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SANTO ANDRÉ: Cenário aponta reeleição de Paulo Serra no primeiro turno

Prefeito andreense lidera com 57%; Bruno Daniel aparece com 11% e Bete Siraque, 6%


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

05/11/2020 | 07:00


Pesquisa Diário/Ibope aponta cenário de vitória no primeiro turno do prefeito e candidato à reeleição Paulo Serra (PSDB) no pleito municipal de Santo André. A dez dias da data do processo, o tucano lidera a disputa pelo Paço com larga vantagem ao despontar com 57% das intenções de voto no levantamento estimulado, quando são apresentados os nomes dos postulantes ao cargo. Em outro patamar, Bruno Daniel (Psol), estreante nas urnas, surge na segunda colocação, com 11% das menções, seguido pela vereadora Professora Bete Siraque (PT), com 6%, empatados tecnicamente.

São nove concorrentes no páreo no campo majoritário. O ex-parlamentar Ailton Lima (PSB) apresenta 2% das intenções de voto. Os demais pleiteantes registram até esse índice indicado ao socialista. O ex-prefeito João Avamileno (SD) tem 1%, empatado numericamente com o vereador Sargento Lobo (Patriota) e o policial federal Dennis Ferrão (PRTB). Alex Arrais (PTC) e Simone Souza (PCO) não pontuaram. Aqueles que declaram preferência por votar em branco ou anular o sufrágio somam 13%. Os que não sabem opinar a respeito ou não responderam atingem 8%.

Na amostragem de votos válidos, o que corresponde à proporção de sufrágios do candidato sobre o total de votos, excluídos do cômputo os brancos, nulos e indecisos, Paulo Serra ficaria com margem de 72% contra 14% do hoje principal adversário, Bruno Daniel. O panorama reforça a conjuntura de possível encerramento do processo na fase inicial. O último quadro de reeleição no município se deu em 2004, justamente com Avamileno, à época no PT. Êxito no primeiro turno não acontece desde 2000, com Celso Daniel (morto em 2002). Cabe frisar que um prefeiturável é eleito na primeira etapa do pleito se obtiver 50% mais um dos votos válidos na apuração oficial.

No estudo espontâneo, sem apresentação do leque de candidatos na briga, Paulo Serra aparece com 45% das intenções de voto. Bruno Daniel é mencionado por 4% dos entrevistados na cidade, enquanto Bete Siraque registrou 2%. Ailton Lima e Sargento Lobo são citados por 1%, cada. João Avamileno e Dennis Ferrão foram lembrados neste quesito da pesquisa, mas não alcançam 1%. Alex Arrais e Simone Souza não tiveram referência dos munícipes. Outros nomes atingem 2%. Brancos e nulos apresentam 13%. Não sabem ou preferem não opinar chegam a 32%.

Paulo Serra anotou pouca oposição no período de mandato e tentou aglutinar eventuais rivais no processo. Mesmo o PT foi figurante nesta seara, o que justificaria a novidade no segundo lugar.

No quadro de rejeição – candidato em que o eleitor não votaria de jeito nenhum –, Avamileno e Bete Siraque encabeçam a lista, empatados com 23%. Na sequência, Sargento Lobo tem 19%. Ailton Lima e Dennis Ferrão registram 15% e 12%, respectivamente. O prefeito tem 11%. Já Bruno Daniel possui 10%. Alex Arrais e Simone Souza computam 7%, mesmo índice entre aqueles que poderiam votar em todos os postulantes (resposta espontânea).

A margem de erro estimada pelo instituto, contratado pelo Diário, é de quatro pontos percentuais sobre o resultado da amostra. Foram entrevistados 602 munícipes, entre os dias 1º e 3 de novembro, em abordagem presencial. O nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) sob o número 1842/2020.

Saúde é citada como impasse, seguida por segurança

As áreas de saúde e segurança pública foram mencionadas entre as principais preocupações dos moradores de Santo André para o próximo quadriênio, de acordo com a pesquisa Diário/Ibope, que questionou os eleitores sobre os gargalos da cidade. Neste prisma, a saúde, com 57% das menções dos entrevistados, é apontada no levantamento como setor que necessita de maior atenção do Paço no período. O índice é seguido pela demanda por investimentos na segurança, citada por 44% dos munícipes.

