessasse por política. Ela acredita que viver em país democrático é importante porque as pessoas têm a opção de eleger aqueles que possuem projetos que vão ao encontro do que cada um acredita, seja para a saúde, educação e habitação – importantes setores que sempre merecem investimentos. “Depois de elegê-los o dever das pessoas é cobrar seus representantes”, enfatiza a moradora de São Bernardo.

Ela também defende que é conhecendo o passado que as pessoas podem vislumbrar o futuro, tendo como base as experiências e transformações. Para Lara não tem como falar de política e não citar a corrupção, inclusive no momento em que muitas pessoas se ‘vendem’ por voto. “A pessoa que se candidata a qualquer posto político precisa ter o compromisso com a cidade, o Estado e o País em primeiro lugar.”

Os irmãos Laís e Samuel Lírio Carvalho da Cunha, 12 e 9 anos, respectivamente, acreditam que os livros, a conversa em família, principalmente, e a internet são fundamentais na construção das opiniões e escolhas em momentos decisivos como as eleições. E, justamente nesta época, é possível refletir mais profundamente sobre os ‘buracos’ que encontramos em nossas cidades, em nosso País. “Espero que o futuro traga para as pessoas mais liberdade e a todas as crianças o direito de frequentarem a escola”, resume Samuel.

Os irmãos, que moram em São Caetano, esperam mais atitudes dos governantes em todos os municípios. “É preciso promover programas voltados àqueles que moram na rua, com a criação de mais casas de acolhimento; infraestrutura em parques, por exemplo, deixando as cidades cada vez melhores”, pontua Lara, como sendo esses importantes itens de plano de governo.

Para cada representante, uma função diferente

No próximo domingo os cidadãos brasileiros vão eleger os prefeitos e vereadores das cidades. E conhecer a função de cada governante é importante para acompanhar seu trabalho depois de eleito.

O prefeito é o chefe de governo do município. Ele é responsável por administrar a cidade e aplicar as leis aprovadas pelos vereadores. Como líder de governo, ele também propõe leis municipais e controla os recursos públicos. Já os vereadores são responsáveis por aprovar as leis municipais. A palavra final sobre qualquer projeto de lei, mesmo quando proposto pelo prefeito, é dos vereadores. Eles representam interesses de grupos distintos de eleitores, garantindo pluralidade nos debates. São também responsáveis por fiscalizar o prefeito na aplicação das leis e na utilização dos recursos públicos.

De quatro em quatro anos, sempre no mês de outubro, acontecem novas eleições. Neste ano as votações acontecem em novembro em razão da pandemia do novo coronavírus.

Daqui a dois anos será a vez de votar para presidente, governador, deputados federal e estadual e senadores. O presidente é o chefe do governo federal. Também é responsável pela aplicação da lei e utilização dos recursos públicos, mas com abrangência para todo o País. Os deputados federais são responsáveis por deliberar e aprovar leis nacionais e por fiscalizar o presidente e seus ministros. Os estaduais são responsáveis por deliberar e aprovar leis estaduais e fiscalizar o governo do Estado. Já o governador cuida dos assuntos do Estado.

Os senadores fiscalizam o presidente da República e também apresentam propostas para melhorar o País. 



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Exercício da cidadania

No próximo domingo, eleitores brasileiros vão às urnas eleger prefeitos e vereadores

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

08/11/2020 | 12:49


Muitos torcem o nariz quando o assunto é política, no entanto, é muito importante estar atento aos direitos e deveres das pessoas. E, por fazer parte de nossas vidas, se informar, ler e conversar sobre o tema nos ajudam a compreender como tudo funciona à nossa volta.

Uma vez que vivemos em País democrático, temos o direito de escolher nossos representantes. Fazemos isso durante as eleições. No dia 15, será a hora de eleger os prefeitos e vereadores. O direito ao voto é extremamente importante para o exercício da cidadania. Ao se inteirar das questões que estão na agenda do governo municipal, os cidadãos conseguem formar suas próprias opiniões e tomar decisões mais próximas de seus interesses.

