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DIADEMA: Filippi vislumbra vitória no 1º turno; briga embolada pelo segundo lugar

Pesquisa Diário/Ibope mostra ex-prefeito de Diadema com 47% dos votos válidos; principal rival é incerto


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

05/11/2020 | 07:00


Ex-prefeito de Diadema e nome do PT na disputa pela Prefeitura do município, José de Filippi Júnior se consolidou na liderança da disputa, com 38% das intenções de voto, revela pesquisa Diário/Ibope. A sondagem mostra que o segundo lugar está embolado, com cinco candidatos em situação de empate técnico.

Se levados em consideração apenas os votos válidos, quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos, Filippi alcança 47% das citações, o que deixa o petista a três pontos percentuais de liquidar a corrida já no dia 15 – o que não ocorre no município desde as eleições de 2008.

No cenário geral aparecem numericamente empatados no segundo lugar o presidente da Câmara e prefeiturável governista, Pretinho do Água Santa (DEM), e Taka Yamauchi (PSD), com 9% cada. Na sequência, figura o vereador Ricardo Yoshio (PSDB), com 8%. O também parlamentar Ronaldo Lacerda (PDT) vem em seguida, com 6%; Marcos Michels (PSB) tem 5%. Como a margem de erro é de quatro pontos percentuais, esses cinco prefeituráveis estão tecnicamente empatados, o que indica que, se os resultados da pesquisa se concretizarem nas urnas, o adversário de Filippi em eventual segundo turno ainda é incerto.

Arquiteto David (PSC), Denise Ventrici (PRTB), Airton da Costa (PMB), Gesiel Duarte (Republicanos), Jhonny Rich (PSL) e Professor Ivanci (PSTU) foram lembrados por 1% do eleitorado, cada um. A prefeiturável do Psol, Rafaela Boani, não pontuou. Votos brancos e nulos somam 12%; indecisos, 8%.

Dois fatores ajudam a explicar os motivos de Pretinho patinar na disputa. O primeiro é o fato de o democrata não ser unanimidade no governo Lauro Michels (PV) e ver outros ex-aliados da gestão integrarem a disputa. O segundo é reflexo da alta rejeição do governo verde na cidade: 75% dos entrevistados desaprovam a gestão Lauro, contra apenas 21% dos que aprovam.

Pretinho também é o candidato mais rejeitado entre os eleitores entrevistados pela pesquisa Diário/Ibope: 33% declararam que não votarão de jeito nenhum no democrata. Logo na sequência vem Marcos, primo de Lauro, com 28%. Como mostrou o Diário recentemente, o socialista tem evitado dar ênfase no sobrenome Michels para driblar rejeição aos oito anos de mandato do primo.

Já Filippi é o terceiro mais rejeitado, com 27%. Lacerda e Taka foram citados negativamente por 10%, cada; Denise, Airton e Rafaela chegam a 7% de rejeição. Com 6% estão David, Yoshio, Gesiel e Rich; Ivanci tem 5%.

SEGMENTOS
Filippi lidera a disputa entre todos os estratos sociais medidos pela sondagem. O petista, que governou a cidade por três ocasiões, atinge exatos 38% do eleitorado masculino quanto do feminino. O melhor desempenho do ex-prefeito está entre os mais velhos, de 45 a 54 anos, e entre os eleitores que possuem o ensino fundamental, segmentos em que Filippi marca 45%.

O cenário mais favorável para Pretinho é registrado entre os eleitores homens e de faixa etária de 35 a 44 anos, com 10% nesses dois grupos. Já Taka vê seu melhor desempenho (13%) entre os que possuem ensino superior.

A pesquisa do Ibope, contratada pelo Diário, ouviu 504 eleitores presencialmente, entre domingo e terça-feira. A sondagem foi registrada no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) sob o número 04935/2020.

Para 69% dos eleitores de Diadema, saúde é principal problema

A pesquisa Diário/Ibope também perguntou aos eleitores de Diadema qual área consideram mais problemática atualmente e a maioria (69%) citou a saúde como o setor que carece de mais atenção do futuro governante da cidade.

