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SÃO CAETANO: Números mostram Auricchio perto de chegar ao 4º mandato

Tucano tem 44% das intenções de voto na pesquisa estimulada; Fabio Palacio está em segundo, com 17%


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

05/11/2020 | 07:00


O prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), vê cristalina a possibilidade de vencer a quarta eleição, o que seria recorde regional. Segundo pesquisa Diário/Ibope, o tucano tem 44% das intenções de voto estimulado e está na liderança folgada na corrida eleitoral da cidade.

O segundo colocado é o ex-vereador Fabio Palacio (PSD), que computou 17% da preferência estimulada do eleitorado. Thiago Tortorello (PRTB), sobrinho do ex-prefeito Luiz Olinto Tortorello (morto em 2004), com 8%, aparece na terceira posição. Como a margem de erro é de cinco pontos percentuais, Palacio e Thiago Tortorello estão empatados tecnicamente, mas em um cenário pouco provável – já que precisaria Palacio desidratar no máximo da margem, enquanto Tortorello teria de ver seu projeto impulsionado ao limite.

O ex-vereador Horácio Neto (Psol), com 3%, surge na quarta colocação, porém, também empatado tecnicamente com Tortorello. Mario Bohm (Novo) foi citado por 2%. O ex-secretário Nilson Bonome (PSL) e o ex-vereador João Moraes (PT) registraram 1%, cada. Eduardo Casonato (Rede) não pontuou. Brancos e nulos somam 15%. Outros 9% não souberam ou não responderam.

No estrato espontâneo, quando o eleitor responde em quem vai votar sem ter acesso à lista de candidatos, Auricchio foi lembrado por 42%. Palacio, por 12%, Thiago Tortorello, 3%, Horácio, 1%, e Bohm, também com 1%, aparecem na sequência. Casonato e Bonome tiveram citações, mas insuficientes para alcançar 1%. Moraes não teve comentários.

Como São Caetano tem menos de 200 mil eleitores, o município não tem segundo turno. Mesmo assim, a pesquisa Diário/Ibope analisou a intenção de voto válido, excluindo brancos, nulos e indecisos. Neste levantamento, Auricchio alcançou 58%. Palacio teve 22%. Thiago Tortorello, 10%. Horacio, 4%. Bohm, 3%. Bonome, Moraes e Casonato, 1%, cada.

O cenário mostra que, nas urnas, Auricchio é franco favorito no pleito deste ano. Os rivais apostam na questão jurídica para reverter a tendência favorável ao tucano. Já a defesa de Auricchio avalia que recursos serão aceitos pelo TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo), órgão que concedeu efeito suspensivo solicitado pelos advogados do prefeito.

Auricchio é o candidato com maior índice de rejeição (29%), mas em proporção parecida com seus adversários. Horácio, por exemplo, tem 24% de rejeição. Palacio, 20%. Moraes (18%), Thiago Tortorello (15%), Casonato (12%), Bohm (12%) e Bonome (12%) completam a lista.

Conforme análise do Ibope, Auricchio conseguiu fidelizar o eleitor que classifica como positiva sua administração. Entre os que aprovam o governo, o tucano atinge marca de 71% das intenções de voto. O chefe do Executivo registra maior preferência entre as mulheres (49%) do que entre homens (38%). Palacio, por sua vez, computa sua melhor performance entre os que acham o trabalho de Auricchio regular (29%).

Contratado pelo Diário, o Ibope ouviu 406 eleitores entre domingo e terça-feira, de forma presencial. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. O levantamento está registrado no TRE-SP sob o protocolo número SP-05207/2020.

Impostos e taxas são as preocupações dos moradores

Para o eleitor de São Caetano, o maior problema do município está relacionado a impostos e taxas. Entre os entrevistados na pesquisa Diário/Ibope, 47% citaram esse quesito como o ponto mais complicado.

O índice está intimamente relacionado à taxa do lixo. No começo deste mandato, a Prefeitura decidiu transferir do boleto do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para a conta de água, serviço administrado pelo Saesa (Sistema de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental). A alegação do governo foi a de que a alteração equilibrou as finanças e garantiu vinculação de investimentos. A oposição bate na tecla de que o tributo é abusivo – tanto que a maioria dos prefeituráveis avisou que, se eleita, vai revogar o imposto.