O voto é obrigatório no Brasil desde 1934 para quem tem a partir de 18 anos. É optativo para jovens entre 16 e 17 anos, adultos com mais de 70 anos e para analfabetos. Ana Beatriz de Melo Bonifácio, 12 anos, de Diadema, pretende legitimar esse direito assim que completar 16 anos. “É importante você fazer sua parte como cidadão. É uma lógica bem simples, na verdade: tem o candidato A e o candidato B. Você não gosta do plano de governo do B, mas não quer votar porque também não gosta muito do candidato A. Você tem que avaliar qual deles é ‘o menos pior’ e votar. Porque, se não fizer isso, outras pessoas irão eleger o candidato que você não gosta.”

Bia, como é chamada, conta que acompanha o cenário político por meio da sua mãe, que é jornalista. “Sei que as informações são seguras”, brinca.

A estudante acredita que é olhando para o passado que conseguimos aprender com os erros, tirando, assim, lições. Bia aproveita para dar seu recado: “Espero que na próxima eleição os cidadãos tenham aprendido a lição, por terem votado em um candidato a presidente machista, preconceituoso, racista, capitalista, homofóbico e ditador”.

Acompanhar os pais nas eleições fez com que Lara Camargo Rodrigues, 9 anos, se interessasse por política. Ela acredita que viver em país democrático é importante porque as pessoas têm a opção de eleger aqueles que possuem projetos que vão ao encontro do que cada um acredita, seja para a saúde, educação e habitação – importantes setores que sempre merecem investimentos. “Depois de elegê-los o dever das pessoas é cobrar seus representantes”, enfatiza a moradora de São Bernardo.

Ela também defende que é conhecendo o passado que as pessoas podem vislumbrar o futuro, tendo como base as experiências e transformações. Para Lara não tem como falar de política e não citar a corrupção, inclusive no momento em que muitas pessoas se ‘vendem’ por voto. “A pessoa que se candidata a qualquer posto político precisa ter o compromisso com a cidade, o Estado e o País em primeiro lugar.”

Os irmãos Laís e Samuel Lírio Carvalho da Cunha, 12 e 9 anos, respectivamente, acreditam que os livros, a conversa em família, principalmente, e a internet são fundamentais na construção das opiniões e escolhas em momentos decisivos como as eleições. E, justamente nesta época, é possível refletir mais profundamente sobre os ‘buracos’ que encontramos em nossas cidades, em nosso País. “Espero que o futuro traga para as pessoas mais liberdade e a todas as crianças o direito de frequentarem a escola”, resume Samuel.

Os irmãos, que moram em São Caetano, esperam mais atitudes dos governantes em todos os municípios. “É preciso promover programas voltados àqueles que moram na rua, com a criação de mais casas de acolhimento; infraestrutura em parques, por exemplo, deixando as cidades cada vez melhores”, pontua Lara, como sendo esses importantes itens de plano de governo.

Para cada representante, uma função diferente

No próximo domingo os cidadãos brasileiros vão eleger os prefeitos e vereadores das cidades. E conhecer a função de cada governante é importante para acompanhar seu trabalho depois de eleito.

O prefeito é o chefe de governo do município. Ele é responsável por administrar a cidade e aplicar as leis aprovadas pelos vereadores. Como líder de governo, ele também propõe leis municipais e controla os recursos públicos. Já os vereadores são responsáveis por aprovar as leis municipais. A palavra final sobre qualquer projeto de lei, mesmo quando proposto pelo prefeito, é dos vereadores. Eles representam interesses de grupos distintos de eleitores, garantindo pluralidade nos debates. São também responsáveis por fiscalizar o prefeito na aplicação das leis e na utilização dos recursos públicos.

De quatro em quatro anos, sempre no mês de outubro, acontecem novas eleições. Neste ano as votações acontecem em novembro em razão da pandemia do novo coronavírus.

Daqui a dois anos será a vez de votar para presidente, governador, deputados federal e estadual e senadores. O presidente é o chefe do governo federal. Também é responsável pela aplicação da lei e utilização dos recursos públicos, mas com abrangência para todo o País. Os deputados federais são responsáveis por deliberar e aprovar leis nacionais e por fiscalizar o presidente e seus ministros. Os estaduais são responsáveis por deliberar e aprovar leis estaduais e fiscalizar o governo do Estado. Já o governador cuida dos assuntos do Estado.

Os senadores fiscalizam o presidente da República e também apresentam propostas para melhorar o País. 

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