O município dispõe de pelo menos duas dezenas de UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e outros quatro equipamentos que atendem urgência e emergência (pronto-socorro central, no Quarteirão da Saúde; Hospital Piraporinha; UPA Paineiras e pronto atendimento Eldorado). Apesar de os serviços do setor serem descentralizados, o índice da sondagem indica que a oferta não absorve integralmente a demanda. Não à toa, a principal bandeira do prefeito Lauro Michels (PV) na campanha vitoriosa à reeleição, na eleição de 2016, foi a promessa de construir outro hospital municipal, em substituição ao deteriorado Hospital Municipal de Piraporinha. A ideia, porém, ainda não saiu do papel e, neste pleito, foi reciclada pelo prefeiturável governista, Pretinho do Água Santa (DEM).

Durante a pandemia de Covid-19, Lauro também fez outra promessa e não cumpriu. No início da crise sanitária, o verde se comprometeu a ativar mais de uma centena de leitos hospitalares no segundo andar no Quarteirão da Saúde, o que transformaria a área em espécie de hospital de campanha para receber os munícipes contaminados pelo coronavírus. Após jogar a responsabilidade para o governo do Estado, desistiu do projeto.

Nesse ranking, o segundo setor mais citado é a segurança pública, com 45% das citações. Ao longo dos últimos meses, o Diário revelou que a área apresenta falhas, como falta de equipamentos de comunicação para a GCM (Guarda Civil Municipal) e até despejo da sede da Secretaria de Defesa Social. As propostas dos 13 prefeituráveis para esse setor variam entre fortalecer a Lei Seca, que determina o fechamento de bares às 23h, a reestruturação da guarda e até o combate repressivo a pancadões na periferia – a gestão Lauro adotou dispersão por meio de jato d’água nos participantes de bailes funk de rua, denominado Tempestade.

Na sequência aparece educação como o terceiro maior problema para 39% do eleitorado. Além de zerar a fila por vagas em creche, os candidatos têm prometido implementar ensino em tempo integral e até a construção de dois quarteirões da educação. Ao longo das duas gestões, Lauro assistiu à abertura de CPI para investigar contratos da educação e teve dores de cabeça, durante o primeiro mandato, para concluir licitações para compra de uniformes escolares, o que atrasou a entrega. Seu primo, Marcos Michels (PSB), foi secretário de Educação e agora é rival do candidato governista, Pretinho do Água Santa (DEM).

A lista é completada por geração de empregos, citada por 24% dos eleitores; transporte coletivo (17%); corrupção (16%); administração pública (11%) e habitação (9%). 



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DIADEMA: Filippi vislumbra vitória no 1º turno; briga embolada pelo segundo lugar

Pesquisa Diário/Ibope mostra ex-prefeito de Diadema com 47% dos votos válidos; principal rival é incerto

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

05/11/2020 | 07:00


Ex-prefeito de Diadema e nome do PT na disputa pela Prefeitura do município, José de Filippi Júnior se consolidou na liderança da disputa, com 38% das intenções de voto, revela pesquisa Diário/Ibope. A sondagem mostra que o segundo lugar está embolado, com cinco candidatos em situação de empate técnico.

Se levados em consideração apenas os votos válidos, quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos, Filippi alcança 47% das citações, o que deixa o petista a três pontos percentuais de liquidar a corrida já no dia 15 – o que não ocorre no município desde as eleições de 2008.

No cenário geral aparecem numericamente empatados no segundo lugar o presidente da Câmara e prefeiturável governista, Pretinho do Água Santa (DEM), e Taka Yamauchi (PSD), com 9% cada. Na sequência, figura o vereador Ricardo Yoshio (PSDB), com 8%. O também parlamentar Ronaldo Lacerda (PDT) vem em seguida, com 6%; Marcos Michels (PSB) tem 5%. Como a margem de erro é de quatro pontos percentuais, esses cinco prefeituráveis estão tecnicamente empatados, o que indica que, se os resultados da pesquisa se concretizarem nas urnas, o adversário de Filippi em eventual segundo turno ainda é incerto.

Arquiteto David (PSC), Denise Ventrici (PRTB), Airton da Costa (PMB), Gesiel Duarte (Republicanos), Jhonny Rich (PSL) e Professor Ivanci (PSTU) foram lembrados por 1% do eleitorado, cada um. A prefeiturável do Psol, Rafaela Boani, não pontuou. Votos brancos e nulos somam 12%; indecisos, 8%.

Dois fatores ajudam a explicar os motivos de Pretinho patinar na disputa. O primeiro é o fato de o democrata não ser unanimidade no governo Lauro Michels (PV) e ver outros ex-aliados da gestão integrarem a disputa. O segundo é reflexo da alta rejeição do governo verde na cidade: 75% dos entrevistados desaprovam a gestão Lauro, contra apenas 21% dos que aprovam.