A segunda área problemática citada pelo eleitor de São Caetano foi a corrupção, com 36%. A saúde, com 31%, aparece na sequência.

O município apostou em ampliação da testagem de faixas da população, como idosos e comerciantes, como forma de mapear o avanço da Covid-19. A doença vitimou 238 são-caetanenses e contaminou 4.239.

Diante da crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus, haverá ainda mais pressão no sistema público de saúde. Já há trabalho na cidade para conter o volume de pacientes de outros municípios na rede são-caetanense e a tendência é a de que a procura seja ainda maior – até porque, com aumento do desemprego, houve redução na cartela de clientes de planos de saúde privados.

A geração de empregos, aliás, também figura na lista de preocupações do morador de São Caetano – foi citada por 23%. O isolamento físico e a quarentena obrigatórios para conter o avanço da Covid-19 impactaram diretamente no setor de serviços do município, que, a despeito de ter na GM (General Motors) uma de suas principais fontes de receita, tem na área comercial fatia importante na arrecadação.

À frente do desemprego, o eleitor de São Caetano citou a segurança pública como área problemática. Por ser passagem de quem mora no Grande ABC e trabalha na Capital, pelo eixo Avenida Guido Aliberti, Avenida Goiás e Avenida Almirante Delamare, o município ainda precisa combater o roubo de veículos.

A lista de problemas é completada pelas áreas de habitação (15%), educação (12%), trânsito (10%), transporte coletivo (10%), rede de esgoto (9%), atividades esportivas (8%), calçamento de ruas e avenidas (7%), administração pública (7%), atividades culturais (5%), opções de lazer (5%), limpeza pública (4%), assistência social (3%), iluminação pública (3%), meio ambiente (3%) e abastecimento de água (2%). Nenhuma das áreas foi citada por 4% dos entrevistados. Outros 2% não souberam ou não responderam. 



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SÃO CAETANO: Números mostram Auricchio perto de chegar ao 4º mandato

Tucano tem 44% das intenções de voto na pesquisa estimulada; Fabio Palacio está em segundo, com 17%

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

05/11/2020 | 07:00


O prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), vê cristalina a possibilidade de vencer a quarta eleição, o que seria recorde regional. Segundo pesquisa Diário/Ibope, o tucano tem 44% das intenções de voto estimulado e está na liderança folgada na corrida eleitoral da cidade.

O segundo colocado é o ex-vereador Fabio Palacio (PSD), que computou 17% da preferência estimulada do eleitorado. Thiago Tortorello (PRTB), sobrinho do ex-prefeito Luiz Olinto Tortorello (morto em 2004), com 8%, aparece na terceira posição. Como a margem de erro é de cinco pontos percentuais, Palacio e Thiago Tortorello estão empatados tecnicamente, mas em um cenário pouco provável – já que precisaria Palacio desidratar no máximo da margem, enquanto Tortorello teria de ver seu projeto impulsionado ao limite.

O ex-vereador Horácio Neto (Psol), com 3%, surge na quarta colocação, porém, também empatado tecnicamente com Tortorello. Mario Bohm (Novo) foi citado por 2%. O ex-secretário Nilson Bonome (PSL) e o ex-vereador João Moraes (PT) registraram 1%, cada. Eduardo Casonato (Rede) não pontuou. Brancos e nulos somam 15%. Outros 9% não souberam ou não responderam.

No estrato espontâneo, quando o eleitor responde em quem vai votar sem ter acesso à lista de candidatos, Auricchio foi lembrado por 42%. Palacio, por 12%, Thiago Tortorello, 3%, Horácio, 1%, e Bohm, também com 1%, aparecem na sequência. Casonato e Bonome tiveram citações, mas insuficientes para alcançar 1%. Moraes não teve comentários.

