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Grande ABC rejeita governos conduzidos por Doria e Bolsonaro

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pesquisa Diário/Ibope indica que moradores da região veem mais falhas do que acertos nas medidas adotadas por eles


Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

08/11/2020 | 07:00


 A população do Grande ABC reprova a condução dos governos de João Doria (PSDB, à frente do Estado de São Paulo), e de Jair Bolsonaro (sem partido, no comando do Palácio do Planalto). É o que aponta a pesquisa Diário/Ibope, realizada nas sete cidades. Passados quase oito meses desde o início da pandemia de Covid-19, os munícipes da região, em geral, veem mais falhas do que acertos nas ações adotadas até agora pelas gestões estadual e federal, que chegam praticamente à metade do mandato no Executivo.

A administração Doria tem o pior nível de aprovação em Santo André, de acordo com o levantamento. No município gerido pelo correligionário Paulo Serra, 41% dos entrevistados consideram o governo ruim ou péssimo (confira quadro abaixo). Por outro lado, 19% analisam a gestão como ótima ou boa e 36% julgam regular. Apenas 4% dos eleitores disseram não saber avaliar. Em Mauá, curiosamente, onde não tem aliado no Paço, nas mãos de Atila Jacomussi (PSB), o governo dele possui a menor rejeição: 31% de ruim e péssimo ante 22% de ótimo e bom, além de 39% de regular – 8% não souberam avaliar.

Mesmo em São Bernardo, chefiada pelo aliado de primeira ordem Orlando Morando (PSDB), a gestão Doria registra 36% de ruim e péssimo na cidade, a despeito de ter feito pelo menos duas agendas locais durante a crise sanitária. Uma atividade para participar da inauguração do Hospital de Urgência e Emergência e a outra marcou a entrega da fase inicial da Fábrica de Cultura, em substituição ao Museu do Trabalho e do Trabalhador, no Centro. São 22% de ótimo e bom, bem como 36% de regular. Aliás, a margem mediana é principal destaque da avaliação do tucano – 6% não souberam opinar a respeito.

Os números podem ser encarados, principalmente, do ponto de vista das medidas administrativas do tucano, como reflexo da quarentena imposta no Estado em decorrência da pandemia, além da extinção da Linha 18-Bronze, via monotrilho. No que tange à crise, a região teve autorização para começar a flexibilização em junho. Neste ínterim, de quase três meses, houve restrição máxima, que permitiu funcionamento somente de serviços essenciais, cenário que resultou em insatisfação popular. Em relação ao projeto do transporte de massa, o tucano enterrou de vez a proposta em agosto, quando extinguiu o contrato.

Já o governo Bolsonaro acumula o desempenho mais negativo em Ribeirão Pires, liderada pelo tucano Adler Kiko Teixeira. Neste território, a gestão federal computa 51% de ruim ou péssimo. Do total de munícipes questionados, 23% consideram a administração boa ou ótima e 24% avaliam como regular. Somente 1% não soube analisar. Tradicional reduto petista, Diadema, capitaneada por Lauro Michels (PV), contabilizou 48% de ruim e péssimo. São 23% de ótimo ou bom, além de 26% de regular – 2% do eleitorado não respondeu ao questionário. O presidente não compareceu a ato oficial no Grande ABC no exercício do mandato.

Em São Caetano, conhecida pelo conservadorismo e avessa ao petismo, a gestão do presidente tem o percentual mais baixo de reprovação. Possui 42% de ruim e péssimo. Em solo sob tutela do prefeito José Auricchio Júnior (PSDB), são 35% de ótimo ou bom, e 22% de regular. O índice de 42% de rejeição também foi configurado em Mauá, onde o chefe do Planalto tem 24% de regular e 32% de ótimo ou bom.

O tom crítico ao Planalto se agravou com a ausência de planejamento nacional, aliado às declarações de Bolsonaro em relação à pandemia. Clima arrefeceu com a manutenção do auxílio emergencial, mas não a ponto de reverter panorama.

Presidente tem mais simpatizantes
Em seis das sete cidades do Grande ABC o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contabiliza mais simpatizantes do que a gestão do governador João Doria (PSDB). O cenário é trazido pela pesquisa Diário/Ibope, divulgada na semana passada.

Reflexo de seu discurso, o trabalho de Bolsonaro provoca reações elogiosas e críticas – o índice de regular em todos os municípios não saiu da casa dos 20%.

Em Santo André (com 32% de bom e ótimo), São Bernardo (30%), São Caetano (35%), Diadema (23%), Mauá (32%) e Rio Grande da Serra (31%), o presidente da República registra mais defensores do que o tucano, que tenta ser adversário de Bolsonaro na eleição presidencial de 2022. Somente em Ribeirão Pires (23%) Bolsonaro vê o cenário inverso.

A maior taxa de aceitação de Bolsonaro é vista em São Caetano, cidade considerada mais conservadora da região – um exemplo desta fama é o fato de o município nunca ter sido governado por um prefeito de partido de esquerda. A menor é justamente em Ribeirão Pires.

Já o trabalho de Doria desperta menos paixões no Grande ABC. Em nenhum município o tucano recebeu índice superior à casa dos 20% de ótimo e bom. Em Santo André, por exemplo, 41% dos entrevistados classificaram seu mandato como ruim ou péssimo. Outros 36% acham a gestão regular. É justamente em solo andreense que o governador registrou a menor taxa de ótimo e bom: 19%.

REGISTROS
As pesquisas foram registradas no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) com os protocolos 01842/2020, 09880/2020; 05207/2020; 04935/2020; 08172/2020; 07589/2020 e 05569/2020.