Neste quesito da amostra, os entrevistados podem citar mais de uma área, portanto, os resultados somam mais de 100%. A saúde aparece na ponta do ranking em meio ao contexto da pandemia de Covid-19, cujo reflexo irá se estender para 2021. O quadro pesa para o alerta quanto a foco no setor. A crise sanitária apresenta impacto direto na economia, o que tende a levar volume significativo de moradores a usar equipamentos municipais. Outro aspecto que pode remeter ao índice é o fechamento de unidades para reforma, logo no começo do governo, embora reabertas meses depois da reestruturação. O governo fala na entrega de 22 equipamentos no decorrer do mandato, dos quais seis feitos na atual gestão, sete de ampliações e seis revitalizações.

A questão da segurança também é recorrente no rol de reclamações na esfera municipal, a despeito de a área ser de responsabilidade do Estado. O problema no setor, contudo, tem forçado aplicação de recursos por parte do Executivo. O Diário mostrou neste ano, por exemplo, onda de assaltos na região do bairro Campestre, Valparaíso e Parque das Nações, o que provocou comprometimento de ações ostensivas. A cidade apareceu em lista entre as dez de São Paulo com mais casos de roubo de celulares no primeiro semestre – os dados são de levantamento do Departamento de Pesquisas em Economia do Crime da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado). O Paço frisa, por outro lado, reforço na GCM (Guarda Civil Municipal), com investimento na estrutura da corporação e promessa de aumento do efetivo.

Outra área afetada diretamente pela pandemia, a educação entra na terceira posição, com 32% das menções. Diante da extensão da crise, decreto municipal mantém as portas das escolas fechadas no território local, prorrogando prazo de retorno das atividades presenciais. A situação envolve, possivelmente, também a incerteza quanto à volta das aulas em sistema virtual.

Geração de empregos, com 26%, transporte coletivo, tendo o mesmo índice, e taxas e impostos, com 15%, aparecem na sequência como grandes preocupações dos andreenses, conforme o levantamento. Destes setores apontados, o primeiro item é outro fator que surge justamente em decorrência da instabilidade advinda da pandemia. Calçamento de ruas e avenidas, habitação e corrupção têm citação de 11%. 



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SANTO ANDRÉ: Cenário aponta reeleição de Paulo Serra no primeiro turno

Prefeito andreense lidera com 57%; Bruno Daniel aparece com 11% e Bete Siraque, 6%

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

05/11/2020 | 07:00


Pesquisa Diário/Ibope aponta cenário de vitória no primeiro turno do prefeito e candidato à reeleição Paulo Serra (PSDB) no pleito municipal de Santo André. A dez dias da data do processo, o tucano lidera a disputa pelo Paço com larga vantagem ao despontar com 57% das intenções de voto no levantamento estimulado, quando são apresentados os nomes dos postulantes ao cargo. Em outro patamar, Bruno Daniel (Psol), estreante nas urnas, surge na segunda colocação, com 11% das menções, seguido pela vereadora Professora Bete Siraque (PT), com 6%, empatados tecnicamente.

São nove concorrentes no páreo no campo majoritário. O ex-parlamentar Ailton Lima (PSB) apresenta 2% das intenções de voto. Os demais pleiteantes registram até esse índice indicado ao socialista. O ex-prefeito João Avamileno (SD) tem 1%, empatado numericamente com o vereador Sargento Lobo (Patriota) e o policial federal Dennis Ferrão (PRTB). Alex Arrais (PTC) e Simone Souza (PCO) não pontuaram. Aqueles que declaram preferência por votar em branco ou anular o sufrágio somam 13%. Os que não sabem opinar a respeito ou não responderam atingem 8%.

Na amostragem de votos válidos, o que corresponde à proporção de sufrágios do candidato sobre o total de votos, excluídos do cômputo os brancos, nulos e indecisos, Paulo Serra ficaria com margem de 72% contra 14% do hoje principal adversário, Bruno Daniel. O panorama reforça a conjuntura de possível encerramento do processo na fase inicial. O último quadro de reeleição no município se deu em 2004, justamente com Avamileno, à época no PT. Êxito no primeiro turno não acontece desde 2000, com Celso Daniel (morto em 2002). Cabe frisar que um prefeiturável é eleito na primeira etapa do pleito se obtiver 50% mais um dos votos válidos na apuração oficial.