Como São Caetano tem menos de 200 mil eleitores, o município não tem segundo turno. Mesmo assim, a pesquisa Diário/Ibope analisou a intenção de voto válido, excluindo brancos, nulos e indecisos. Neste levantamento, Auricchio alcançou 58%. Palacio teve 22%. Thiago Tortorello, 10%. Horacio, 4%. Bohm, 3%. Bonome, Moraes e Casonato, 1%, cada.

O cenário mostra que, nas urnas, Auricchio é franco favorito no pleito deste ano. Os rivais apostam na questão jurídica para reverter a tendência favorável ao tucano. Já a defesa de Auricchio avalia que recursos serão aceitos pelo TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo), órgão que concedeu efeito suspensivo solicitado pelos advogados do prefeito.

Auricchio é o candidato com maior índice de rejeição (29%), mas em proporção parecida com seus adversários. Horácio, por exemplo, tem 24% de rejeição. Palacio, 20%. Moraes (18%), Thiago Tortorello (15%), Casonato (12%), Bohm (12%) e Bonome (12%) completam a lista.

Conforme análise do Ibope, Auricchio conseguiu fidelizar o eleitor que classifica como positiva sua administração. Entre os que aprovam o governo, o tucano atinge marca de 71% das intenções de voto. O chefe do Executivo registra maior preferência entre as mulheres (49%) do que entre homens (38%). Palacio, por sua vez, computa sua melhor performance entre os que acham o trabalho de Auricchio regular (29%).

Contratado pelo Diário, o Ibope ouviu 406 eleitores entre domingo e terça-feira, de forma presencial. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. O levantamento está registrado no TRE-SP sob o protocolo número SP-05207/2020.

Impostos e taxas são as preocupações dos moradores

Para o eleitor de São Caetano, o maior problema do município está relacionado a impostos e taxas. Entre os entrevistados na pesquisa Diário/Ibope, 47% citaram esse quesito como o ponto mais complicado.

O índice está intimamente relacionado à taxa do lixo. No começo deste mandato, a Prefeitura decidiu transferir do boleto do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para a conta de água, serviço administrado pelo Saesa (Sistema de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental). A alegação do governo foi a de que a alteração equilibrou as finanças e garantiu vinculação de investimentos. A oposição bate na tecla de que o tributo é abusivo – tanto que a maioria dos prefeituráveis avisou que, se eleita, vai revogar o imposto.

A segunda área problemática citada pelo eleitor de São Caetano foi a corrupção, com 36%. A saúde, com 31%, aparece na sequência.

O município apostou em ampliação da testagem de faixas da população, como idosos e comerciantes, como forma de mapear o avanço da Covid-19. A doença vitimou 238 são-caetanenses e contaminou 4.239.

Diante da crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus, haverá ainda mais pressão no sistema público de saúde. Já há trabalho na cidade para conter o volume de pacientes de outros municípios na rede são-caetanense e a tendência é a de que a procura seja ainda maior – até porque, com aumento do desemprego, houve redução na cartela de clientes de planos de saúde privados.

A geração de empregos, aliás, também figura na lista de preocupações do morador de São Caetano – foi citada por 23%. O isolamento físico e a quarentena obrigatórios para conter o avanço da Covid-19 impactaram diretamente no setor de serviços do município, que, a despeito de ter na GM (General Motors) uma de suas principais fontes de receita, tem na área comercial fatia importante na arrecadação.

À frente do desemprego, o eleitor de São Caetano citou a segurança pública como área problemática. Por ser passagem de quem mora no Grande ABC e trabalha na Capital, pelo eixo Avenida Guido Aliberti, Avenida Goiás e Avenida Almirante Delamare, o município ainda precisa combater o roubo de veículos.

A lista de problemas é completada pelas áreas de habitação (15%), educação (12%), trânsito (10%), transporte coletivo (10%), rede de esgoto (9%), atividades esportivas (8%), calçamento de ruas e avenidas (7%), administração pública (7%), atividades culturais (5%), opções de lazer (5%), limpeza pública (4%), assistência social (3%), iluminação pública (3%), meio ambiente (3%) e abastecimento de água (2%). Nenhuma das áreas foi citada por 4% dos entrevistados. Outros 2% não souberam ou não responderam. 

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