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Grande ABC rejeita governos conduzidos por Doria e Bolsonaro

Pesquisa Diário/Ibope indica que moradores da região veem mais falhas do que acertos nas medidas adotadas por eles

Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

08/11/2020 | 07:00


 A população do Grande ABC reprova a condução dos governos de João Doria (PSDB, à frente do Estado de São Paulo), e de Jair Bolsonaro (sem partido, no comando do Palácio do Planalto). É o que aponta a pesquisa Diário/Ibope, realizada nas sete cidades. Passados quase oito meses desde o início da pandemia de Covid-19, os munícipes da região, em geral, veem mais falhas do que acertos nas ações adotadas até agora pelas gestões estadual e federal, que chegam praticamente à metade do mandato no Executivo.

A administração Doria tem o pior nível de aprovação em Santo André, de acordo com o levantamento. No município gerido pelo correligionário Paulo Serra, 41% dos entrevistados consideram o governo ruim ou péssimo (confira quadro abaixo). Por outro lado, 19% analisam a gestão como ótima ou boa e 36% julgam regular. Apenas 4% dos eleitores disseram não saber avaliar. Em Mauá, curiosamente, onde não tem aliado no Paço, nas mãos de Atila Jacomussi (PSB), o governo dele possui a menor rejeição: 31% de ruim e péssimo ante 22% de ótimo e bom, além de 39% de regular – 8% não souberam avaliar.

Mesmo em São Bernardo, chefiada pelo aliado de primeira ordem Orlando Morando (PSDB), a gestão Doria registra 36% de ruim e péssimo na cidade, a despeito de ter feito pelo menos duas agendas locais durante a crise sanitária. Uma atividade para participar da inauguração do Hospital de Urgência e Emergência e a outra marcou a entrega da fase inicial da Fábrica de Cultura, em substituição ao Museu do Trabalho e do Trabalhador, no Centro. São 22% de ótimo e bom, bem como 36% de regular. Aliás, a margem mediana é principal destaque da avaliação do tucano – 6% não souberam opinar a respeito.

Os números podem ser encarados, principalmente, do ponto de vista das medidas administrativas do tucano, como reflexo da quarentena imposta no Estado em decorrência da pandemia, além da extinção da Linha 18-Bronze, via monotrilho. No que tange à crise, a região teve autorização para começar a flexibilização em junho. Neste ínterim, de quase três meses, houve restrição máxima, que permitiu funcionamento somente de serviços essenciais, cenário que resultou em insatisfação popular. Em relação ao projeto do transporte de massa, o tucano enterrou de vez a proposta em agosto, quando extinguiu o contrato.

Já o governo Bolsonaro acumula o desempenho mais negativo em Ribeirão Pires, liderada pelo tucano Adler Kiko Teixeira. Neste território, a gestão federal computa 51% de ruim ou péssimo. Do total de munícipes questionados, 23% consideram a administração boa ou ótima e 24% avaliam como regular. Somente 1% não soube analisar. Tradicional reduto petista, Diadema, capitaneada por Lauro Michels (PV), contabilizou 48% de ruim e péssimo. São 23% de ótimo ou bom, além de 26% de regular – 2% do eleitorado não respondeu ao questionário. O presidente não compareceu a ato oficial no Grande ABC no exercício do mandato.

Em São Caetano, conhecida pelo conservadorismo e avessa ao petismo, a gestão do presidente tem o percentual mais baixo de reprovação. Possui 42% de ruim e péssimo. Em solo sob tutela do prefeito José Auricchio Júnior (PSDB), são 35% de ótimo ou bom, e 22% de regular. O índice de 42% de rejeição também foi configurado em Mauá, onde o chefe do Planalto tem 24% de regular e 32% de ótimo ou bom.

O tom crítico ao Planalto se agravou com a ausência de planejamento nacional, aliado às declarações de Bolsonaro em relação à pandemia. Clima arrefeceu com a manutenção do auxílio emergencial, mas não a ponto de reverter panorama.

Presidente tem mais simpatizantes
Em seis das sete cidades do Grande ABC o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contabiliza mais simpatizantes do que a gestão do governador João Doria (PSDB). O cenário é trazido pela pesquisa Diário/Ibope, divulgada na semana passada.

Reflexo de seu discurso, o trabalho de Bolsonaro provoca reações elogiosas e críticas – o índice de regular em todos os municípios não saiu da casa dos 20%.

Em Santo André (com 32% de bom e ótimo), São Bernardo (30%), São Caetano (35%), Diadema (23%), Mauá (32%) e Rio Grande da Serra (31%), o presidente da República registra mais defensores do que o tucano, que tenta ser adversário de Bolsonaro na eleição presidencial de 2022. Somente em Ribeirão Pires (23%) Bolsonaro vê o cenário inverso.

A maior taxa de aceitação de Bolsonaro é vista em São Caetano, cidade considerada mais conservadora da região – um exemplo desta fama é o fato de o município nunca ter sido governado por um prefeito de partido de esquerda. A menor é justamente em Ribeirão Pires.

Já o trabalho de Doria desperta menos paixões no Grande ABC. Em nenhum município o tucano recebeu índice superior à casa dos 20% de ótimo e bom. Em Santo André, por exemplo, 41% dos entrevistados classificaram seu mandato como ruim ou péssimo. Outros 36% acham a gestão regular. É justamente em solo andreense que o governador registrou a menor taxa de ótimo e bom: 19%.

REGISTROS
As pesquisas foram registradas no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) com os protocolos 01842/2020, 09880/2020; 05207/2020; 04935/2020; 08172/2020; 07589/2020 e 05569/2020.

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