No estudo espontâneo, sem apresentação do leque de candidatos na briga, Paulo Serra aparece com 45% das intenções de voto. Bruno Daniel é mencionado por 4% dos entrevistados na cidade, enquanto Bete Siraque registrou 2%. Ailton Lima e Sargento Lobo são citados por 1%, cada. João Avamileno e Dennis Ferrão foram lembrados neste quesito da pesquisa, mas não alcançam 1%. Alex Arrais e Simone Souza não tiveram referência dos munícipes. Outros nomes atingem 2%. Brancos e nulos apresentam 13%. Não sabem ou preferem não opinar chegam a 32%.

Paulo Serra anotou pouca oposição no período de mandato e tentou aglutinar eventuais rivais no processo. Mesmo o PT foi figurante nesta seara, o que justificaria a novidade no segundo lugar.

No quadro de rejeição – candidato em que o eleitor não votaria de jeito nenhum –, Avamileno e Bete Siraque encabeçam a lista, empatados com 23%. Na sequência, Sargento Lobo tem 19%. Ailton Lima e Dennis Ferrão registram 15% e 12%, respectivamente. O prefeito tem 11%. Já Bruno Daniel possui 10%. Alex Arrais e Simone Souza computam 7%, mesmo índice entre aqueles que poderiam votar em todos os postulantes (resposta espontânea).

A margem de erro estimada pelo instituto, contratado pelo Diário, é de quatro pontos percentuais sobre o resultado da amostra. Foram entrevistados 602 munícipes, entre os dias 1º e 3 de novembro, em abordagem presencial. O nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) sob o número 1842/2020.

Saúde é citada como impasse, seguida por segurança

As áreas de saúde e segurança pública foram mencionadas entre as principais preocupações dos moradores de Santo André para o próximo quadriênio, de acordo com a pesquisa Diário/Ibope, que questionou os eleitores sobre os gargalos da cidade. Neste prisma, a saúde, com 57% das menções dos entrevistados, é apontada no levantamento como setor que necessita de maior atenção do Paço no período. O índice é seguido pela demanda por investimentos na segurança, citada por 44% dos munícipes.

Neste quesito da amostra, os entrevistados podem citar mais de uma área, portanto, os resultados somam mais de 100%. A saúde aparece na ponta do ranking em meio ao contexto da pandemia de Covid-19, cujo reflexo irá se estender para 2021. O quadro pesa para o alerta quanto a foco no setor. A crise sanitária apresenta impacto direto na economia, o que tende a levar volume significativo de moradores a usar equipamentos municipais. Outro aspecto que pode remeter ao índice é o fechamento de unidades para reforma, logo no começo do governo, embora reabertas meses depois da reestruturação. O governo fala na entrega de 22 equipamentos no decorrer do mandato, dos quais seis feitos na atual gestão, sete de ampliações e seis revitalizações.

A questão da segurança também é recorrente no rol de reclamações na esfera municipal, a despeito de a área ser de responsabilidade do Estado. O problema no setor, contudo, tem forçado aplicação de recursos por parte do Executivo. O Diário mostrou neste ano, por exemplo, onda de assaltos na região do bairro Campestre, Valparaíso e Parque das Nações, o que provocou comprometimento de ações ostensivas. A cidade apareceu em lista entre as dez de São Paulo com mais casos de roubo de celulares no primeiro semestre – os dados são de levantamento do Departamento de Pesquisas em Economia do Crime da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado). O Paço frisa, por outro lado, reforço na GCM (Guarda Civil Municipal), com investimento na estrutura da corporação e promessa de aumento do efetivo.

Outra área afetada diretamente pela pandemia, a educação entra na terceira posição, com 32% das menções. Diante da extensão da crise, decreto municipal mantém as portas das escolas fechadas no território local, prorrogando prazo de retorno das atividades presenciais. A situação envolve, possivelmente, também a incerteza quanto à volta das aulas em sistema virtual.

Geração de empregos, com 26%, transporte coletivo, tendo o mesmo índice, e taxas e impostos, com 15%, aparecem na sequência como grandes preocupações dos andreenses, conforme o levantamento. Destes setores apontados, o primeiro item é outro fator que surge justamente em decorrência da instabilidade advinda da pandemia. Calçamento de ruas e avenidas, habitação e corrupção têm citação de 11%. 

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