Pretinho também é o candidato mais rejeitado entre os eleitores entrevistados pela pesquisa Diário/Ibope: 33% declararam que não votarão de jeito nenhum no democrata. Logo na sequência vem Marcos, primo de Lauro, com 28%. Como mostrou o Diário recentemente, o socialista tem evitado dar ênfase no sobrenome Michels para driblar rejeição aos oito anos de mandato do primo.

Já Filippi é o terceiro mais rejeitado, com 27%. Lacerda e Taka foram citados negativamente por 10%, cada; Denise, Airton e Rafaela chegam a 7% de rejeição. Com 6% estão David, Yoshio, Gesiel e Rich; Ivanci tem 5%.

SEGMENTOS
Filippi lidera a disputa entre todos os estratos sociais medidos pela sondagem. O petista, que governou a cidade por três ocasiões, atinge exatos 38% do eleitorado masculino quanto do feminino. O melhor desempenho do ex-prefeito está entre os mais velhos, de 45 a 54 anos, e entre os eleitores que possuem o ensino fundamental, segmentos em que Filippi marca 45%.

O cenário mais favorável para Pretinho é registrado entre os eleitores homens e de faixa etária de 35 a 44 anos, com 10% nesses dois grupos. Já Taka vê seu melhor desempenho (13%) entre os que possuem ensino superior.

A pesquisa do Ibope, contratada pelo Diário, ouviu 504 eleitores presencialmente, entre domingo e terça-feira. A sondagem foi registrada no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) sob o número 04935/2020.

Para 69% dos eleitores de Diadema, saúde é principal problema

A pesquisa Diário/Ibope também perguntou aos eleitores de Diadema qual área consideram mais problemática atualmente e a maioria (69%) citou a saúde como o setor que carece de mais atenção do futuro governante da cidade.

O município dispõe de pelo menos duas dezenas de UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e outros quatro equipamentos que atendem urgência e emergência (pronto-socorro central, no Quarteirão da Saúde; Hospital Piraporinha; UPA Paineiras e pronto atendimento Eldorado). Apesar de os serviços do setor serem descentralizados, o índice da sondagem indica que a oferta não absorve integralmente a demanda. Não à toa, a principal bandeira do prefeito Lauro Michels (PV) na campanha vitoriosa à reeleição, na eleição de 2016, foi a promessa de construir outro hospital municipal, em substituição ao deteriorado Hospital Municipal de Piraporinha. A ideia, porém, ainda não saiu do papel e, neste pleito, foi reciclada pelo prefeiturável governista, Pretinho do Água Santa (DEM).

Durante a pandemia de Covid-19, Lauro também fez outra promessa e não cumpriu. No início da crise sanitária, o verde se comprometeu a ativar mais de uma centena de leitos hospitalares no segundo andar no Quarteirão da Saúde, o que transformaria a área em espécie de hospital de campanha para receber os munícipes contaminados pelo coronavírus. Após jogar a responsabilidade para o governo do Estado, desistiu do projeto.

Nesse ranking, o segundo setor mais citado é a segurança pública, com 45% das citações. Ao longo dos últimos meses, o Diário revelou que a área apresenta falhas, como falta de equipamentos de comunicação para a GCM (Guarda Civil Municipal) e até despejo da sede da Secretaria de Defesa Social. As propostas dos 13 prefeituráveis para esse setor variam entre fortalecer a Lei Seca, que determina o fechamento de bares às 23h, a reestruturação da guarda e até o combate repressivo a pancadões na periferia – a gestão Lauro adotou dispersão por meio de jato d’água nos participantes de bailes funk de rua, denominado Tempestade.

Na sequência aparece educação como o terceiro maior problema para 39% do eleitorado. Além de zerar a fila por vagas em creche, os candidatos têm prometido implementar ensino em tempo integral e até a construção de dois quarteirões da educação. Ao longo das duas gestões, Lauro assistiu à abertura de CPI para investigar contratos da educação e teve dores de cabeça, durante o primeiro mandato, para concluir licitações para compra de uniformes escolares, o que atrasou a entrega. Seu primo, Marcos Michels (PSB), foi secretário de Educação e agora é rival do candidato governista, Pretinho do Água Santa (DEM).

A lista é completada por geração de empregos, citada por 24% dos eleitores; transporte coletivo (17%); corrupção (16%); administração pública (11%) e habitação (9%). 

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